Construção

Mota e Companhia e Engil fundem-se

A Mota e Companhia e a Engil vão fundir-se, constituindo um grupo na área da construção, com a designação Mota-Engil, cuja avaliação ascende a 118 milhões de contos. A família Mota, que já detém cerca de 98% da Engil, tem em curso uma OPA para adquirir o capital ainda não detido.

A Mota e Companhia e a Engil vão avançar para um processo de concentração para a constituição de um grupo na área da construção, designado Mota-Engil, cuja avaliação ascende a 118 milhões de contos, anunciaram as duas empresas.

Anunciaram, ainda, que o free-float do grupo atinja numa primeira fase, de cotação na BVLP, os 15% para depois subir pelo menos até aos 35%.

«A taxa de crescimento anual do volume de negócios deve ser pelo menos de 10% a partir de 2001 e a margem operacional deve aumentar no mínimo 1,5% até 2002», refere uma nota conjunta da Mota e Companhia e a Engil.

A Engil registou proveitos operacionais de 89 milhões de contos em 1999 e a Mota 70,7 milhões de contos.

A família Mota, que controla a Mota e Companhia, detém cerca de 98% da Engil e tem em curso uma OPA sobre a empresa para adquirir o capital ainda não detido.

«O cenário mais provável para concretizar esta operação (fusão) será o lançamento de uma Oferta Pública de Troca (OPT) de acções emitidas pela Mota e Companhia por acções a emitir pela Engil (que passaria a designar-se por Mota-Engil)», acrescenta a nota conjunta.

«Nesta OPT, a concretizar-se, o rácio de troca teria por referência a capitalização bolsista média das duas empresas nos 12 meses anteriores à publicação (efectuada a 23 de Julho de 1999) do anúncio preliminar da OPA lançada sobre a Engil e concluída em Março passado», acrescentou.

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