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As boas-vindas dos tripulantes de cabine são muito mais do que isso. É nessa fase que podem ser identificados os passageiros aparentemente mais inquietos ou, por exemplo, com sinais de embriaguez ligeira.
Quando se entra no avião, a segurança está na primeira linha das preocupações dos tripulantes de cabine. São eles que recebem e dão as boas-vindas aos passageiros na chamada fase de acolhimento.
O vice-presidente da Associação de Tripulantes de Cabine, João Duarte, sublinha que é uma fase muito importante para filtrar potenciais perigos: é nessa fase que podem ser identificados os passageiros aparentemente mais inquietos ou, por exemplo, com sinais de embriaguez ligeira.
"Há passageiros que têm medo de voar e pensam erradamente que ingerindo álcool poderão ficar mais tranquilos. Estou a falar ligeiramente, porque se o passageiro estiver embriagado não pode viajar nessas condições. Ou sinal de intranquilidade, ou sinal de receio. Essencialmente algum sinal que demonstre que há ali alguma situação que possa agudizar-se durante o voo", explica João Duarte.
Depois de identificados os indícios de ansiedade e inquietação, as hospedeiras e os comissários de bordo procuram falar com os passageiros para tranquilizá-los. "Contactamos com o passageiro, tentamos averiguar qual é a origem dessa situação. Se está com mais ansiedade, se tem medo de voar. É tranquilizá-lo, alertar que o avião é dos meios mais seguros que existe", exemplifica.
Em caso de uma crise de pânico, os tripulantes de cabine seguem procedimentos específicos: "se o passageiro está com uma respiração demasiado aguda, está a hiperventilar, existem formas de minorar isso como, por exemplo, respirar para dentro de um saco".