Ai, juventude, onde vais parar? Então não é que a Juventude Comunista foi-se pôr a pintar um mural em Viseu? Que falta de civismo. Não admira, porque a disciplina em que deviam aprender isso, na escola, não é obrigatória. Falo, é claro, de Religião e Mural. Que é onde se aprende, penso eu, a pintar as paredes das igrejas, que há tantas tão velhinhas a precisar de obras. Vai lá algum jovem ajudar? É o ajudas. Preferem pintar politiquices nas paredes.
Ainda se fosse um “Sandra eu amo-te”, ou um “Bruno ama Cátia”, pronto, era bonito, era o chamado amor. Ou aqueles bonecos com aquele cabeludo de cor, o Bob Márlei, que há algumas muito bonitas. Eu só há pouco é que soube que ele era cantor, porque julgava que ele era florista. Aparece sempre agarrado a uma plantinha.
Está bem que antigamente, no tempo do PRÉQUI, era assim que os políticos comunicavam - “Abaixo o Soares”. “Viva o Eanes”. “Todos ao Marquês” - e mandavam recados uns aos outros– ainda não havia o blógui do Pacheco Pereira.
Mas hoje em dia, pintalgar muros a anunciar um congresso? Eu cá só anunciava um congresso num muro se ele acontecesse lá para o ano 2050. Carregar as tintas e pintar uma parede, e ainda por cima encontrar alguém que faça um serviço bem feito, quando aquilo estivesse acabado, já ia o congresso a meio, valha-me Deus!
Resultado: foram apanhados em flagrante e agora têm de pagar multa. O que vale aos jovens comunistas é que têm lá uma senhora que a mãe deles todos, e que, quando há sarilho, lá vai a pobre da senhora, livrá-los dos apuros: a Dra. Odete Santos, que lá foi recorrer da sentença e dizer das boas à juíza. Agora se a juíza percebeu o que ela disse, isso já são outros quinhentos. Que ela deve ter-se posto no tribunal a dizer: “Ó dotoôôra juíízaaaaaa, istoooo ééé anti-democrááááticoooooooo...” E a juíza já nem estava a ouvir, já só devia estar a pensar, “bem, deixa-me cá desviar antes que leve com um dente na cara”.
Estava aqui a pensar que o Dr. António Costa, já que está com a mão na massa a distribuir kits de limpeza de gráfites no Bairro Alto, devia mas era deixar uns nas sedes da JCP.
E já agora deixe uns quantos também na nossa colectividade, que já não há espaço nas paredes daquelas casas-de-banho para meter mais números de telefone! É que é só badalhoquices, valha-me Deus. O que passa pela cabeça das pessoas quando estão a fazer o xixi, em vez de se concentrarem para não fazer por fora... Ai...