Colocado por escrita_politica em 25 Maio de 2011 às 18:48

Nomeações ocultas, medo, bebedeira de sondagens, o proverbial arrufo diário entre PS e PSD, e pouco mais. Aquela que é, muito provavelmente, a mais importante campanha eleitoral dos últimos anos, está ser apenas mais do mesmo.

De qualquer forma, como sublinha o Pedro Magalhães, temo que isto já não vá lá com ideias, propostas, ou programas. Os interessados são uma imensa minoria – 85% dos inquiridos pela Católica afirma não ter lido sequer uma parte dos programas eleitorais de qualquer partido.

Os partidos desenham as campanhas à medida do país, desse país fixado em percentagem de desinteresse pela Católica. Em duas semanas, como a Bárbara Baldaia descreve, os partidos, todos os partidos, trabalham para o boneco, o boneco das 20h num ecrã perto de si. A mensagem deve ser fácil de digerir, entre duas garfadas ao jantar, e tem de competir no alinhamento televisivo com imagens desfocadas de lutas entre adolescentes, ou directos de um qualquer treino da selecção.

Num país que acaba de receber a primeira bóia de salvação do FMI, este relatório da OCDE ainda não chegou à campanha, talvez seja por bem, é assunto indigesto.

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