A informação foi avançada este sábado à Lusa por António Fonseca, presidente da Associação de Bares da Zona Histórica do Porto (ABZH), que espera não ser necessário chegar ao «apagão total» para sensibilizar a autarquia.
«Estes empresários tiveram prejuízos elevadíssimos com este manifesto. Fizeram grandes sacrifícios, para que se perceba a indignação pela forma como estão a ser tratados», explicou António Fonseca, em declarações à Lusa.
Um dos problemas, diz o responsável, é o limitador de potência sonora que os espaços com «música ao vivo ou amplificada» terão de adquirir e que funcionará como «uma pulseira eletrónica».
«Os empresários estão indignados. Sentem que estão a ser tratados como marginais. O limitador de potência sonora vai controlar a vida toda do estabelecimento, através de uma caixa negra ligada por ADSL à Câmara do Porto», acusa António Fonseca.
O presidente da ABZH considera que «o ataque tem de ser feito às lojas de conveniência» e avisa que estão em cima da mesa das ações futuras providências cautelares e a recusa em comprar o limitador de potência sonora imposto pelo município.