Bom, vamos lá a isto que eu, em despachando isto, ainda quero ir ver de umas pantufas quentinhas para o meu Gouveia, que me chega à cama com os pés que mais parecem dois gelados Magnuns. E daqueles com amêndoa, pois o coitado tem calos nos pés. Bom, mas adiante. Eu quero dizer aqui hoje que achei muito mal aquilo do deputado José Manuel Coelho, do Partido da Nova Democracia, ter levado uma bandeira nazi e chamado fascistas aos parlamentares do PSD/Madeira. Sim, porque se as coisas continuam assim agitadas na Madeira, os senhores que mandam no Futebol vão acabar por dar o Prémio de Melhor Jogador do Mundo a um argentino, ou a um brasileiro, e não ao nosso Cristiano Ronaldo, que, coitado, não tem de pagar pelo que os senhores do Parlamento madeirense lá fazem. É que se querem levar uma bandeira para o Parlamento, levem uma do Manchester United, e não uma dos alemães antigos... se bem que os alemães, ultimamente, nos ganham sempre. Ou então, se querem realmente fazer alguma coisa pela Madeira, abanem uma bandeira do Marítimo, ou mesmo do Nacional. Agora, uma do Partido Nazi é que não é lêgal.
Depois, se me perguntarem se o senhor deputado que fez isso merece ser castigado, eu digo: merece, sim senhor. Mas não é ao barrarem-lhe a entrada no Parlamento que o estão a castigar. Querem castigá-lo, obriguem-no a ficar filiado no PND mais uns anos, que é um Partido que já nem o Manuel Monteiro quer. Isso, sim, é um castigo. É que desde quando proibir um deputado de entrar no Parlamento é um castigo? Antes pelo contrário. Castigo é obrigarem-no a estar lá, que eu bem vejo o que se passa na Assembleia, onde os deputados têm mais faltas do que um aluno, filho de pais separados, numa escola pública da Amadora.
Agora, em primeiro lugar tem de estar a Democracia.
E desde quando na Democracia se pode proibir alguém de entrar onde quer que seja? Claro que se uma pessoa quiser entrar de sapatilhas numa dessas discotecas onde vão aquelas senhoras desempregadas – como é que lhes chamam?… Isso, as socialites! Aí, pronto, é natural que a Democracia seja posta um bocadinho de lado. Agora, no local de trabalho não é lêgal. No local de trabalho, todos têm de poder entrar. É porque senão, os trabalhadores chateiam-se. E quando os trabalhadores chateiam-se, o que é que fazem? Tentam bater no Miguel Sousa Tavares, claro.