«Nuno Vasconcellos refuta liminarmente esta acusação», disse à agência Lusa o seu advogado Proença de Carvalho.
Para o defensor do presidente da Ongoing, a acusação do Ministério Público não tem elementos de prova suficientes para imputar a Nuno Vasconcellos o crime de corrupção.
«Acho que não há ali [na acusação] elementos de prova dos factos que lhe estão a ser imputados. O que há é uma interpretação abusiva e sem provas a partir de dados objetivos», disse o advogado, adiantando que ainda não decidiu se vai pedir a abertura da fase de instrução deste processo.
Para Proença de Carvalho, o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa fez uma «interpretação abusiva e sem provas a partir de uma relação [entre Nuno Vasconcellos e Jorge Silva Carvalho] que nada tem de ilícito».
Na segunda-feira, o Ministério Público acusou o presidente da Ongoing, Nuno Vasconcellos, de corrupção ativa e o ex-diretor do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) Jorge Silva Carvalho de acesso indevido a dados pessoais, abuso de poder e violação de segredo de Estado.