Inspirado pelas messagens e postais que cruzavam com a ajuda de balões o muro que dividia as duas Alemanhas, o jovem Marko olhou para o rio que passava perto da casa dos pais e no dia 3 de Janeiro de 1987 escreveu uma carta, guardou-a numa garrafa e esperou que a corrente fizesse o resto.
Aos meios de comunicação social, Marko Bode, hoje engenheiro eléctrico de 34 anos, diz que achou excitante a ideia de não saber onde a carta iria parar e se alguém lhe responderia, se calhar um amigo, do outro lado da fronteira, na Alemanha ocidental.
Ao todo, enviou cinco garrafas, mas só se voltou a lembrar do caso quando um amigo viu a história nas notícias.
A carta tinha encontrado um destinatário 23 anos e 42 quilómetros depois. Yuri, uma criança de nove anos descobriu a garrafa, levou-a para casa, onde o pai a partiu com um martelo. Dentro estava a tal carta, em busca de um amigo, assinada por Marko Bode em 1987.
A garrafa terá ficado presa nas margens do rio durante todos estes anos até que se soltou com as cheias deste Inverno. Resta saber se as outras quatro garrafas de Marko ainda vão chegar ao destino.