
O meu nome é Rosete e sou porteira há 40 anos. Porque estou aqui? Porque os senhores da telefonia sem fios me convidaram para comentar. Agora em vez de uma, tenho duas profissões nobres: porteira e comentadora. Querem exemplos? O Cláudio Ramos. A Maya. Isto na parte das porteiras. Quanto a comentadores, temos, por exemplo, o Professor Marcelo, um colega que é a minha grande inspiração. Mas não tenham medo que eu não venho para aqui impingir-vos livros - credo! Comigo contem só com o comentário, que já não é pouco. Cá um beijinho muito grande.
Setembro 2009 - Posts
Eu hoje dei um pulinho aqui à rádio sem fios para dar dois dedinhos de conversa sobre umas pessoas que me fazem muita dó. Muita dó, mesmo. Eu, olha… parte-se-me o coração quando penso nelas. É que chega ao ponto de me deixar mais triste do que uma manhã ou uma tarde inteira a assistir aos programas da Fátima Lopes. E de quem é que eu estou a falar, que me deixa com este nó no coração?! Pois é, são os CANDIDATOS INDEPENDENTES ÀS AUTÁRQUICAS. E quem são estes pobres desgraçados destes candidatos? Olhem, é por exemplo, o senhor Isaltino Morais; a sôdona Fátima Felgueiras; o senhor Avelino Ferreira Torres; o major Valentim Loureiro; tudo gente que não merecia estar a passar pelo que está a passar, pois sempre foram muito amigos de ajudar as pessoas. Em Gondomar, por exemplo, ainda o Pedro Granger não andava a fazer publicidade a electrodomésticos, já o major Valentim Loureiro os oferecia às pessoas lá da terra. Sim, sim… Não merecia isto. Nem ele nem a sôdona Fátima Felgueiras… que em vez de ter um Partido a apoiá-la, vai ter de concorrer por uma coisa chamada “Movimento Sempre Presente”. Coitada, teve de se desenrascar. Agora, eu não acho o nome nada lêgal. É que se a sôdona Fátima Felgueiras queria criar um Movimento, ao menos que se chamasse “Movimento Sempre Presente… Mais Não Seja Por Videoconferência do Brasil”. Isso, sim, era um Movimento que lhe assentava melhor. Mas, vá, não se pode criticá-la por ela gostar de tirar uns dias para ir para o Brasil, sem avisar ninguém. Quantas vezes eu também saio de casa para ir à praça sem dar cavaco ao meu Gouveia? Quantas? As pessoas é que gostam muito de falar. Vejam bem que vão ao ponto de reparar na cor do saco da senhora, que era azul. E então? Que mal tem? Os homens também já não usam o cor-de-rosa? Então que mal tem o “saco azul” da sôdona Fátima Felgueiras? Ai, raça de gente que reparam em tudo, são piores que o Carlos Castro. É por estas e por outras, por tanto falatório, que estes pobres coitados agora têm de seguir em frente como independentes. E isso não está lêgal. Olhem o senhor Isaltino Morais, humm, que anda sempre de charuto na boca, que até mete dó. Aquilo é dos nervos. Já se sabe que há pessoas que os nervos dá-lhes para fumar. Graças a Deus, o meu Gouveia não é uma dessas pessoas. Já quando vai a um casamento e fuma lá o charuto que o noivo oferece, dorme na sala nessa noite. Ah claro! Não está uma mulher a lavar a cabeça para depois estar toda a noite a levar com aquele bafo a cheirar a salão de jogos. Bom, mas isto era um aparte. Voltemos ao senhor Isaltino. Eu acho que o melhor que o senhor Isaltino tinha a fazer era desistir da candidatura à Câmara de Oeiras. Isso mesmo. Desistia da Câmara de Oeiras… e depois candidatava-se à de Sintra. Sim, porque como ele, hoje em dia, passa mais tempo no tribunal de Sintra do que em Oeiras, era juntar o útil ao agradável. E assim sempre safava o Fernando Seara do frete de ser Presidente de Câmara, para ter mais tempo para preparar os programas de futebol… e, já agora, para fazer umas sessões de terapia da fala, que a filha de uma vizinha minha também não conseguia dizer os “L’s” e parece que a coisa foi lá assim…
Publicado por Dona Rosete em 30.09.2009 às 09h8
Etiquetas: Pedro Granger, Avelino Ferreira Torres, Muita dó, o meu Gouveia, sôdona Fátima Felgueiras, major Valentim Loureiro
Ora muito bem. Agora que as eleições para a Assembleia da República já estão despachadas, com os resultados que sabemos… vamos lá mas é falar das eleições que se seguem, que são – deixem cá ver na minha agenda… cá está! “PRÓXIMAS ELEIÇÕES IMPORTANTES”: associação de estudantes da escola c+s de Almargem do Bispo. E até calha bem falar em Almargem do Bispo, porque o candidato à Junta de Freguesia é, nada mais nada menos, do que o Marco Caneira, jogador do Sporting. Eu acho sensato da parte dele. A jogar da forma como o Sporting está a jogar, faz ele bem em procurar emprego. Eu fazia o mesmo! Portanto… diz lá, filho… isto não interessa nada?!... é para falar das eleições às Câmaras?! Ok, por mim, tudo lêgal. Vou então começar pela Câmara de Lisboa, que é onde eu, o meu Gouveia e o meu Fiordi votamos. Então, cá vai…
“DONA ROSETE FALA DE TUDO E TUDO E TUDO DE LISBOA!” TCHARUM!
Em Lisboa, a luta entre António Costa e Santana Lopes vai ser uma luta muito renhida. Mais renhida até do que a corrida que o António Costa fez no outro dia, entre o metropolitano e um Porsche. Aquela em que ele de metro fez mais rapidamente o percurso Campo Grande-Rossio do que um Porsche. Está-se mesmo a ver como é que ele ganhou a corrida: pôs o Tiago Monteiro a conduzir o Porsche. Só pode. Entre despistes e pneus furados, lá chegou o metro em primeiro lugar. Olhem, até aquela senhora que já foi apanhada 38 vezes sem carta ganhava essa corrida. Mas, vá… a disputa entre o António Costa e o Santana Lopes faz-me lembrar os meus vizinhos de cima, que estão sempre no berreiro um com o outro. Ela grita com ele porque não faz nada e ele berra com ela porque é uma gastadora. O filho, está sempre do lado que mais lhe convém. Na Câmara, não há filho, mas há o Sá Fernandes, que é igual. Agora…
TCHAN-TCHAN-TCHAN-TCHAAAN! “ROSETE REFLECTE UM PEDACITO SOBRE SANTANA LOPES”!
Eu, hoje em dia, quando penso no Santana Lopes, lembro-me sempre da música do Carlos do Carmo: “Lisboa, Menina e Moça”. Porquê? Olha, porquê… porque são as únicas três coisas em que o Santana Lopes pensa. Nisso e em túneis, claro! Mas, senhor Santana, deixe-me que lhe diga: uma coisa é fazer um túnel, outra coisa é fazer uma Lisboa debaixo de outra Lisboa. É que com tantos túneis, qualquer dia o Bin Laden vem viver para Lisboa. Pudera, com tantos túneis para se esconder da Polícia… Cá vai mais uma rubriqueta…
TCHAN-TCHAN-TCHAN-TCHAAAN! “O RALHETE DA ROSETE”!
Uma coisa que achei muito feia no outro dia foi o senhor António Costa andar à martelada nos prédios em Chelas. Tudo bem que aquilo era tudo para demolir, mas não interessa. Para escavacar, já lá estão os rapazes do bairro, olha agora… Mas, acima de tudo, o que me fez ainda mais espécie foi ser o António Costa a fazer aquilo e não o seu adversário, pois “dar uma martelada” é algo que assenta melhor no Santana Lopes, não sei porquê…
Publicado por Dona Rosete em 29.09.2009 às 09h9
Etiquetas: Santana Lopes, o meu Gouveia e o meu Fiordi, Lisboa Menina e Moça, túneis, António Costa, martelada
Meus queridos senhores e senhoras, as eleições lá se passaram, e eu estou contente por ver as coisas mudar, a classe política evoluir, a campanha a ser até feita com originalidade. Veja-se o Presidente da República, uma pessoa do PSD, que conseguiu ajudar o PS a ganhar sem fazer nada. Melhor: sem dizer nada!
Olhem, eu estou contente com o resultado destas eleições. E não, não falo do facto do primeiro-ministro continuar a ser o Engenheiro Sócrates; para mim, o resultado disto ter acabado é que, finalmente, o Presidente da República vai falar... e isso é um alívio. Eu, que não tenho nada a ver com o senhor, já estava a ficar aflita por ele, coitado do Professor Cavaco. Tanta gente a falar em asfixia isto, asfixia aquilo... Apre, que a maior asfixia das últimas semanas foi a do nosso Presidente, ali a querer falar e a não poder. Parecia eu, no Inverno passado, quando apanhei uma ponta de ar que me deixou afónica.
Porque é que julgam que houve aquele sarilho todo com a Igreja, quando o Professor Cavaco anunciou antes dos bispos que o Papa vem aí de visita? Anunciou, porque o senhor queria falar de alguma coisa, e já que não podia ser das escutas, falou do que estava ali mais à mão, que era a visita do Papa. E zás, lá estragou a surpresa aos senhores bispos que agora estão piores que uma barata descascada.
À parte disso, apesar da sodôna Ferreira Leite ter dito, a meio do dia de ontem, aquilo que geralmente os vilões do cinema dizem - “Quem votar no PS vai-se arrepender!”, que até parecia que a senhora ia oferecer tareia - os portugueses lá deram a vitória ao Engenheiro Sócrates. Muitos dos que não deram, deram a vitória à praia, ao piquenique ou ao sofá. Essa é que me parece que é a grande coligação vencedora, e eu votava no meu sofá para primeiro-ministro, porque tem para cima de 50 anos e ainda está como novo, não é como estes sofás novos que há agora, que se estragam ao fim de um ano.
Porque venceu José Sócrates outra vez, mesmo que agora sem maioria absoluta? Cá para mim, é um misto entre o facto de ele ser um rapaz bem apessoado – aliás, é capaz de ter havido gente que votou a julgar que era para os mais sexy do Correio da Manhã – e o facto dele garantir sempre espectáculo: entre uma espécie de George Clúni envolvido em suspeitas de diplomas, Fripóres e escutas e uma senhora que, apesar de ter mudado de penteado, continua a parecer que está a ser transmitida por um televisor a preto-e-branco, quem foi votar, votou seguindo a tendência do Sexy Platina.
Tenho de mandar aqui um beijinho ao Francisco Louçã: o Bloco subiu de uma maneira que, por este andar, o Francisco pode desfazer-se dos Planos Poupança Reforma que tanta polémica deram. É que um dia destes deixa de precisar disso! Ainda o vamos ver na alta roda... Ministro, quem sabe?
Bem, deixa-me ir... que ainda mal estas acabaram e já vêm aí as autárquicas. E isso está legal? Para mim, está muito legal!
Publicado por Dona Rosete em 28.09.2009 às 09h10
Etiquetas: George Clúni, Sexy Platina, Engenheiro Sócrates, Fripóres e escutas, sôdona Ferreira Leite, Professor Cavaco
E como está quase, quase no dia de escolhermos o próximo primeiro-ministro, eu hoje vim aqui falar um bocadito disso. Ora então, cá vai: já se percebeu que coligações que são boas, chapéu!, o que quer dizer que o próximo Governo vai ser igual aos neurónios do ex-ministro Manuel Pinho: não tem a maioria. Isto pelo menos no dia em que fez lá aqueles cornichos… Continuando, não tendo a maioria, o que é que acontece? Acontece que nos próximos anos o presidente Cavaco Silva VAI TER DE TRABALHAR! Isso mesmo: vai ter de trabalhar, em vez de andar com essa toda toleira das escutas. Aliás, essa história das escutas até me faz lembrar aqui há uns anos que apanhei o meu Gouveia com um copo vazio encostado à parede do quarto dos vizinhos, só porque sabia que eles faziam anos de casados, e que nesses dias, pronto, já se sabe… Bem, mas voltando ao Governo sem maioria, soube-se há dias que o engenheiro Sócrates anda a ler livros políticos, para, no caso de ganhar, conseguir lidar com Cavaco Silva. Eu até acho bem o senhor Sócrates ler um bocadito, que quem sabe ganha novamente o gosto pelos livros e termina o curso. Mas, mesmo assim, acho que a melhor maneira de evitar que o Presidente Cavaco venha a público vetar isto e aquilo é dar-lhe bolo-rei para comer. Agora:
“DONA ROSETE APELA AO VOTO!” TCHARUM! Isso mesmo! Todas as pessoas têm de ir votar. Todas, até o Liedson. Eu compreendo que o domingo é o dia de organizar a comida toda para a semana em tupperwares e de ir passear de fato-de-treino para o Dolce Vita, mas há que tirar uns minutinhos para votar. Mas, atenção, vão com muito cuidadinho, que a ministra da Saúde, Ana Jorge, disse há uns dias que se o PSD ganhar as eleições, é o fim da saúde para todos. Por isso, se já vai com ideias de fazer uma cruz em frente à fotografia da sôdona Manuela, leve de casa um kit de primeiros-socorros, que isto com a saúde não se brinca. Mas o que vale é que nesses dias os bombeiros estão sempre à porta das salas de voto para cravar uma moedinha e uma pessoa fica mais descansada. Outro assunto: professores. Os professores, para mim, são uma classe que merece muito respeito. Mesmo aqueles que dão aulas de flauta, não importa… Por isso, senhores professores, vão votar! Não deixem de ir votar só porque as vossas avaliações hoje em dia são quase tão humilhantes como as dos concorrentes do “Ídolos” - se bem que há professores que podiam perfeitamente ser avaliados pelo júri do “Ídolos”, já que cantam e dançam nas acções de formação do Magalhães. Passemos ao:
FA-FARA-RA-FA-FA-FAAAAAN! “O RALHETE DA ROSETE”!
Foi de muito mau gosto o PS ter comparado a sôdona Manuela ao Salazar. Não pela política em sim, mas porque toda a gente viu bem na televisão como era a vida privada do Salazar, ou não viu? E, mesmo assim, acham lêgal fazer essa comparação? A coitada não tarda está a ser falada, valha-me Deus…
Ai, agora deixem-me ir, que a chegar todos os dias a esta hora a casa, qualquer dia, quem é falada sou. Beijinho muito grande.
Publicado por Dona Rosete em 25.09.2009 às 09h7
Etiquetas: Magalhães, lêgal, cornichos, tupperwares, sôdona Manuela, Manuel Pinho, toleira
Para mim, as eleições são como o Natal. É uma época bonita em que há festas, luzes, cantorias, há uma noite em que toda a gente se junta, uns meninos recebem mais prendas do que outros e no dia seguinte é só papéis espalhados em todo o lado. E tal como no Natal, agasta-me sempre que há qualquer coisa a estragar uma época tão bonita: no Natal, por exemplo, uma guerra ou, vá lá, uma intoxicação alimentar com filhoses; nas eleições, esta historieta toda das escutas.
Isto deixa-me agastada, porque se o Governo quer escutar quem quer que seja, em vez de gastar tanto dinheiro seja em espiões como o tal senhor que foi para a Madeira, seja em microfones ou em ligações, podia estar era a dar emprego a uma porteira, que ganha tão mal. Saía mais barato e era tão ou mais eficaz, já que uma porteira consegue ser não só a espiona, como também o equipamento, ela própria. Nós não precisamos de microfones nem fios: ponham-nos lá, a gente ouve e depois contamos tudo.
E quem diz o Governo, diz a Presidência da República. Porque o Fernando Lima, sim senhor que sabe espalhar um segredo, o que já é meio caminho andado, mas de certeza que não sabe lavar uma escada e isso não é ser profissional como deve ser. Por isso, não vai ser fácil para ele encontrar novo emprego.
E quem diz o Governo e a Presidência da República, diz os jornais. Por exemplo: o Público recrutava a D. Adosinda do 26; o Diário de Notícias, a D. Celeste do 32. Se o problema é a questão do escrever, tanto a D. Adosinda como a D. Celeste têm a 4ª classe. E parece-me que isso chega para o leitor compreender a notícia, porque a notícia também não se quer muito complicada. E o que interessa não é se tem um errozito de português ou não; o que interessa é se tem o chamado molhinho – e isso, uma boa porteira consegue garantir. Faz parte da nossa profissão. Por isso, não nos roubem o trabalho, senhores da política e da comunicação social. Se é para isto, contactem-nos, que muitas de nós têm famílias para alimentar e o ordenado não estica. Está lêgal?
E agora, para terminar, senhoras e senhores... FA-FARA-RA-FA-FA-FAAAAN!... “ROSETE REFLECTE”!
O Dr. Paulo Portas diz que em 2010, as famílias portuguesas deviam ter um desconto fiscal por cada filho. Bem visto, e a provar como o CDS é um partido católico. Porque ser católico significa que sempre que se faz amor, é para fazer filhos, não é? E por cada filho, zunga, tem-se desconto. Depois é uma espécie de “Multi Ópticas”! Olhem, lá se ia a desculpa das senhoras que lhes dói a cabeça. Os maridos agora têm uma desculpa melhor: “vá lá, querida, é pelo desconto!”
Publicado por Dona Rosete em 24.09.2009 às 09h10
Etiquetas: zunga, escutas, molhinho, Fernando Lima, "Multi Ópticas", D. Celeste do 32, filhoses, desconto, D. Adosinda do 26
Como estamos a meio da semana, a poucos dias das eleições, achei que devia vir aqui às instalações da rádio sem fios fazer um apanhado rápido sobre as coisas que se têm passado nestes últimos dias de campanha. Posto isto, não fiz mais nada: pus o bico do fogão onde estava a cozer os legumes para a sopa em lume brando e dei aqui um pulinho. Por isso…
“DONA ROSETE FAZ APANHADO… MAS DIFERENTE DAQUELES QUE FAZ O NUNO GRACIANO!” TCHARUM!
Uma coisa que me tem feito muita espécie é esta toleira de partido nenhum querer falar em coligações. Acho mal. Acho mal, pronto! Não vejo razões para que não se queira fazer coligações, até porque há coligações muito bonitas, e que resultam muito bem. Olhem, por exemplo, aquela que o João Pedro Pais fez com a Mafalda Veiga. Não foi uma coligação lêgal? Não se CO-LIGARAM para gravar aquelas musiquetas tão bonitas, que ainda no outro dia, estava a ouvir uma delas na telefonia que tenho ao pé de mim na cozinha para me fazer companhia, e o meu Gouveia entra por ali a dentro e agarra-se a mim para dançar. Ai, foi tão bonito. Não fosse o meu Gouveia ter os dentes amarelados, era tal e qual o Paulo Portas a dançar com as vendedoras nas praças. Bom, mas ainda nisto das coligações, diz-se por aí que o Bloco de Esquerda quer fazer do PS refém. Vejam bem: refém! Que disparate tão grande. Alguma vez, alguém quer fazer do PS refém? É que – segundo aquilo que eu vejo nas séries americanas – os bandidos só fazem um refém, quando alguém está disposto a pagar um resgate jeitoso. Não é quando toda a gente se quer ver livre dele, como é o caso do PS. Mas, pronto, desta malta do Bloco de Esquerda é de esperar tudo, porque aquilo é gente que não liga ao dinheiro. Mais depressa pediam de resgate um livro do Aristótilis e um casaquito de malha do que dinheiro. Para terminar este assunto das coligações, eu acredito cada vez mais no “centrão”. E porquê? Porque a sôdona Manuela esteve em Bragança, de visita ao Instituto Politécnico, e não falou a nenhum dos alunos com quem se cruzou. Ou seja, tem o perfil perfeito para ministra da Educação de um Governo chefiado por José Sócrates. É ou não é? Mas, vá, vamos lá ver o que isto vai dar. Agora é hora de…
FA-FARA-RA-FA-FA-FAAAAAN!... “ROSETE REFLECTE”!
Quem é que inventou aquela música do “Ninguém pára o Rangel”? É que, francamente, não me parece difícil de ele parar, com aquela, vá lá… condição física. Difícil de parar é um queniano, ou um etíope, daqueles que correm a maratona a uma velocidade que parece que levam o diabo no corpo. Agora o Rangel, coitado… Seguindo em frente…
TCHAN-TCHAN-TCHAN-TCHAAAN!... “ROSETE ACONSELHA”!
Não deveria a sôdona Manuela levar alguém maiorzito do que o Marques Mendes para a arruada? É que no meio da confusão, só ela e as outras pessoas que estão à frente é que vêm que ele lá está… Fica dado o conselho. Agora deixem-me ir que a sopa já deve estar a ferver e eu ainda lhe quero deitar um chuchu em vez da batata, que o Gouveia precisa de perder uns quilinhos… Até amanhã então.
Publicado por Dona Rosete em 23.09.2009 às 09h9
Etiquetas: lêgal, Nuno Graciano, coligações, chuchu, musiquetas, Aristótilis, Bloco de Esquerda, apanhado
Então diz que o Francisco Louçã não falou às peixeiras, no Mercado de Alcobaça? Parece que andou lá pelo mercado, mas que em chegando às peixeiras passou ao lado. Sinceramente, vendo isto de fora, eu acho que toda a gente ficou a ganhar. Por um lado, o Francisco não ficou a cheirar a peixe, ao contrário do que sucede com o Dr. Paulo Portas. Nesta campanha, em qualquer ponto do país, toda a gente sabe que o Dr. Portas está a chegar, derivado, realmente, ao aroma que se entranhou nele e que já não sai nem com aqueles perfumes caros que ele deve comprar.
Por outro lado, a peixeira é uma pessoa que, por estes dias, já está farta de levar beijos. Por isso, quando o Louçã passou ao largo, elas até devem ter suspirado de alívio. Parecendo que não, beijar cansa; aliás, é por isso que há muita rapariga dessas, que trabalha na noite, que não beija. Para beijar, o preço do serviço tem de ir por ali acima, pois trata-se de uma coisa que, muito repetida, agasta, realmente, toda a região do maxilar.
O líder do Bloco lá disse que a razão porque não falou às peixeiras é por não ser populista. Vá lá: antes isso do que não falar às peixeiras por ser mal educado.
Ora o que é que sucede? Sucede que já há por aí quem diga que o Dr. Louçã está é com uma grande camada de nervos, derivado da questão de se ter descoberto que, apesar dos senhores do Bloco andarem por aí a dizer que são contra os Planos Poupança Reforma, todos eles terem feito um – incluindo, precisamente, o Dr. Louçã.
Nesse aspecto, a Dra. Manuela Ferreira Leite está muito mais de acordo com o que o Bloco de Esquerda defende. Sendo ela um dos candidatos, pronto, vá, menos jovens, para se estar a candidatar agora ao emprego de Primeira-Ministra é porque naturalmente não está satisfeita com a reforma mas também não se meteu a fazer nenhum PPR, senão não precisava agora de se estar a sujeitar a esta canseira toda.
Eu sou sincera: a mim não me choca que o Dr. Francisco Louçã diga uma coisa e faça outra. É o normal, com todo o artista que aparece na televisão: o Dr. House também não é mesmo médico, por isso não percebo onde está a admiração, é ou não é verdade?
Posto isto, chegámos ao momento porque toda a gente espera, que é o momento a que eu aprecio chamar...
FA-FARA-RA-FA-FA-FAAAAAN!... “ROSETE REFLECTE”!
E a minha reflexão de hoje é esta: se dependesse dos tempos de antena dos partidos nas rádios, só as donas de casa e os reformados é que iam votar – e era na esperança de ganharem, como prémio, uma cassete. Outro dia ouvi um e julguei que tinha reaberto a rádio pirata que funcionava na cave lá do prédio em mil nove e oitenta e oito! E isso está legal? Pois claro que não está legal...
Publicado por Dona Rosete em 22.09.2009 às 09h6
Etiquetas: legal, mil nove e oitenta e oito, Dr. Louçã, peixeiras, rádio pirata, Dr. House, PPR
Ai… ai… isto uma mulher quando quer acompanhar de perto tudo o que é arruada política, dá nisto: ainda hoje é segunda-feira e tenho o corpo num estado que parece que fui atropelada pelo Paulo Rangel, valha-me Deus.
Bom, mas vamos lá a saber como foi este fim-de-semana ao nível das campanhas políticas e tudo e tudo e tudo, na rubrica...
“DONA ROSETE, CONTA-ME COMO FOI!”. TCHAPUM!
Não ligando ao nome da rubrica, que confesso não houve imaginação para mais, vamos lá ao que interessa. No PS, o fim-de-semana ficou marcado pela presença de dois históricos: Manuel Alegre e Mário Soares. Manuel Alegre disse que se deve “derrubar a direita e ajudar a eleger a ESQUERDA POSSÍVEL”. Pois é, senhor Alegre, todos nós sabemos que esta não é a esquerda que o senhor mais aprecia, mas, olhe, ponha os olhos na selecção nacional, que também tem a esquerda possível, à falta de um defesa-esquerdo de raiz. É a vida! Já com o senhor Mário Soares, o PS teve o maior comício desta campanha, com muitos cânticos à mistura. Eu arrisco-me mesmo a dizer que o PS já não metia tanta gente aos gritos desde as últimas manifestações dos professores. Adiante. Mário Soares, no seu discurso - e entre um e outro adjectivo que aplicou à sôdona Manuela Ferreira Leite - disse que NÃO VÊ “outro político que se compare a José Sócrates”. É natural que não veja. Até eu, que sou mais nova, já não vejo como via há uns anos. Senhor Soares, com todo o respeito, o senhor só não vê outro político que se compare a José Sócrates porque não quer. Anda p’raí uma a loja de óculos que oferece um desconto igual à idade… Já viu a pechincha em que lhe ficavam?!
Seguindo. No PSD, a sôdona Manuela andou pelo “Cavaquistão” a fazer campanha e até teve tempo de ir ver pisar uva. E gostou muito. Claro que não tanto como gostaria, se o Santana Lopes estivesse no fundo do tanque misturado com as uvas, mas mesmo assim foi lêgal. Agora, a figura do PSD no fim-de-semana acabou por ser o Professor Marcelo, que apareceu na campanha para dizer “é preciso uma vitória larga e forte e que para isso é preciso um combate mais arrojado e ambicioso, com convicção, esperança e alegria”. Foi mais ao menos assim que ele disse. Depois de dizer isso, deu um valente abraço à sôdona Manuela e foi para casa ler catorze romances e seis biografias que no domingo é dia de dar conselhos. Nos outros partidos, tudo mais ou menos na mesma: O Paulo Portas garante que há cada vez mais gente a pensar como eles. Se há ou não, eu não sei, mas já disse ao meu Gouveia: “Tu livra-te, homem! Que não seja agora depois de velho que te dá para isso”; Já os comunistas esgotaram o Palácio de Cristal, no Porto. É natural. É a curiosidade. Nunca nenhum deles tinha visto cristal; no Bloco de Esquerda, nada de novo, ou seja, Francisco Louçã continua a recusar todos os convites de Américo Amorim para o adicionar ao Facebook; e pronto. Amanhã há mais, se Deus quiser. Cá beijinho muito grande…
Publicado por Dona Rosete em 21.09.2009 às 09h3
Etiquetas: senhor Alegre, Facebook, lêgal, arruada política, pechincha, sôdona Manuela Ferreira Leite, Cavaquistão
Há pessoas que não apreciam cães pequenos, mas eu confesso que até lhes acho uma certa graça. Deram agora a uma prima minha um chihuahua, que é aquele bicharoco arraçado de cão e de rato, e ela não sabia o que havia de lhe chamar, e eu disse: “Ó filha, chama-lhe MMS.” E diz ela: “Então mas isso não é uma coisa dos telemóveis?” E digo eu: “Não, MMS é o partido pequenino que quer suspender as eleições.”
Ela nunca tinha ouvido falar, e ninguém a pode censurar. Começa a haver quase tantos pequenos partidos como lojas chinesas. Tem tudo a ver: são partidos, como os outros, só que baratuchos e a estragarem-se com mais facilidade – precisamente como um estupor de um guarda-chuva que comprei o Inverno passado no Dragão Roxo, que é uma loja chinesa lá para os meus lados.
Bom, mas o que se passa é que o MMS, também conhecido como Movimento Mérito e Sociedade – que parece o nome de um daqueles prémios de carreira que os Globos de Ouro da SIC dão no fim da Gala, quando já está tudo a cabecear com o sono – o MMS diz que a Comunicação Social não trata o MMS como os outros partidos. Vai daí, aqueles moços – que ainda devem ser para cima de três - entregaram uma providência cautelar no Supremo Tribunal Administrativo, a ver se conseguem suspender as eleições. Não deve ter sido fácil, coitados. Parece que estou a ver as pessoas do Supremo Tribunal, a dizerem: “Publicidade aqui, não! Já temos a Dica desta semana!”, até finalmente perceberem que aquilo era um partido político a tentar suspender as eleições.
Eu quero sempre ser imparcial nestas minhas croniquetas, mas quero aqui dizer que estou com eles. Eu apoio o MMS e o seu pedido de suspensão das eleições. E sabem por que é que apoio? Porque, realmente, não me dá muito jeito votar no dia 27, derivado a ter uns anos de uma tia do meu Gouveia que quer fazer uma almoçarada em Torres Vedras, que fica fora de mão, e depois é tudo à lufa-lufa.
Até fui ao sítio deles na interné e tudo, para ver onde se assinava. Só fiquei maçada com uma coisa: o MMS tem um cartaz a defender que o Sócrates, a Manela, o Portas, o Jerónimo e o Louçã têm de ir para a Conchichina. Ora, se eu fosse a Conchichina, apresentava no Supremo Tribunal Administrativo uma queixa para suspender o MMS. Então isso é coisa que se deseje a alguém, senhores do MMS? Estão lá os conchichineses tão sossegaditos, valha-me Deus...
Bem. Deixa-me ir mas é ao momento...
FA-FARA-RA-FA-FA-FAAAAAN!... “ROSETE REFLECTE”!
Diz-se que é na época do Natal que as pessoas ficam com o coraçãozito assim mais bondoso… e esquecem as quezílias e agruras da vida… mas não é: é na época das Eleições. É o Manuel Alegre a dar sinais de apoio ao Sócrates; é o Ribeiro e Castro a passear na rua com o Paulo Portas. Isto até faz lembrar aquele programa que havia há uns anos – era o meu Fiordi um rapazinho – que se chamava “Perdoa-me”. É igualzinho. Em tudo. Até nos vestidos que a Fátima Lopes usava na altura e que a sôdona Manuela Ferreira Leite usa agora. Igualzinho. Bom, agora deixem-me ir, que isto o trabalho de uma mulher nunca acaba. Cá beijinho muito grande.
Publicado por Dona Rosete em 18.09.2009 às 09h6
Etiquetas: chihuahua, lojas chinesas, interné, lufa-lufa, Fátima Lopes, croniquetas, MMS
E pronto: tal como, no Natal, o simpático velhinho das barbas brancas sai de sua casinha, distribuindo presentes pelo mundo, também os líderes políticos saem agora das suas casinhas. Só não distribuem presentes – ao contrário do Pai Natal, eles vêm buscar presentes. Mas de resto, é tudo igual, incluindo o pegar nas criancinhas ao colo e o tirar fotografias com elas.
Estava aqui a ver as primeiras páginas dos jornais desta semana, e o que vejo? Vejo por exemplo o Jerónimo pendurado numas grades, a fazer umas macacadas para a juventude; vejo o Sócrates a beber a bica com uns idosos; vejo o Paulo Portas a beijar umas idosas; vejo o Louçã a abraçar um senhor...
... e eu penso: “Diacho, mas será que estes indivíduos não tem medo da gripe A?”
E atenção: quando eu digo “estes indivíduos” refiro-me, naturalmente, ao povo português. Olha, a mim é que não me hão-de apanhar a beijar os candidatos! Aquelas mãos e aquelas bocas, por estes dias, andam em tanto sítio que me parece mais seguro lamber uma maçaneta de uma porta de um hospital do que beijar e abraçar um político! Aquilo é gente para estar cá com uma destas camadas de gripe suína!... Livra!
Ainda por cima, toda a gente sabe que os políticos são indivíduos que estão num grande grupo de risco para apanhar a gripe suína. Ou não houvesse tanta gente, de vez em quando, a gritar-lhes: “PORCOS!”
Se tiver de beijar e abraçar alguém nestas eleições, só beijo e abraço a dona Manela que, apesar de tudo, e ao contrário do Dr. Portas, não chega, realmente, ao ponto de introduzir praticamente a língua dentro da boca das peixeiras. Pelo contrário: esta semana, a senhora, que já não tem idade para certas confusões, até foi às Termas de Cabeço de Vide e tudo. Os jornais e as televisões disseram que ela foi lá fazer campanha, mas é evidente que a senhora foi lá para se meter de molho numa aguinha morna depois do tareão que levou no Sábado; sucede é que os políticos não podem ir a lado nenhum hoje em dia sem aparecerem os jornalistas e a pobre senhora não teve outro remédio senão dizer que sim senhor, estava em campanha. Muita sorte as câmaras terem entrado por ali adentro já depois dela se vestir, coitada!
Posto isto, chegou o momento...
“Rosete Reflecte”!
Em passeio agrícola pelo Minho, Paulo Portas disse esta semana, e passo a citar, “só no CDS é que é possível o som da campanha ser o muar das vacas”. Dr. Portas, Dr. Portas. Não me parece bem insultar assim os seus colegas de partido, sobretudo numa altura em que deviam estar todos unidos. Está bem? Pronto.
Publicado por Dona Rosete em 17.09.2009 às 09h7
Etiquetas: macacadas, gripe A, dona Manela, Dr. Portas, campanha, Termas de Cabeço de Vide, simpático velhinho das barbas brancas
Eu já estava acostumada a que o TGV pusesse a lutar… sei lá… gente de Rio Maior contra gente de Mangualde… ou louras contra morenas. Mas isso é ao domingo à noite, naquele programa apresentado por aquela rapariga que tem as pernas parecidas a dois parêntesis: a Carolina… do Mónaco. Quer dizer, Patrocínio. Eu confundo-as sempre. Deve ser por as duas terem quem lhes tire as grainhas das uvas, só pode. Bom, antes que me perca, eu estava a dizer que esta campanha política mais parece um ajuntamento da malta do tuningue: só se fala de Alta Velocidade.
Se por um lado a Economia do nosso País está cada vez mais parecida com a da Serra Leoa, por outro lado até sabia bem termos um comboio que ande um bocadito mais depressa e que tenha um vagon bar que se apresente – que não é a primeira nem a segunda vez que eu e o meu Gouveia queremos beber um carioca de café, no Intercidades, quando vamos à terra dele, e aquilo mais parece água choca. Bom, mas agora vamos a factos…
“Dona Rosete analisa tudo e tudo e tudo”. Manuela Ferreira Leite não quer Alta Velocidade nenhuma e diz que ela é que tem noção de modernidade e não José Sócrates. Quer-se dizer, que a dona Manuela é uma pessoa que percebe de números e facturas e assim, já se sabe. Agora, modernidade… não sei. E atenção que eu nem estou a falar nos conjuntos saia-casaco, nem no penteado que a doutora usa. É apenas porque me parece que não há-de ser boa ideia ficarmos assim tão isolados e distantes da Europa. Se fosse o Carlos Queirós a comandar o País, era natural que ficássemos, agora assim…
Já o senhor Sócrates, que é todo a favor da Alta Velocidade – como já se percebeu sempre que dá de caras com uma manifestação de professores… parece um foguete – ficou muito espantado por ouvir a dona Manuela a falar de independência financeira. Disse que não ouvia falar disso há que tempos, e é natural que não ouça. A acabar com telejornais da maneira que dizem que acaba, cada vez ainda há-de ouvir menos... sjdhjaea&%%$%jhswaaqh...Mau, o que é se passa aqui? Hsjdkfhjsdh462734627364gdewyqe... Eu estava a brincar. Era a brincar, engenheiro Sócrates… Bom, o melhor é seguir com isto…
“O ralhete da Dona Rosete”. Doutora Ferreira Leite, não está legal tratar os espanhóis da maneira como o fez. As pazadas da dona Brites de Almeida na cabeça dos espanhóis, em Aljubarrota, devem ter ferido menos os ouvidos… Eles não são nuestros hermanos? Então se são hermanos há que tratá-los bem. Senão mais parece o Paulo Portas e o irmão, sempre às turras. Eu, sinceramente, já não via uma senhora a querer tanto afastar os espanhóis dos portugueses desde que a mãe do Cristiano Ronaldo foi de férias com ele e com a Noreida para a Sardenha… Bom, mas isso é lá com eles. Quanto a mim, deixem-me ir. Cá beijinho muito grande.
Publicado por Dona Rosete em 16.09.2009 às 09h2
Etiquetas: TGV, Sócrates, Ferreira Leite, tuningue, nuestros hermanos, dona Brites de Almeida, Alta Velocidade
Estava eu a passar umas camisas do Gouveia a ferro, depois de jantar, em frente à televisão, para me ir informando do que se passa na campanha, para depois comentar aqui – dizem-me que é o que se chama “multitascas”, que é fazer várias coisas ao mesmo tempo - quando reparo numa coisa que me deixou muito feliz. Até acordei o Gouveia aos gritos, que já roncava no sofá: “Ó filho, acorda que o Contra-Informação já passa outra vez a seguir ao Telejornal!” Realmente, aquilo parecia-me bonecos, mas afinal não era: estavam era a dar os tempos de antena, agora que entrámos a valer na campanha eleitoral.
Ver o tempo de antena dos partidos grandes em comparação com o dos partidos pequenitos é como comparar aquela fita americana dos rebôs que se transformam, com uma portuguesa passada num bairro degradado. Que são, basicamente, todas, derivado de não haver dinheiro cá para fazer fitas em bairros melhorzinhos.
Ora bom: eu sou amiga dos fracos e dos oprimidos e tudo e tudo e tudo. E por isso, quero deixar aqui algumas dicas para as pessoas dos pequenos partidos fazerem tempos de antena mais jeitosinhos e que levem, vá, que seja mais três indivíduos a votar neles.
“Dona Rosete ensina os mais pequenos”.
Primeiros: não usem pulovéres com camisa para falar às pessoas. Não tenho nada contra pulovéres com camisa, mas até há pouco tempo, sempre que eu adormecia a ver o PCTP-MRPP, quando acordava estremunhada, julgava que estava num guichet de uma repartição e tinha tendência para pedir um livro de recibos verdes ao Garcia Pereira.
Segundos: não falem às pessoas com um reposteiro por trás. Hoje em dia consegue-se comprar umas cortinas muito jeitosas e baratuchas naquela loja sueca ali de Alfragide (o autocarro é o 54, para lá chegar). Ainda por cima, esses reposteiros grenás, aquilo parece que está a esconder qualquer coisa. E está: deve estar a esconder um indivíduo de outro pequeno partido, a gravar o tempo de antena dele do lado de lá!
Terceiros: sejam bonzinhos. Também não precisam de ser como a dona Laurinda Alves, no MEP, que gosta de toda a gente e das pequenas coisas da vida; mas ponham os olhos nesse amor de pessoa que é o senhor de barbicha do PNR. Sim senhor que não aprecia indivíduos de cor, mas nunca tocou com um dedo em nenhum deles: deu-se ao trabalho de contratar uma rapaziada que não tinha emprego para fazer isso por ele. E, parecendo que não, tomar conta daquela garotada ainda deve cansar, que aquilo é juventude levada da breca!
E pronto, assim termina esta lição, e também esta cónica, não sem antes....
“ROSETE REFLECTE!”
Já sei porque é que o Diogo Feio anda tão activo na campanha. Como o Paulo Portas está cada vez mais jeitoso e aprumado, é para equilibrar!
Cá um beijinho e até amanhã!
Publicado por Dona Rosete em 15.09.2009 às 09h3
Etiquetas: Paulo Portas, Contra-Informação, tempos de antena, pulóveres, rebôs, multitascas, Garcia Pereira
Eu não queria, não queria... É que nem umas eleições são capazes de fazer sozinhos, credo! Vou ter que ser eu a pôr ordem nisto! Estava eu tão bem no campismo com o meu Gouveia, em clima de lua-de-mel, como se diz nas revistas... Ele até me foi cortar uma batata para espetar na antena do televisor portátil que a gente tem na tenda... E o que é que começa a dar? O debate da Manuela Ferreira Leite e do José Sócrates. Olhem, que ainda me assustei com aquilo! Cheguei a pensar que as eleições já tinham sido, tinha ganho o PSD e já estávamos numa campanha daqui a 4 anos. É que o engenheiro Sócrates mais parecia um político da oposição, com o retrato da doutora Ferreira Leite numa mica, cheio de póstites, ali a massacrar a senhora com perguntas difíceis. E a dona Manuela que nem um papelinho à frente tinha, a levar com elas no totiço, a piscar os olhitos de sono, só conseguia abrir a boca para se justificar de medidas que ela própria tomou. Estava tudo trocado, senhores. Enervei-me de tal maneira, que agarrei na pocheta e vim direitinha à TSF! Mas como da Caparica aqui ainda é um esticão, só agora é que consegui chegar. De maneira que aqui vai...
“A análise de dona Rosete ao debate Sócrates/Ferreira Leite”. Ora bem, muito se falou sobre este debate ser decisivo, por ser o debate do “centrão”. Pois, eu acho que este centrão é mais tipo “vidrão”, para reciclagem de ideias políticas.
Certo que não sabiam fazer o debate, mas era mesmo preciso transformar aquilo no Trivial Persuit? Era só perguntas para queijo: “quem fez as portagens da CREL? Quem fez as SCUTS?” E aí, ponto a favor de José Sócrates, que tinha toda a razão quando falava da arrogância do sabedor. É que, realmente, a dona Manuela tinha vantagem no jogo por ser licenciada. Bem se queixou o tempo todo: “desculpe, não estou a perceber”. É um problema que ele tem com as Manuelas.
Ponto a favor da doutora Ferreira Leite: o engenheiro Sócrates ter sido “CLARA… mente” favorecido. E digo isto porque a menina CLARA de Sousa era só miminhos para o actual primeiro-ministro mas, quando se dirigia à dona Manuela, era à bruta e com cara de enjoo. Claro que podia ser apenas por estar grávida e o cheiro da laca fazer-lhe espécie. Então, quando foi do TGV! Está bem que uma pessoa só pode ter uma palavra, mas é natural que hoje em dia a doutora Ferreira Leite já não queira a alta velocidade. Onde já se viu uma senhora daquela idade a gostar de andar na esgalha?! Quando se é mais nova é que gosta dessas maluqueiras. Assim sendo, falta só dizer quem é que eu acho que ganhou o debate...
“Quem ganhou o debate foi...” Olhem, para mim, foi o Reinaldo Serrano. Quando ele se pôs, antes do debate, a mostrar os acepipes que iam dar às pessoas e a apontar para uma folha A4, afixada numa porta, com o nome da doutora Ferreira Leite escrito, e a dizer “como podem ver o camarim da líder da PSD está devidamente identificado”, eu pus-me logo aos gritos: “Já ganhou!” Sem dúvida, a melhor coisa do debate. Quanto aos candidatos, olha, levam um empate... e resolvam lá isso no dia das eleições.
Publicado por Dona Rosete em 14.09.2009 às 09h5
Etiquetas: póstites, TGV, menina Clara de Sousa, mica, Sócrates, Ferreira Leite