A investigação foi feita pela professora Geneviève Belleville, da Escola de Psicologia da Universidade Laval, no Quebeque, que se apoiou em informação relativa a 14 mil canadianos, com idades entre 18 e 102 anos, reunida durante 12 anos pelo instituto canadiano de estatística.
Durante este período, morreram 15,7 por cento das pessoas que indicaram ter tomado pelo menos uma vez um medicamento contra a insónia ou a ansiedade no mês anterior à entrevista.
Entre as que indicaram que não tomaram este tipo de medicamentos, a taxa de mortalidade foi inferior, ao situar-se em 10,5 por cento.
Depois de ter isolado outras características pessoais que pudessem afectar o risco de mortalidade, como consumo de álcool e de tabaco ou depressão, Belleville concluiu que o consumo de soníferos e ansiolíticos aumenta o risco de mortalidade em 36 por cento.
Muitas hipóteses podem explicar esta relação de causa-efeito.