Em audição parlamentar, quer o director do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC), Cláudio Sunkel, quer o especialista João Relvas afirmaram que seria a melhor solução para o país em termos de experimentação científica com animais, em vez da construção de um biotério de três hectares na Azambuja, segundo o projecto da Fundação Champalimaud.
Os especialistas foram ouvidos na Comissão Parlamentar de Educação e Ciência, um dia depois da plataforma que apresentou uma petição com mais de 4500 assinaturas contra o futuro biotério.
Na introdução inicial, Sunkel enumerou os três biotérios já acreditados e a funcionar (Coimbra, Gulbenkian e o próprio IBMC), tal como outros que estão em construção, programados ou quase concluídos, assim como um laboratório veterinário na Universidade Católica do Porto, que está fechado.
Por isso, defendeu perante os deputados ser necessário avaliar a capacidade instalada no país.
Quanto à construção de um centro 3R (Reduction, Refinement e Replacement, em inglês Redução, Melhoramento e Substituição), proposta pelos peticionários e que segundo os especialistas será obrigatória a nível da legislação europeia, o especialista defendeu que esse local devia servir a rede constituída pelos biotérios regionais.