«A instabilidade e insegurança já latentes no seio dos militares, particularmente desde o início de 2005, muito se agravaram com a entrada em funções do atual Governo face às medidas que desde então foram sendo implementadas, mesmo contrariando as promessas eleitorais que lhes permitiram chegar ao poder», lê-se num comunicado hoje divulgado pela Associação Nacional de Sargentos (ANS).
«Mas o texto da proposta de Orçamento para 2013 veio agravar este clima de insegurança e de instabilidade, acrescentando-lhe agora um grave sentimento de indefinição pela forma como está apresentado o texto», prossegue o comunicado, no qual a associação apela à presença dos militares na manhã de terça-feira nas galerias da Assembleia da República para assistirem ao momento da votação final global do Orçamento.
A ANS apela ainda à participação na vigília marcada para a tarde do mesmo dia em frente ao Palácio de Belém, residência oficial do Presidente da República, que é o comandante supremo das Forças Armadas e a quem os militares pedem que não promulgue o Orçamento e o envie para o Tribunal Constitucional.
A realização desta vigília foi decidida a 10 de novembro, no final e uma manifestação organizada pelas três associações que representam os militares que reuniu em Lisboa milhares de pessoas.
No comunicado hoje divulgado, a ANS sublinha a mobilização conseguida nesta manifestação para contraiar declarações de «diversos responsáveis» pelo Ministério da Defesa Nacional e «responsáveis militares» que querem «tentar fazer passar a imagem de que a instabilidade, o mal-estar e a insegurança não existem no seio dos militares».