«Ninguém é proprietário da sua própria vida, devemos todos salvaguardá-la e respeitá-la desde o momento da concepção até ao seu final natural", disse o papa durante a cerimónia angelus na praça de S. Pedro.
As declarações de Bento XVI surgem a dias do primeiro aniversário da morte de Eluana Englaro, a italiana que esteve 17 anos em coma e cuja família conseguiu, após uma luta judicial de 10 anos, obter o direito de suspender a sua alimentação artificial.
A morte de Eluana foi vivamente condenada pelo Vaticano e pela Igreja Católica italiana, que realizou uma campanha contra a suspensão da alimentação artificial, com o apoio dos partidos da direita e do chefe do governo, Sílvio Berlusconi.
Entretanto, está em curso na Câmara dos Deputados italiana um projecto de lei já adoptado em finais de Março pelo senado que interdita os pacientes em fim de vida de pedir a suspensão da sua alimentação.
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