O director do Museu de Arte Contemporânea de Serralves considerou que Antoni Tàpies, que morreu na segunda-feira, foi «um dos mais universais artistas espanhóis da segunda metade do séc. XX».
Em declarações à TSF, João Fernandes explicou que o «seu trabalho começou por surgir do contexto das linguagens informais do pós-guerra e reinventou a pintura através da inscrição de marcas muito pessoais».
«Construiu uma obra pessoalíssima que inscreveu o gesto, o sinal, a marca em quadros, esculturas e vários tipos de suportes que trouxeram a vida para dentro da arte e cruzaram a arte com a vida», adiantou.
João Fernandes considerou ainda que este artista plástico espanhol é «um dos casos mais exemplares de uma obra prolífica que antecipa muitas das linguagens mais vanguardistas das décadas de 50, 60 e 70».
«Ousou várias linguagens e vários materiais. Nada que a vida lhe trouxesse poderia estar distante das obras que poderia fazer. A sua curiosidade pelo mundo levou-o a conseguir utilizar tudo o que o mundo lhe oferecia para construir a sua obra singular», concluiu.