Pedro
Passos Coelho entrou na semana fértil em palavras, ...infelizes e
perigosas.
Num só
dia falou por três vezes, entre discursos e respostas a jornalistas.
Num
único dia, fez uma declaração
contraditória sobre os efeitos, ou a falta deles, de uma eventual queda da Grécia
em Portugal; disse
que estes não são tempos para andarmos agarrados a tradições –
depois do pão, foi-se o circo (a tolerância de ponto no Carnaval);
e fechou o dia a elaborar
sobre a pieguice e a preguiça.
Cada
palavra tem um peso específico, e os tempos exigem contenção a
todos os actores políticos, sobretudo os que têm o poder executivo
nas mãos.
Não sei
se terá sido um teste à capacidade de tolerância do povo, mas ao
37º dia do ano de todas as incertezas, este parece-me um jogo
perigoso.