Nomeações
ocultas, medo,
bebedeira
de sondagens, o proverbial arrufo diário entre PS e PSD, e pouco
mais. Aquela que é, muito provavelmente, a mais importante campanha
eleitoral dos últimos anos, está ser apenas mais do mesmo.
De
qualquer forma, como
sublinha o Pedro Magalhães, temo que isto já não vá lá com ideias,
propostas, ou programas. Os interessados são uma imensa minoria –
85%
dos inquiridos pela Católica afirma
não ter lido sequer uma parte dos programas eleitorais de qualquer
partido.
Os
partidos desenham as campanhas à medida do país, desse país fixado
em percentagem de desinteresse pela Católica. Em duas semanas, como
a Bárbara Baldaia descreve,
os partidos, todos
os partidos, trabalham para o boneco, o boneco das 20h num ecrã
perto de si. A mensagem deve ser fácil de digerir, entre duas
garfadas ao jantar, e tem de competir no alinhamento televisivo com
imagens desfocadas de lutas entre adolescentes, ou directos de um
qualquer treino da selecção.
Num
país que acaba
de receber a primeira bóia de salvação do FMI, este
relatório da OCDE ainda não chegou à campanha, talvez seja por
bem, é assunto indigesto.