
Teresa Alves/TSF
Ouça na íntegra a emissão «TSF Ocupada» e leia o Editorial da Direção da TSF.
Ela não se gasta mesmo que de repente toda a gente decida usar e abusar.
O que a mata é calar.
Quando as pessoas se querem entender, ela é o primeiro e o último recurso.
Nós sabemos que a alternativa nunca é deixar de a usar.
Ela serve as minorias e serve as maiorias. Ela serve todas as raças, todos os credos, todas as políticas, todas as vontades.
Com ela se constroem direitos e se cumprem deveres.
Com ela fazemos rádio.
Hoje, 40 anos depois do último dia em que a quiseram controlada, nós quisemos dar-lhe toda a liberdade.
Como seria a nossa vida se nos quisessem tirar outra vez a palavra?
Como com muitas outras coisas, valorizamos mais a liberdade de expressão quando não a temos.
Hoje desafiamos os atores do Teatro O Bando a ocupar a TSF.
A palavra correu sem descanso, livre e provocadora.
A ação é sempre política e esta conjugação de vontades, entre a TSF e o Teatro O Bando, quis lembrar que quem quer a democracia, fá-la.
Porque todos temos responsabilidade na construção de uma sociedade mais justa, não podemos calar.
A palavra é um imperativo da democracia.
A TSF deve-lhe a vida.