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Mira Amaral combinou pensão com o anterior Governo

Mira Amaral veio hoje a público dizer que a pensão que vai receber por sair da Caixa Geral de Depósitos foi combinada antes da sua entrada para a instituição. Num comunicado, diz ainda que há já um mês que pediu para deixar a CGD.

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Mira Amaral esclareceu esta terça-feira, num comunicado enviado à comissão de trabalhadores da Caixa Geral de Depósitos, que aceitou o convite do Governo para presidir à Comissão Executiva do banco após ter recebido garantias de que receberia uma reforma idêntica à que tinha direito no BPI, banco onde era administrador.

Ao aceitar o convite para vice-presidente do maior grupo financeiro português, «abandonei as posições que tinha no sector privado (administrador do BPI, presidente de comissões executivas de dois banco do grupo e administrador não executivo em outras empresas), as quais, como é fácil compreender, eram profissional e financeiramente muito interessantes e compensadoras», referiu.

«Também, como é humanamente compreensível, só estaria disponível aos 56 anos de idade para perder a minha reforma como Administrador do BPI se a CGD me oferecesse um esquema alternativo semelhante, o que de facto acontece com a legislação que me é aplicável como administrador da CGD», sublinhou o ex-presidente da comissão executiva da Caixa.

Segundo números avançados pela imprensa, Mira Amaral irá receber uma reforma de 18 mil euros da CGD.

No comunicado, o ex-presidente da Comissão Executiva da CGD informa, também que há já um mês tinha pedido ao Governo para abandonar a instituição bancária.

Mira Amaral justificou esta decisão com o facto de não ter condições para cumprir os objectivos propostos, nomeadamente «fazer da CGD o melhor banco português».

«Porém, ao aperceber-me que não tinha condições mínimas para a realização desse objectivo, escrevi ao Governo em 31 de Agosto e reafirmei verbalmente ao senhor ministro das Finanças em 2 de Setembro do corrente ano, a minha indisponibilidade para continuar nas actuais funções no contexto de um modelo de governação que não compreendia e que, aliás, nunca me foi explicado», acrescentou.

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