Então diz que o Francisco Louçã não falou às peixeiras, no Mercado de Alcobaça? Parece que andou lá pelo mercado, mas que em chegando às peixeiras passou ao lado. Sinceramente, vendo isto de fora, eu acho que toda a gente ficou a ganhar. Por um lado, o Francisco não ficou a cheirar a peixe, ao contrário do que sucede com o Dr. Paulo Portas. Nesta campanha, em qualquer ponto do país, toda a gente sabe que o Dr. Portas está a chegar, derivado, realmente, ao aroma que se entranhou nele e que já não sai nem com aqueles perfumes caros que ele deve comprar.
Por outro lado, a peixeira é uma pessoa que, por estes dias, já está farta de levar beijos. Por isso, quando o Louçã passou ao largo, elas até devem ter suspirado de alívio. Parecendo que não, beijar cansa; aliás, é por isso que há muita rapariga dessas, que trabalha na noite, que não beija. Para beijar, o preço do serviço tem de ir por ali acima, pois trata-se de uma coisa que, muito repetida, agasta, realmente, toda a região do maxilar.
O líder do Bloco lá disse que a razão porque não falou às peixeiras é por não ser populista. Vá lá: antes isso do que não falar às peixeiras por ser mal educado.
Ora o que é que sucede? Sucede que já há por aí quem diga que o Dr. Louçã está é com uma grande camada de nervos, derivado da questão de se ter descoberto que, apesar dos senhores do Bloco andarem por aí a dizer que são contra os Planos Poupança Reforma, todos eles terem feito um – incluindo, precisamente, o Dr. Louçã.
Nesse aspecto, a Dra. Manuela Ferreira Leite está muito mais de acordo com o que o Bloco de Esquerda defende. Sendo ela um dos candidatos, pronto, vá, menos jovens, para se estar a candidatar agora ao emprego de Primeira-Ministra é porque naturalmente não está satisfeita com a reforma mas também não se meteu a fazer nenhum PPR, senão não precisava agora de se estar a sujeitar a esta canseira toda.
Eu sou sincera: a mim não me choca que o Dr. Francisco Louçã diga uma coisa e faça outra. É o normal, com todo o artista que aparece na televisão: o Dr. House também não é mesmo médico, por isso não percebo onde está a admiração, é ou não é verdade?
Posto isto, chegámos ao momento porque toda a gente espera, que é o momento a que eu aprecio chamar...
FA-FARA-RA-FA-FA-FAAAAAN!... “ROSETE REFLECTE”!
E a minha reflexão de hoje é esta: se dependesse dos tempos de antena dos partidos nas rádios, só as donas de casa e os reformados é que iam votar – e era na esperança de ganharem, como prémio, uma cassete. Outro dia ouvi um e julguei que tinha reaberto a rádio pirata que funcionava na cave lá do prédio em mil nove e oitenta e oito! E isso está legal? Pois claro que não está legal...