
O presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande está preocupado com a actual situação do Pinhal de Leiria. Três meses após o temporal de janeiro, que provocou estragos na região, há mais de 100 mil árvores que continuam tombadas, por retirar e a ocupar vários quilómetros de estrada no concelho.
Ouvido pela TSF, Álvaro Pereira disse que, depois da falta de garantias do Ministério da Agricultura, a Câmara da Marinha Grande tentou resolver por meios próprios o problema que teria de ser o governo a resolver.
(imagens dos efeitos deste temporal, registadas em janeiro:)
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No entanto, lembrou, a madeira que está nos terrenos do Estado foi vendida a madeireiros que ditam agora o ritmo a que decorrem as limpezas.
«Nós estamos essencialmente preocupados com a época de fogos que se avizinha e com os milhares de árvores que ainda estão por levantar em todo aquele circuito, para além das mais de cem mil árvores que estão que estão em toda a mata nacional», sublinhou o autarca, acrescentando que «não há garantias» por parte do Governo.
O autarca teme agora uma catástrofe, uma vez que, para além dos estragos do mau tempo de janeiro, há ainda memórias de incêndios passados.