O meu nome é Rosete e sou porteira há 40 anos. Porque estou aqui? Porque os senhores da telefonia sem fios me convidaram para comentar. Agora em vez de uma, tenho duas profissões nobres: porteira e comentadora. Querem exemplos? O Cláudio Ramos. A Maya. Isto na parte das porteiras. Quanto a comentadores, temos, por exemplo, o Professor Marcelo, um colega que é a minha grande inspiração. Mas não tenham medo que eu não venho para aqui impingir-vos livros - credo! Comigo contem só com o comentário, que já não é pouco. Cá um beijinho muito grande.

Está Quase, Quase...

E como está quase, quase no dia de escolhermos o próximo primeiro-ministro, eu hoje vim aqui falar um bocadito disso. Ora então, cá vai: já se percebeu que coligações que são boas, chapéu!, o que quer dizer que o próximo Governo vai ser igual aos neurónios do ex-ministro Manuel Pinho: não tem a maioria. Isto pelo menos no dia em que fez lá aqueles cornichos… Continuando, não tendo a maioria, o que é que acontece? Acontece que nos próximos anos o presidente Cavaco Silva VAI TER DE TRABALHAR! Isso mesmo: vai ter de trabalhar, em vez de andar com essa toda toleira das escutas. Aliás, essa história das escutas até me faz lembrar aqui há uns anos que apanhei o meu Gouveia com um copo vazio encostado à parede do quarto dos vizinhos, só porque sabia que eles faziam anos de casados, e que nesses dias, pronto, já se sabe… Bem, mas voltando ao Governo sem maioria, soube-se há dias que o engenheiro Sócrates anda a ler livros políticos, para, no caso de ganhar, conseguir lidar com Cavaco Silva. Eu até acho bem o senhor Sócrates ler um bocadito, que quem sabe ganha novamente o gosto pelos livros e termina o curso. Mas, mesmo assim, acho que a melhor maneira de evitar que o Presidente Cavaco venha a público vetar isto e aquilo é dar-lhe bolo-rei para comer. Agora:
“DONA ROSETE APELA AO VOTO!” TCHARUM! Isso mesmo! Todas as pessoas têm de ir votar. Todas, até o Liedson. Eu compreendo que o domingo é o dia de organizar a comida toda para a semana em tupperwares e de ir passear de fato-de-treino para o Dolce Vita, mas há que tirar uns minutinhos para votar. Mas, atenção, vão com muito cuidadinho, que a ministra da Saúde, Ana Jorge, disse há uns dias que se o PSD ganhar as eleições, é o fim da saúde para todos. Por isso, se já vai com ideias de fazer uma cruz em frente à fotografia da sôdona Manuela, leve de casa um kit de primeiros-socorros, que isto com a saúde não se brinca. Mas o que vale é que nesses dias os bombeiros estão sempre à porta das salas de voto para cravar uma moedinha e uma pessoa fica mais descansada. Outro assunto: professores. Os professores, para mim, são uma classe que merece muito respeito. Mesmo aqueles que dão aulas de flauta, não importa… Por isso, senhores professores, vão votar! Não deixem de ir votar só porque as vossas avaliações hoje em dia são quase tão humilhantes como as dos concorrentes do “Ídolos” - se bem que há professores que podiam perfeitamente ser avaliados pelo júri do “Ídolos”, já que cantam e dançam nas acções de formação do Magalhães. Passemos ao:
FA-FARA-RA-FA-FA-FAAAAAN! “O RALHETE DA ROSETE”!
Foi de muito mau gosto o PS ter comparado a sôdona Manuela ao Salazar. Não pela política em sim, mas porque toda a gente viu bem na televisão como era a vida privada do Salazar, ou não viu? E, mesmo assim, acham lêgal fazer essa comparação? A coitada não tarda está a ser falada, valha-me Deus…
Ai, agora deixem-me ir, que a chegar todos os dias a esta hora a casa, qualquer dia, quem é falada sou. Beijinho muito grande.

Publicado por Dona Rosete em 25.09.2009 às 09h7

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as coisas que eu disse na telefonia

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e isto, está lêgali?

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