O meu nome é Rosete e sou porteira há 40 anos. Porque estou aqui? Porque os senhores da telefonia sem fios me convidaram para comentar. Agora em vez de uma, tenho duas profissões nobres: porteira e comentadora. Querem exemplos? O Cláudio Ramos. A Maya. Isto na parte das porteiras. Quanto a comentadores, temos, por exemplo, o Professor Marcelo, um colega que é a minha grande inspiração. Mas não tenham medo que eu não venho para aqui impingir-vos livros - credo! Comigo contem só com o comentário, que já não é pouco. Cá um beijinho muito grande.

Balancete

Ai… ai… isto uma mulher quando quer acompanhar de perto tudo o que é arruada política, dá nisto: ainda hoje é segunda-feira e tenho o corpo num estado que parece que fui atropelada pelo Paulo Rangel, valha-me Deus.
Bom, mas vamos lá a saber como foi este fim-de-semana ao nível das campanhas políticas e tudo e tudo e tudo, na rubrica...
“DONA ROSETE, CONTA-ME COMO FOI!”. TCHAPUM!
Não ligando ao nome da rubrica, que confesso não houve imaginação para mais, vamos lá ao que interessa. No PS, o fim-de-semana ficou marcado pela presença de dois históricos: Manuel Alegre e Mário Soares. Manuel Alegre disse que se deve “derrubar a direita e ajudar a eleger a ESQUERDA POSSÍVEL”. Pois é, senhor Alegre, todos nós sabemos que esta não é a esquerda que o senhor mais aprecia, mas, olhe, ponha os olhos na selecção nacional, que também tem a esquerda possível, à falta de um defesa-esquerdo de raiz. É a vida! Já com o senhor Mário Soares, o PS teve o maior comício desta campanha, com muitos cânticos à mistura. Eu arrisco-me mesmo a dizer que o PS já não metia tanta gente aos gritos desde as últimas manifestações dos professores. Adiante. Mário Soares, no seu discurso - e entre um e outro adjectivo que aplicou à sôdona Manuela Ferreira Leite - disse que NÃO VÊ “outro político que se compare a José Sócrates”. É natural que não veja. Até eu, que sou mais nova, já não vejo como via há uns anos. Senhor Soares, com todo o respeito, o senhor só não vê outro político que se compare a José Sócrates porque não quer. Anda p’raí uma a loja de óculos que oferece um desconto igual à idade… Já viu a pechincha em que lhe ficavam?!
Seguindo. No PSD, a sôdona Manuela andou pelo “Cavaquistão” a fazer campanha e até teve tempo de ir ver pisar uva. E gostou muito. Claro que não tanto como gostaria, se o Santana Lopes estivesse no fundo do tanque misturado com as uvas, mas mesmo assim foi lêgal. Agora, a figura do PSD no fim-de-semana acabou por ser o Professor Marcelo, que apareceu na campanha para dizer “é preciso uma vitória larga e forte e que para isso é preciso um combate mais arrojado e ambicioso, com convicção, esperança e alegria”. Foi mais ao menos assim que ele disse. Depois de dizer isso, deu um valente abraço à sôdona Manuela e foi para casa ler catorze romances e seis biografias que no domingo é dia de dar conselhos. Nos outros partidos, tudo mais ou menos na mesma: O Paulo Portas garante que há cada vez mais gente a pensar como eles. Se há ou não, eu não sei, mas já disse ao meu Gouveia: “Tu livra-te, homem! Que não seja agora depois de velho que te dá para isso”; Já os comunistas esgotaram o Palácio de Cristal, no Porto. É natural. É a curiosidade. Nunca nenhum deles tinha visto cristal; no Bloco de Esquerda, nada de novo, ou seja, Francisco Louçã continua a recusar todos os convites de Américo Amorim para o adicionar ao Facebook; e pronto. Amanhã há mais, se Deus quiser. Cá beijinho muito grande…

Publicado por Dona Rosete em 21.09.2009 às 09h3

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as coisas que eu disse na telefonia

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e isto, está lêgali?

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