Segundo a juíza do Tribunal de Oeiras, «não restam dúvidas de que a assistente [Maria Roseta] foi vítima de violência doméstica], sendo que «não ficou provado que o comportamento do arguido tivesse outro alvo senão o da sua companheira».
Perante os factos provados, o de crime de violência doméstica e também de detenção de arma proibida, a juíza determinou que Francisco Veredas Fernandes, mais conhecido como Paco Bandeira, fosse condenado a três anos e quatro meses com pena suspensa e 400 euros de coima e ainda 3.000 mil euros por «danos morais» a Maria Roseta.
A juíza deliberou ainda que o arguido fosse absolvido dos crimes de maus tratos à filha e de devassa da vida privada.
Os depoimentos de Maria Roseta Ferreira, ex-mulher e assistente no processo, e o da filha do casal, de 13 anos, terão sido determinantes para a decisão do coletivo de juízes.
À saída do Tribunal de Oeiras, Paco Bandeira recusou prestar quaisquer declarações aos jornalistas, à semelhança do que já havia acontecido hoje à chegada ao Tribunal e nas anteriores sessões de julgamento.