Eu hoje dei um pulinho aqui à rádio sem fios para dar dois dedinhos de conversa sobre umas pessoas que me fazem muita dó. Muita dó, mesmo. Eu, olha… parte-se-me o coração quando penso nelas. É que chega ao ponto de me deixar mais triste do que uma manhã ou uma tarde inteira a assistir aos programas da Fátima Lopes. E de quem é que eu estou a falar, que me deixa com este nó no coração?! Pois é, são os CANDIDATOS INDEPENDENTES ÀS AUTÁRQUICAS. E quem são estes pobres desgraçados destes candidatos? Olhem, é por exemplo, o senhor Isaltino Morais; a sôdona Fátima Felgueiras; o senhor Avelino Ferreira Torres; o major Valentim Loureiro; tudo gente que não merecia estar a passar pelo que está a passar, pois sempre foram muito amigos de ajudar as pessoas. Em Gondomar, por exemplo, ainda o Pedro Granger não andava a fazer publicidade a electrodomésticos, já o major Valentim Loureiro os oferecia às pessoas lá da terra. Sim, sim… Não merecia isto. Nem ele nem a sôdona Fátima Felgueiras… que em vez de ter um Partido a apoiá-la, vai ter de concorrer por uma coisa chamada “Movimento Sempre Presente”. Coitada, teve de se desenrascar. Agora, eu não acho o nome nada lêgal. É que se a sôdona Fátima Felgueiras queria criar um Movimento, ao menos que se chamasse “Movimento Sempre Presente… Mais Não Seja Por Videoconferência do Brasil”. Isso, sim, era um Movimento que lhe assentava melhor. Mas, vá, não se pode criticá-la por ela gostar de tirar uns dias para ir para o Brasil, sem avisar ninguém. Quantas vezes eu também saio de casa para ir à praça sem dar cavaco ao meu Gouveia? Quantas? As pessoas é que gostam muito de falar. Vejam bem que vão ao ponto de reparar na cor do saco da senhora, que era azul. E então? Que mal tem? Os homens também já não usam o cor-de-rosa? Então que mal tem o “saco azul” da sôdona Fátima Felgueiras? Ai, raça de gente que reparam em tudo, são piores que o Carlos Castro. É por estas e por outras, por tanto falatório, que estes pobres coitados agora têm de seguir em frente como independentes. E isso não está lêgal. Olhem o senhor Isaltino Morais, humm, que anda sempre de charuto na boca, que até mete dó. Aquilo é dos nervos. Já se sabe que há pessoas que os nervos dá-lhes para fumar. Graças a Deus, o meu Gouveia não é uma dessas pessoas. Já quando vai a um casamento e fuma lá o charuto que o noivo oferece, dorme na sala nessa noite. Ah claro! Não está uma mulher a lavar a cabeça para depois estar toda a noite a levar com aquele bafo a cheirar a salão de jogos. Bom, mas isto era um aparte. Voltemos ao senhor Isaltino. Eu acho que o melhor que o senhor Isaltino tinha a fazer era desistir da candidatura à Câmara de Oeiras. Isso mesmo. Desistia da Câmara de Oeiras… e depois candidatava-se à de Sintra. Sim, porque como ele, hoje em dia, passa mais tempo no tribunal de Sintra do que em Oeiras, era juntar o útil ao agradável. E assim sempre safava o Fernando Seara do frete de ser Presidente de Câmara, para ter mais tempo para preparar os programas de futebol… e, já agora, para fazer umas sessões de terapia da fala, que a filha de uma vizinha minha também não conseguia dizer os “L’s” e parece que a coisa foi lá assim…