A câmara do Porto diz que assinou um acordo de princípio que previa que não houvesse contrapartidas financeiras do município. A APEL diz que a autarquia manifestou disponibilidade para assinar um protocolo que prevê apoio financeiro à Feira do Livro.
A cidade do Porto não vai Feira do Livro pelo segundo ano consecutivo, isto depois de a câmara e a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) não terem chegado a um entendimento.
Por um lado, a câmara do Porto assegurou que, numa reunião com o secretário-geral da APEL realizada a 7 de fevereiro, ficou fechado um acordo de princípio que previa a realização da feira, sem que houvesse qualquer contrapartida financeira do município.
A autarquia lembra ainda que, depois de este acordo ter sido tornado público, a APEL não fez qualquer desmentido, tendo mesmo há uma semana, comunicado, por escrito, à câmara que iria comunicar a data e o local da feira.
Por seu lado, em declarações ao Correio da Manhã, o presidente da APEL assegurou que a câmara do Porto manifestou-se disponível para assinar um protocolo que prevê apoio financeiro à Feira do Livro.
Perante as declarações de João Alvim, que disse que sem compromissos financeiros a Feira não se vai realizar, a autarquia entende fala numa grave quebra de confiança e diz que não há condições para a assinatura de qualquer protocolo com a APEL.
Em declarações à TSF, João Alvim disse não entende as razões pelas quais a autarquia do Porto se sente ofendida e com motivos de desconfiança, quando a única coisa que a APEL pretende é a assinatura de um protocolo.
O presidente da APEL até entende que o apoio autárquico para a edição deste ano da Feira do Livro do Porto poderá ser complicado, por não estar orçamentado, mas lembra que esse apoio teria de vir a existir no futuro.
«Teríamos de encontrar uma plataforma mais prolongada no tempo que englobasse os próximos quatro anos e no qual estivessem contemplados os apoios financeiros à realização da feira», concluiu.