Após 25 anos à frente da Intersindical, há quem adivinhe um percurso que, em 4 anos, leve Carvalho da Silva do nº 1 da Vitor Cordon para o Palácio de Belém.
O histórico líder da CGTP disse ontem, no Fórum TSF, que é um “cidadão com todos os direitos como todos os outros.Ponto final”.
A seguir, reticências... Carvalho da Silva admite que a visibilidade que tem “aumenta o campo de acção”, manifesta “disponibilidade para dar algum contributo à sociedade”e reconhece, também, que haverá “muitos olhos” postos nele.
Mas o sindicalista doutorado não quer fazer cenários “antes de tempo”, nem alimentar qualquer ansiedade.
Carvalho da Silva já disse que tem agenda cheia para os próximos tempos.
Neste frio Janeiro, em que saiu da boca de cena da CGTP, fica a memória do amigo Carlos Brito, de um Verão quente, em Monte Gordo, quando Manuel Carvalho Silva nadava “ao despique” ao longo da costa, “na linha das bóias que estabeleciam os limites de segurança”.
Desse tempo, Carlos Brito reteve uma certeza: O Manuel é “ um nadador de fundo, e não só a fazer bóias..."