
É uma das tradições do 1 de maio. Os Maios, bonecos de pano, do tamanho dos humanos, saem à rua em algumas zona do país, mas no Algarve assumem contornos de crítica política e social. As pessoas que os confecionam colocam-nos logo ao nascer do sol à porta ou à beira da Estrada, durante este dia.
O segredo é a alma do negócio. Até em casa, os quatro Maios feitos este ano por Cirila Madeira estão tapados dos olhares de quem vem de fora. Abre uma excepção para a TSF.
A crítica social e política está sempre presente nesta tradição dos Maios. Um tom de critica que já vem do tempo da ditadura. Mas, como refere Joaquim Botinas, que reavivou há cerca de três décadas esta hábito no concelho de Olhão, ao povo não faltam alvos.
A tradição diz que os Maios devem ser colocados na rua antes do nascer do sol.
Em vários locais do Algarve, como Alte ou Estoi, podem ser vistos nas ruas, mas é na estrada Nacional 125, entre Olhão e a Fuzeta, que se fazem filas de carros para os apreciar e rir das quadras que transportam.