«As novas medidas são um brutal ataque às condições de vida dos trabalhadores», salientou hoje em conferência de imprensa o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos.
O líder sindical apelidou as medidas anunciadas pelo Governo como «propostas miseráveis» e, apontando para a revisão da legislação laboral, Arménio Carlos acusa de estar em curso «um verdadeiro retrocesso» nos direitos dos trabalhadores.
«Está em marcha uma colonização forçada do país», considerou, defendendo que «os trabalhadores têm que sair para a rua».
Sob o lema "Todos a Lisboa, Todos ao Terreiro do Paço", Arménio Carlos quer que a manifestação de 29 de setembro «encha o Terreiro do Paço como nunca aconteceu até aqui».
Questionado sobre a marcação de uma greve geral, o responsável disse que a CGTP pretende, primeiro, concretizar a manifestação que represente «a expressão pública do descontentamento popular», seguindo-se, no dia 1 de outubro, um encontro de âmbito nacional com os representantes dos trabalhadores «para decidir o que há a fazer».