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O presidente do Colégio de Oncologia da Ordem dos Médicos lamenta que não exista um Plano Nacional de Combate ao Cancro e considera que a doença oncológica é o parente pobre da área da Saúde.
No Dia Mundial de Luta contra o Cancro, Jorge Espírito Santo lembrou que «o que se investe no tratamento do cancro é muito inferior ao impacto que a doença tem na sociedade e até às próprias necessidades».
«O cancro é uma patologia que está a crescer em termos de incidência. É possível hoje obter muito melhores resultados que há uns anos com os novos métodos de tratamento e com a detecção mais precoce da doença», referiu.
Na opinião de Jorge Espírito Santo, «isso implica que a sobrecarga acrescida desses doentes sobre os serviços não tem tido nenhuma tradução nem em termos de investimento nem em termos de uma melhoria continuada da organização da prestação de cuidados».
«O financiamento ou a atribuição de uma conjunto de recursos para a prática da oncologia só deve ser feito se eles puderem ter a máxima rentabilidade, ou seja, se forem postos ao serviço dos doentes de uma forma organizada sem haver desperdício», explicou.
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