O fundador da AEIPS, uma organização não-governamental, José Ornelas, explicou à TSF o desencadear deste processo de transferência dos 24 doentes.
Da vida fechada entre os corredores do hospital Miguel Bombarda, cada doente passou a poder seguir os interesses que já tinha, como ir à piscina, ao café ou ao cabeleireiro.
Neste projecto piloto o balanço é duplamente positivo, sublinhou José Ornelas. Além de proporcionar uma vida melhor para estas pessoas com doenças psiquiátricas, a nova residência no Restelo é uma alternativa mais barata do que a permanência num hospital.
Entre as diferenças que se notam desde a mudança, a coordenadora da casa, e especialista em desenvolvimento comunitário, Andreia Caires, destacou à TSF o facto dos doentes se sentirem em casa e poderem tomar decisões.
O dia-a-dia é mais activo do que nos corredores do Miguel Bombarda. As aulas de ginástica, por exemplo, quebraram resistências que duravam há muitos anos.