
Cavco Silva
dr
Questionado sobre o novo imposto extraodinário que o primeiro-ministro anunciou durante a apresentação do programa de Governo, o Presidente da República referiu que a situação do país «não é uma fatalidade».
No final de uma cerimónia de inauguração de um monumento em homenagem aos fuzileiros, no Barreiro, o Presidente da República, Cavaco Silva, foi questionado sobre se compreende a adopção de uma contribuição extraordinária em sede de IRS, que segundo o primeiro-ministro será equivalente a metade do subsídio de Natal acima do salário mínimo nacional.
«Não é uma fatalidade. Se nós cumprirmos rigorosamente os compromissos que assumimos perante as entidades internacionais há uma grande possibilidade de melhores dias chegarem no futuro», respondeu Cavaco Silva.
O Presidente da República recusou fazer mais comentários frisando que «não costumo pronunciar-me sobre medidas do Governo que vão ser discutidas na Assembleia da República e que, nos termos da lei, só depois chegam à mão do Presidente da República para efeitos de promulgação. Só nessa altura é que eu tomarei posição».