
O universo dos afetados pela doença em Portugal é incerto, mas um estudo recente realizado em Setúbal estabeleceu um rácio de 15 em cada dez mil pessoas.
É uma realidade muitas vezes escondida e hoje chama-se atenção para ela. Estamos no Dia Mundial de Consciencialização do Autismo, que também se assinala em Portugal.
Isabel Cottinelli Telmo, presidente da Federação Portuguesa de Autismo, estima que o universo dos que sofrem da doença seja bem maior do que aquele que está registado.
«Em Portugal não temos números certos, temos um estudo de 2007, mas já é antigo», realça esta responsável, adiantando que em Setúbal realizou-se recentemente uma pesquisa piloto, que ainda vai ser publicada, onde foram encontradas 15 pessoas com autismo para 10 mil.
O autismo não é visível nos primeiros anos de vida, mas há sinais que podem servir de alerta.
«Perturbações do sono e perturbações do comportamento graves» podem indicar autismo, mas é a partir dos três anos que o diagnóstico se faz com maior fiabilidade por causa do aparecimento da fala. Os meninos com autismo ou ficam em silêncio ou «falam com perturbações da linguagem».
Quem sofre de autismo carece de ajuda para sempre, os que não precisam, são exceções à regra.
«Conseguem ter qualidade de vida boa, ter autonomia, fazer as suas vidas, mas é uma percentagem muito pequena», explica Isabel Cottinelli Telmo.