À margem de um comício do Bloco de Esquerda, a noite passada em Quarteira, a deputada Ana Drago afirmou que há outras possibilidades para além de uma liderança bicéfala constituída por João Semedo e Catarina Martins.
«Creio que o nome da Catarina Martins vem por mérito do seu trabalho e da sua capacidade de protagonismo nos últimos anos, nomeadamente como deputada do Bloco de Esquerda. Deve dizer que todas estas possibilidades estão ainda em aberto, elas têm apoiantes, [mas] outras pessoas têm outros modelos de direção. Creio que é todo esse debate que hoje está a ser feito dentro do Bloco», afirmou.
«Não quero, neste momento, pronunciar-me sobre nomes. Acho que isso restringe aquilo que é o debate político que o Bloco tem que fazer», acrescentou Ana Drago.
Francisco Louçã já se sabe defende uma liderança constituída por um homem e uma mulher e ontem, em Quarteira, o líder do Bloco deu voz ao que já tinha defendido na carta aos bloquistas.
«A ideia de que no século XXI devemos manter partidos como eles existiam no século XIX, é uma ideia triste. Nós precisamos de pensar, inovar e ter coragem de soluções novas. Grande parte dos partidos com os quais o Bloco melhor se relaciona, como o partido da esquerda francesa é dirigido por um homem e uma mulher. Acho que é absolutamente normal, o que é estranho é que a sociedade não se faça representar nos partidos como ela é», defendeu.