Como estamos a meio da semana, a poucos dias das eleições, achei que devia vir aqui às instalações da rádio sem fios fazer um apanhado rápido sobre as coisas que se têm passado nestes últimos dias de campanha. Posto isto, não fiz mais nada: pus o bico do fogão onde estava a cozer os legumes para a sopa em lume brando e dei aqui um pulinho. Por isso…
“DONA ROSETE FAZ APANHADO… MAS DIFERENTE DAQUELES QUE FAZ O NUNO GRACIANO!” TCHARUM!
Uma coisa que me tem feito muita espécie é esta toleira de partido nenhum querer falar em coligações. Acho mal. Acho mal, pronto! Não vejo razões para que não se queira fazer coligações, até porque há coligações muito bonitas, e que resultam muito bem. Olhem, por exemplo, aquela que o João Pedro Pais fez com a Mafalda Veiga. Não foi uma coligação lêgal? Não se CO-LIGARAM para gravar aquelas musiquetas tão bonitas, que ainda no outro dia, estava a ouvir uma delas na telefonia que tenho ao pé de mim na cozinha para me fazer companhia, e o meu Gouveia entra por ali a dentro e agarra-se a mim para dançar. Ai, foi tão bonito. Não fosse o meu Gouveia ter os dentes amarelados, era tal e qual o Paulo Portas a dançar com as vendedoras nas praças. Bom, mas ainda nisto das coligações, diz-se por aí que o Bloco de Esquerda quer fazer do PS refém. Vejam bem: refém! Que disparate tão grande. Alguma vez, alguém quer fazer do PS refém? É que – segundo aquilo que eu vejo nas séries americanas – os bandidos só fazem um refém, quando alguém está disposto a pagar um resgate jeitoso. Não é quando toda a gente se quer ver livre dele, como é o caso do PS. Mas, pronto, desta malta do Bloco de Esquerda é de esperar tudo, porque aquilo é gente que não liga ao dinheiro. Mais depressa pediam de resgate um livro do Aristótilis e um casaquito de malha do que dinheiro. Para terminar este assunto das coligações, eu acredito cada vez mais no “centrão”. E porquê? Porque a sôdona Manuela esteve em Bragança, de visita ao Instituto Politécnico, e não falou a nenhum dos alunos com quem se cruzou. Ou seja, tem o perfil perfeito para ministra da Educação de um Governo chefiado por José Sócrates. É ou não é? Mas, vá, vamos lá ver o que isto vai dar. Agora é hora de…
FA-FARA-RA-FA-FA-FAAAAAN!... “ROSETE REFLECTE”!
Quem é que inventou aquela música do “Ninguém pára o Rangel”? É que, francamente, não me parece difícil de ele parar, com aquela, vá lá… condição física. Difícil de parar é um queniano, ou um etíope, daqueles que correm a maratona a uma velocidade que parece que levam o diabo no corpo. Agora o Rangel, coitado… Seguindo em frente…
TCHAN-TCHAN-TCHAN-TCHAAAN!... “ROSETE ACONSELHA”!
Não deveria a sôdona Manuela levar alguém maiorzito do que o Marques Mendes para a arruada? É que no meio da confusão, só ela e as outras pessoas que estão à frente é que vêm que ele lá está… Fica dado o conselho. Agora deixem-me ir que a sopa já deve estar a ferver e eu ainda lhe quero deitar um chuchu em vez da batata, que o Gouveia precisa de perder uns quilinhos… Até amanhã então.