Apesar de dar nota positiva a Portugal, um relatório do Departamento de Estado norte-americano revela que Portugal não está imune ao tráfico humano. O Observatório Português de Tráfico de Seres Humanos congratulou-se com este resultado.
O relatório do departamento de Estado norte-americano sobre tráfico de seres humanos no mundo dá nota positiva a Portugal e conclui que o país cumpriu os padrões mínimos de combate ao tráfico humano.
De acordo com este documento, as vítimas de tráfico humano descobertas em Portugal são maioritariamente oriundas do Brasil, Europa de Leste e África, que são sujeitas a trabalhos forçados na agricultura, construção civil, hotelaria e na restauração.
Ainda segundo este documento, que analisa os dados de 2010, existem também relatos do aumento de raparigas portuguesas na prostituição em Portugal e de adultos que emigraram para a Europa e que são sujeitos a exploração sexual e laboral.
Neste documento, as crianças da Europa de Leste e as crianças ciganas são referenciadas como as que são submetidas em Portugal, por vezes pelas suas próprias famílias, à mendicidade.
Apesar disto, o departamento de Estado norte-americano reconhece que Portugal aumentou a assistência deste tipo de crime em 2010, assim como se verificou também o aumento de condenações neste aspecto.
Em comunicado, o Observatório Português de Tráfico de Seres Humanos congratulou-se com a avaliação de Portugal e diz que para este resultado contribuiu a aplicação de um plano nacional nesta questão.
A revisão do Código Penal e da Lei de Estrangeiros, bem como a criação de um centro de acolhimento e deste observatório contribuiram para este resultado
O Observatório entende ainda que há trabalho a fazer na área do tráfico de exploração laboral, nomeadamente na agricultura e servidão doméstica, e na área do tráfico de crianças para a mendicidade.