
Jerónimo de Sousa no Fórum TSF
TSF-Ana António
O secretário-geral do PCP questionado esta manhã, no Fórum TSF, sobre um entendimento pós-eleitoral com o PS, admitiu esse cenário mas só se o Governo mudar o acordo com a "troika".
Na semana em que a TSF recebe os lideres partidários no Fórum TSF, o primeiro convidado foi Jerónimo de Sousa.
O secretário-geral do PCP questionado já sobre um eventual entretenimento pós eleitoral com o PS, admitiu que o cenário é possível mas sob condições: só se o governo mudar os termos do acordo com a "troika" do FMI, Comissão Europeia e BCE.
«Era preciso o Partido Socialista romper com esse acordo, o que acho que é muito difícil, para que pudesse existir um entendimento da necessidade de uma política diferente, de uma mudança de rumo», explicou Jerónimo de Sousa.
Sobre o facto de ter recusado negociar com a "troika" o pacote de ajuda a Portugal, Jerónimo de Sousa disse não temer ser castigado nas urnas, justificando que foi a posição mais digna.
«Nós consideramos que qualquer farsa de negociação seria dar uma cumplicidade a uma coisa que já estava decidida. Aplicaram a mesma receita que aplicaram na Grécia, sabiamos que esta intervenção externa ia ser desastrosa», referiu.
Para o líder comunista é fundamental a renegociação da dívida, porque a recessão é certa e Portugal tem que ser capaz de assumir os seus compromissos.
«Na negociação com os credores confrontá-los com uma realidade: nós temos dificuldade em pagar, como é que fazemos em termos de taxas, prazos porque os credores obviamente também estão interessados numa coisa: é que nós paguemos», defendeu.
Contra as privatizações, que disse só servirem os interesses do mercado, Jerónimo de Sousa defendeu várias nacionalizações em nome do sector público.
«Parte do sector da banca comercial, de empresas ligadas ao sector energético, de comunicações e dos combustíveis», destacou Jerónimo de Sousa.
Quanto às eleições de 5 de Junho, o líder do PCP frisou que uma vitória será conseguir aumentar o número de deputados comunistas no Parlamento.
Notícia actualizada às 13h04