Ainda sem números definitivos, a organização do protesto, que se estendou a cerca de 40 cidades, estima que tenham sido mais de um milhão e meio as pessoas a ir para as ruas, não só em Portugal mas também em algumas cidades do mundo, gritar «basta» de austeridade e pedir a «demissão» do Governo de Passos Coelho.
A cantiga de José Afonso, emblemática na Revolução dos Cravos, em 1974, foi o mote do protesto e ouviu-se em Lisboa, onde se estima que tenham estado 800 mil pessoas.
No Porto, o movimento «Que se lixe a 'troika'» estima que terão estado 400.000 pessoas, número que cai para as 100.000 pelas contas dos «Precários Inflexíveis», um coletivo que aderiu ao protesto.
Ainda a Norte - onde só Bragança não se juntou ao protesto -, os cravos voltaram às ruas de Braga pelas mãos dos milhares de manifestantes que exigiram a «saída do Governo» e se emocionaram ao lembrar que «não foi para isto» que lutaram. De punho erguido, entoaram-se cânticos «anti-troika», apelaram à «chacina política», partilharam histórias, choraram e cantaram.
Em Vila Real, o principal alvo dos gritos foi o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, candidato pelo distrito transmontano nas últimas legislativas.