«O Bloco de Esquerda mobilizará toda a sua energia para desenvolver uma resposta consistente, de uma oposição construtiva, combativa, batalhadora, para devolver aos portugueses a capacidade de escolha e o direito de decidirem sobre si próprios e sobre a sua vida», anunciou o coordenador do partido este sábado.
«Nas próximas semanas e nos próximos meses esta acção expressar-se-á pela multiplicação da luta de massas, da luta política e social, da convocação da democracia», declarou, em conferência de imprensa, antes de terminar a reunião da mesa nacional bloquista.
«Queremos abanar a ideia, sacudir a ideia de que o país desiste de si próprio, queremos dizer que há uma oposição que não desiste, que vai ser cada vez mais forte, que está determinada a isso, que vai à luta de massas, que vai a propostas claras perante o país, porque isso é que é necessário para mudar a política», argumentou.
O endurecimento da «luta de massas» começa no próximo sábado, no Terreiro do Paço, «pelo convite dos sindicatos», assinalou Louçã, mas a partir daí em várias iniciativas promovidas pelos bloquistas.
A 28 e 29 de Abril realizar-se-ão jornadas no Porto, Braga, Lisboa, Setúbal, entre outras cidades, «que culminarão com grandes comícios de rua e com grandes iniciativas de intervenção popular, com marchas, com intervenção social, para dar corpo a uma resposta política que apresente alternativas concretas».