As próteses normais têm uma bola de metal que encaixa numa peça de plástico, mas, nos anos 90, as duas peças em metal tornaram-se mais populares, até porque permitem maior mobilidade.
No entanto, o problema pode acontecer justamente por haver fricção entre as duas peças de metal. Aos poucos, minúsculos fragmentos de metal soltam-se, podem podem entrar na corrente sanguínea e provocar inflamação, destruindo músculo e osso.
De acordo com o Sunday Telegraph, que cita a agência britânica que regula medicamentos e produtos de cuidados de saúde, pode ainda haver o risco do sistema nervoso, o coração e os pulmões serem, lentamente, envenenados pelo metal.
Apesar de haver perto de 40 mil britânicos que têm estas próteses de metal, a agência avisa que a maioria das pessoas tem um risco muito reduzido de desenvolver problemas, mas devem ir ao médico verificar o estado da prótese.
Das 40 mil próteses colocadas desde os anos 90, 10 mil são da marca Depuy que foi retirada do mercado em 2010.