Estava eu a passar umas camisas do Gouveia a ferro, depois de jantar, em frente à televisão, para me ir informando do que se passa na campanha, para depois comentar aqui – dizem-me que é o que se chama “multitascas”, que é fazer várias coisas ao mesmo tempo - quando reparo numa coisa que me deixou muito feliz. Até acordei o Gouveia aos gritos, que já roncava no sofá: “Ó filho, acorda que o Contra-Informação já passa outra vez a seguir ao Telejornal!” Realmente, aquilo parecia-me bonecos, mas afinal não era: estavam era a dar os tempos de antena, agora que entrámos a valer na campanha eleitoral.
Ver o tempo de antena dos partidos grandes em comparação com o dos partidos pequenitos é como comparar aquela fita americana dos rebôs que se transformam, com uma portuguesa passada num bairro degradado. Que são, basicamente, todas, derivado de não haver dinheiro cá para fazer fitas em bairros melhorzinhos.
Ora bom: eu sou amiga dos fracos e dos oprimidos e tudo e tudo e tudo. E por isso, quero deixar aqui algumas dicas para as pessoas dos pequenos partidos fazerem tempos de antena mais jeitosinhos e que levem, vá, que seja mais três indivíduos a votar neles.
“Dona Rosete ensina os mais pequenos”.
Primeiros: não usem pulovéres com camisa para falar às pessoas. Não tenho nada contra pulovéres com camisa, mas até há pouco tempo, sempre que eu adormecia a ver o PCTP-MRPP, quando acordava estremunhada, julgava que estava num guichet de uma repartição e tinha tendência para pedir um livro de recibos verdes ao Garcia Pereira.
Segundos: não falem às pessoas com um reposteiro por trás. Hoje em dia consegue-se comprar umas cortinas muito jeitosas e baratuchas naquela loja sueca ali de Alfragide (o autocarro é o 54, para lá chegar). Ainda por cima, esses reposteiros grenás, aquilo parece que está a esconder qualquer coisa. E está: deve estar a esconder um indivíduo de outro pequeno partido, a gravar o tempo de antena dele do lado de lá!
Terceiros: sejam bonzinhos. Também não precisam de ser como a dona Laurinda Alves, no MEP, que gosta de toda a gente e das pequenas coisas da vida; mas ponham os olhos nesse amor de pessoa que é o senhor de barbicha do PNR. Sim senhor que não aprecia indivíduos de cor, mas nunca tocou com um dedo em nenhum deles: deu-se ao trabalho de contratar uma rapaziada que não tinha emprego para fazer isso por ele. E, parecendo que não, tomar conta daquela garotada ainda deve cansar, que aquilo é juventude levada da breca!
E pronto, assim termina esta lição, e também esta cónica, não sem antes....
“ROSETE REFLECTE!”
Já sei porque é que o Diogo Feio anda tão activo na campanha. Como o Paulo Portas está cada vez mais jeitoso e aprumado, é para equilibrar!
Cá um beijinho e até amanhã!