faça parte do governo sombra! clique aqui
arquivo de emissões


Pub 


pesquisa
Ricardo Araújo Pereira
Ricardo Araújo Pereira nasceu em Lisboa, em 1974. Em 2003, juntamente com Miguel Góis, Tiago Dores e José Diogo Quintela, formou o grupo humorístico Gato Fedorento. Escreve crónicas na revista Visão e no jornal A Bola. É o sócio nº 17.411 do Sport Lisboa e Benfica.
Pedro Mexia
Pedro Mexia nasceu em Lisboa, em 1972. Licenciado em Direito pela Universidade Católica. Entre 1998 e 2007 fez crítica literária no Diário de Notícias. É desde 2007 crítico no jornal Público, onde também assina uma crónica semanal. Exerce actualmente as funções de Director interino da Cinemateca Portuguesa. Publicou seis livros de poemas (o mais recente é «Senhor Fantasma», 2007) e quatro de prosa (o último foi «Estado Civil - Diário de uma Crise», 2009).
João Miguel Tavares
João Miguel Tavares nasceu em Portalegre em 1973. Após uma passagem fracassada pela Engenharia Química, licenciou-se em Ciências de Comunicação. Iniciou a sua carreira profissional no Diário de Notícias, onde se manteve até 2007, altura em que saiu para fundar a revista Time Out Lisboa. É colunista do Correio da Manhã. Vive com a mulher e os três filhos em Lisboa.
Dezembro 2008 - Posts
Colocado por governosombra em 31-12-2008 às 11h24

Não é segredo para ninguém que qualquer Governo, mais tarde ou mais cedo, acaba a pedir votos. Este não foge à regra. Envie-nos os seus votos para 2009.



Colocado por governosombra em 31-12-2008 às 11h13

Eu até queria fazer parte de um governo sombra... mas gosto muito de sol. Será uma incompatibilidade, como tantas que há? Mais uma não fazia mal e até ganhava uns euros e mais algumas benesses. Podem contar comigo... Vincenzo Califano Dolce, 62 anos, engenheiro, Porto

Considero-me uma personalidade imprescindível na área da Cultura em qualquer Governo "Ensombrado"... Dada a minha dupla nacionalidade (português/angolano), também não me cairia mal um "tacho" nas Relações Internacionais. Gonçalo Afonso Dias, 44 anos, arquitecto/ fotógrafo, Santo Amaro de Oeiras

Muito me agrada o V. debate sobre o sexo dos anjos. Contudo gostava igualmente de ver debatida a questão do subsídio para a depilação integral dos pseudo-humoristas da polítiquice barata. [campos do nome, idade, profissão e localidade incorrectamente preenchidos]

No mínimo vós sois o máximo! (o "vós" vem deu ser du norte e os erros gramaticais e ortográphicos vem deu ser de Química). Carolina Antunes, 34 anos, FP, Freamunde



Colocado por governosombra em 30-12-2008 às 19h53

O problema é fácil de resolver e ele é: EGOISMO (e outros que irei revelando) Agora em vez de movimentos de massas (muita gente), são precisos movimentos individuais de dentro pra fora. As políticas ja nao resultam (nem as do vosso Governo Sombra). A ordem de pensamentos é que tem que mudar. Hoje não estou muito inspirado.Esperem pelos comentários seguintes. Vitor Guisado, 45 anos, empresário, Verdizela



Colocado por governosombra em 30-12-2008 às 11h49

Gostava muito que falassem mais dos políticos madeirenses, não há políticos mais patos do que os nossos, tão divertidos! José Sousa, 37 anos, fotojornalista, Funchal



Colocado por governosombra em 30-12-2008 às 08h24

Nunca os Açores estiveram tão em voga. O Presidente anda nervoso, porque razão? Acharão os portugueses que será por medo de perder poderes? Enganam-se, outros valores se levantam e o medo de perder o principal "biberom" agudiza-se. Luís (O Açoriano), 44 anos, técnico superior administrativo, Ponta Delgada



Colocado por governosombra em 29-12-2008 às 22h23

Primeira-dama: a mulher que diariamente luta contra a instabilidade e injustiças no emprego, que trata da casa, dos filhos e do marido; esta é a verdadeira primeira-dama. Futebol: o SLB deste ano não joga nada e consegue estar em primeiro, ainda não sei se por algum mérito ou demérito dos rivais. Indignações: a falta de conhecimento do país real por parte do Governo, bem como a sua capacidade para transformar as dificuldades em falsas e ilusórias soluções. António Ângelo, 36 anos, engenheiro, Mangualde



Colocado por governosombra em 29-12-2008 às 09h56

Viva a primeira-dama da Europa: Carla Bruni Sarkozy... Octávio Ribeiro, 30 anos, médico dentista, Viseu

Em termos desportivos o RAP deve estar feliz, visto que o SLB já não terá mais derrotas na Europa durante esta época. Joaquim Azevedo, 42 anos, técnico de som, Vila Nova de Gaia

A nova moda de nos roubar dinheiro é mesmo as empresas municipais (EM), vocês sabem. E com esta história já nem é preciso concurso público para o emprego para o primo do tio de meu vizinho. João Pedro, 66 anos, Matosinhos

Eu quero, eu posso, não mando mas indigno-me! Fátima Freitas, 48 anos, professora, Vila Nova de Gaia



Colocado por governosombra em 23-12-2008 às 10h04

Sempre acreditei em teorias da conspiração, entidades pardas, governos-sombra... e na forte possibilidade de a "Crise Global" ser afinal uma manobra de diversão para nos convencerem que desde 1143 nunca estivémos entregues à bicharada. Marcela Costa, 40 anos, profissão oficial: professora / profissão sombra: dramaturga, Funchal



Colocado por governosombra em 20-12-2008 às 11h41

Governo Sombra
 
in Campo Grande, por Babão

Eles são três: Pedro Mexia, J.P. Tavares, Ricardo Araujo Pereira. O moderador: Carlos Vaz Marques. A estação: a TSF. O programa é semanal e chama-se «Governo Sombra». Não sei se pretende ter graça porque não tem. Sério também não é. É mais uma coisa a armar aos cucos.

[n.d.r: não havia necessidade de ofender os cucos.]



Colocado por governosombra em 20-12-2008 às 11h14

O homem nação
Esta é a história verdadeira do homem que se olhava a si como uma nação.
E centrava em si todos os poderes ou acabrunhava-se com todas as formas de governo, era fantasma em causa imprópria, era arredio e solitário ou alto dignitário fugindo das absolvições, fugindo das concentrações, coleccionando tensões que o desfiguravam amiúde e o entorpeciam até o adormecerem.
Este é o verdadeiro bandeirante animado de um espírito de perseguição e o primeiro dos universalistas ou o último dos anacrónicos, tão tolo quanto a pirite de vida peregrina de eternos mergulhos em águas cálidas pejadas de crentes taciturnos. Ou a profusão dos termos iguais à explosão da vida centrada em qualquer flor que vejas no campo, qualquer lírio remanescente, qualquer estrela cadente.
E o homem que chamava a si próprio nação não era senão uma farsa, um indigente malcheiroso que vivia intramuros e suava tão cheio de medo que os holofotes sobre ele se voltassem ou que a ribalta o delapidasse.
Era um medíocre pleno de minhocas a quem não tinham cortado o cordão e que agora nutria um umbigo do tamanho de todo o mundo egocêntrico.
O homem nação era mais uma figura de estilo que de tanto ali estar presente era quase tomado como sério e que adormecia mal se sentava. Viveria tão pouco porque se preocupava e porque tudo o aborrecia - era um poço de ansiedade crónica.
O homem nação não passaria de um apátrida que algures no seu querer pretendeu abraçar todos os amigos de infância e quis salvar todas as instituições e nessa desventura vira-se a ele próprio perdido no limbo da destruição da coisa pública. E então pobre desventura que de desgraça em desgraça se foi desligando do mundo e deixou apertar cada vez mais pelas teias da desventura e do desinteresse.
Quanto mais a ansiedade o governava mais destempero coleccionava na sua vida e maior era o afastamento que o mantinha arredado das instituições. Não entrava numa repartição, não acreditava na justiça, não acreditava nos políticos, não se dava ao trabalho de responder à mais banal discussão, não era militar, não era estudioso, não era turista nem pastor. Não tinha número de segurança social e não pagava sequer os impostos.
Era um proscrito, um espião que lutava por passar despercebido, era um interior de si mesmo destruído pela descrença e um desafortunado. Quanto mais tempo passava e quanto mais se apercebia mais fome sentia e mais emagrecia porque se privava a si próprio até do alimento que devia ser o seu.
Até que se viu ao espelho como um esqueleto só carne e osso de todas as preocupações sem se ligar aparentemente e a nada que realmente o rodeasse.
Sozinho só ele e o seu mundo sem se considerar doente nem desventurado, sem se crer um descrente, sozinho remando contra as hordas de inimigos que via como se fossem castigos e que se uniam para o desolar. Espírito desassossegado de toda a efervescência com que minava o seu mundo interior, sozinho contra os elementos, era um sujo, um proscrito, um analista ou um mineiro, um insecto na forma como viajava e se dependurava defronte da televisão.
Por vezes lia aqui e acolá excertos de livros de outros, excertos das histórias dos outros, bocados imprecisos de imaginários sentidos pelos outros e na sua ânsia nunca os compartilhava com ninguém porque uma vez rodeado de silêncio não mais teve âmago para se afastar do pedestal a que se alcandorara.
E não amava e essa seria a sua maior virtude.
Não amava nada. Era um homem de pedra que podia ficar sentado durante dias e dias ansiando e definhando, partindo-se aos bocados à medida que sentia perto a sua música favorita ou à medida que sentia por perto o seu perfume.
E sempre que a sua nação o chamava recusava. Dizia logo que não que estava indisponível. De lá do alto do pedestal dos seus cinquenta quilos como se fosse o último dos puros, como se fosse o último dos duros e não quisesse nada porque era importante demais para uma pátria tão pequena.
Há homens maiores que o país onde vivem era o que lhes respondia. Mas na negação estava a sua cada vez maior desgraça e na negação estava o seu desterro que o enfunava ainda mais e o condenava a um desterro cada vez mais magro de novo os cinquenta quilos com que brindava algum visitante ocasional. E antes de qualquer bate-boca, antes de qualquer interrogação afirmava peremptoriamente que não, que ele não que estava em desacordo. E aí seria pouco mais que um impuro que negava a realidade e se não importava porque não participava.
O homem nação que mandava apenas nele e que era apenas ele. Nada mais, um indisputado da sociedade que o ajudara a eleger e que, de acordo com ele lutava ferreamente para o fazer perder.
Até que se perdeu ele mesmo e não por laivos dos outros mas sim por impetuosidade própria ou por desgoverno seu.
O homem nação que falhou na comiseração de se governar a si próprio. O homem nação que se enganou nas opções e que se foi apagando como facho que mingou até se derreter na escuridão total.
O homem nação dissolveu-se num autismo forçado e num pranto de agonia, descalcificou-se e, entrando em apoplexia, não teve sequer quem o conduzisse ao fundo da campa acabando solidão solidão solidão por viver na eternidade na mesma cadeira em que se deixou ficar quando sentiu que a morte o reclamava. Portugal profundo ali ao fim da aldeia último dos últimos que o país realmente abandonara.
Nuno Monteiro, 32 anos, professor, Vila Real



Colocado por governosombra em 19-12-2008 às 13h08

“Quase metade dos funcionários públicos não tem objectivos definidos para 2008 não podendo por isso ser avaliados, o que terá consequências graves na progressão na carreira e na atribuição de prémios de desempenho no próximo ano.”

in Jornal de Negócios, 17 de Dezembro de 08.

Quando me deparei com esta notícia, não pude deixar de rir. Ná! Ninguém sabe que a avaliação não é nada mais que uma que uma intrujice! Por quem me tomam!?

A verdade, verdadinha é que ninguém na realidade é avaliado pelo que vale. O que conta, sim, são cunhas e anos de casa, mesmo que um colaborador se mate a trabalhar, consiga um desempenho excelente, desce devido às malditas quotas que beneficiam sempre as mesmas personagens. Mas o melhor de tudo, foi quando na notícia se revelou que, pelo facto de só agora se estarem a definir objectivos, o processo está a tornar-se meramente formal: como andam enganados!? O processo é sempre meramente formal! Quer se estabeleçam objectivos no início ou no final do ano.

O problema é que uma avaliação de excelente ou de relevante acarreta um conjunto de benefícios, atribuídos a pessoas pré-estabelecidas, o que impede a progressão na carreira de muitos. Acima de tudo é uma falsidade que penaliza quem quer crescer, aumentando o poder dos acomodados. Faneca, 25 anos, comunicóloga, Leiria



Colocado por governosombra em 19-12-2008 às 07h43

Peço desculpa por mais uma intrusão. Era só para sugerir que decretassem a Lei da Rolha para Manuel Alegre. Manuel Alegre é a maior ameaça ao Governo Sombra. Têm que estar de olho nele! Ainda Vos tira o lugar! Ao Governo Sombra e ao outro! José da Costa Madeira, 30 anos, Porto



Colocado por governosombra em 18-12-2008 às 12h37

O meu governo ideal: Santana Lopes primeiro ministro, Valentim Loureiro na cultura, Pinto da Costa na Justiça, Jorge Coelho nas Obras Públicas, Dias Loureiro na Economia, Alberto João Mugabe Jardim nos Negócios Estrangeiros. José Couto Nogueira, 63 anos, Lisboa

Recebo com carinho todos os membros deste Governo no meu Lar onde seria eu o Primeiro-ministro, evidentemente. Estou a pensar com essa fornada abrir a ala Psiquiátrica. Acham bem? Sou democrata, carago!!! António Vomer, 58 anos, gerente de Lar, Évora

De facto, deveria existir nível na oposição para haver um governo sombra que contrapusesse com propostas pensadas, estudadas e bem fundamentadas. Assim (ao não haver) andamos sempre a dizer: o governo fez mal mas se cá estivessem os outros ainda seria pior. Como é que o nosso país chegou a este estado em que só um partido parece ter alguma energia para tudo? É que é o mesmo que governa e que tem em simultâneo um fundador dissidente que quer fundar ainda mais partidos, fora daquele e por cima dos outros, tudo à esquerda. Será uma espécie de PSDME+BEA+PCPP+AIQ. Passo a explicar: PSDME -> Partido Socialista de Dissidentes Mais à Esquerda; BEA -> Bloco de Esquerda, Alguns; PCPP -> Partido Comunista Português, Poucos; AIQ -> Anónimos Independentes, Quais? Isto tudo junto deve dar cerca de 1.600.000 votantes. À direita, à excepção de "fait divers" e cousas poucas, não sabemos o que se passa, o que se pensa nem o que se produz. Sabemos sim, e sempre, o que têm para dizer de mal (ou será que estamos a falar da esquerda?). É uma pena. Se a oposição produzisse verdadeiramente (qualquer que ela fosse), o governo seria muito, muito melhor (qualquer que ele fosse). Que nasçam governos sombra por todo o país, das mãos do povo, com propostas e discussão de ideias e ensinem muitos dos eleitos a trabalhar de uma vez por todas. António Brum, 37 anos, gestor de clientes, Setúbal

Tenho ouvido com muito agrado as vossas opiniões e não duvido que dariam óptimos ministros. Já agora eu também me sinto com vontade de fazer uma perninha num governo, pois tenho óptimas e bem suadas habilitações, mestrado incluido e muitos anos de experiências em lidar com meninos que são o reflexos dos traumas e do estado da nossa pobre sociedade. Continuem a ser um verdadeiro governo sombra e quando se sentirem cansados, porque a actividade é desgastante com tanto que há para dizer, peçam substituição, pois até nestes governo há sempre gente disponível para a alternância de poder mesmo que virtual. Carlos Romão, 50 anos, professor, Alcochete

Gostaria que provocassem os senhores do dinheiro e do poder que ainda gerem este país e que focassem a falta de vergonha na p… da cara para estarem ainda à frente das maiores instituições económicas do mesmo. Fanuel, 37 anos, empresário, Gaia.

O Governo Sombra faz me lembrar quatro alentejanos debaixo de um chaparro atirando pedras a um cão ranhoso chamado socrates. Fernando Exposto, 54 anos, cirurgião plástico, Lisboa



Colocado por governosombra em 18-12-2008 às 07h45

E a propósito da ausência dos deputados à Assembleia? Bom, é sempre um assunto que faz as delícias de todos... Até do Sr. deputado Guilherme Silva, cuja fecundidade intelectual neste assunto me transporta para um país cuja realidade estranho... Será o meu? O Sr. deputado propõe-nos um exercício explicativo das razões que levaram às ausências dos seus colegas, num tom revelador de estranheza pela incompreensão dos chatos dos cidadãos, que têm o aborrecidíssimo hábito de reparar nestas coisas; assim como propõe a idealização de um calendário laboral para o parlamento que não colida, de forma alguma, com as rotinas/distâncias familiares dos mesmos. Acho bem. Isto recorda-me os 75.000 trabalhadores da construção civil em Espanha que vêm a casa uma vez por semana ou até de duas em duas semanas, mas naturalmente deveriam passar a vir apenas mensalmente, pois o trabalho é incomparavelmente mais cómodo e as retribuições infinitamente superiores. Recorda-me também, a quantidade de jovens licenciados que têm de gramar "pro bono ", estrada abaixo estrada acima, sob o jugo de uma classe de empresários que vive a apelar a uma coisa chamada estágio; e já agora recorda-me "eu" que me ergo do leito quentinho pelas 5:30 (não confundir com 17:30) da manhã, com temperaturas polares ( e acreditem que, ao contrário das reportagens onde aparece Manuel Pinho, as imagens de neve no Norte são reais), a trabalhar longe de casa e que, como é óbvio, vou exigir ao meu chefe que me refaça o calendário laboral no sentido de debelar esta situação chatíssima. Caríssimos... mais grave do que as ausências dos veneráveis deputados é a tentativa grotesca de as explicar, ainda por cima quando toda a gente já reparou que os motivos não foram - nem de perto - eminentes ou ainda urgentes e que os argumentos utilizados são de uma ligeireza quase colegial, que não se coaduna com o espírito parlamentar e fundamentalmente com o exemplo para o país. Levi Ricardo Alves Pereira, 30 anos, administrativo, Rio Tinto

FALTAS DOS DEPUTADOS. Este é um assunto que me deixa irritado, indignado e "estupidificado", sobretudo quando ouço um dos supostos guardiões da democracia, o senhor doutor dinossauro político Almeida Santos (mais conhecido entre alguns portugueses como ‘o vendedor de almas’), que até já foi presidente da Assembleia da Republica, "vulgo Clube dos Chulos", vir defender a propósito de serem mal pagos (isto é, de ganharem menos que as prostitutas das quais alguns são clientes) que não se deviam efectuar votações às sextas porque isso iria colidir com o ganha-pão da maioria dos deputados, pois assim não têm tempo para dedicarem às suas actividades profissionais. Quem o ouve, até pensa que ser deputado é uma espécie de tirocínio que alguns homens públicos têm de fazer como uma espécie de redenção pelos nossos pecados de "povo", e que não são pagos para isso e que não recebem a reforma integral quando se reformam após 3-4 mandatos, e para alguns garantirem bons cargos quando deixam a vida política (depois de assegurarem a "miserável" reforma) e que não se andam a comer vivos uns aos outros dentro dos partidos para serem eleitos para as listas de deputados de 4 em 4 anos. Se é assim tão mau e contra os seus interesses porque é que não se vai embora da Assembleia (já se pode reformar pois após 30-40 anos de dedicação à vida publica - "chupismo" - já garantiu o direito à reforma) e deixa o Lugar vago a alguém que ainda não tenha mamado na teta da vaca ou que tenha algum interesse em servir o País e não em servir-se do País. Sérgio, 37 anos, responsável de produção, Faro



Colocado por governosombra em 17-12-2008 às 12h41

Mais um dia, mais um escândalo financeiro; começa a tornar-se rotineiro e enfadonho. Agora Bernard Madoff, ex-presidente do Nasdaq, que lesou os seus clientes em 50 mil milhões de dólares. Os bancos vão reconhecer algumas perdas, vão garantir que os seus depositantes não vão ter problemas, mas no final quem vai pagar somos todos nós, com as previsíveis injecções financeiras por parte dos governos junto destas instituições financeiras. Assim não custa ser empresário: quando se ganha, menos Estado, quando se perde, os governos têm que garantir a credibilidade do sistema. Será que isto tem alguma coisa a ver com o facto de a maior parte dos Ministros da Finanças terem relações laborais (antes e depois) com estes bancos? Não creio... Miguel Matias, 41 anos, coveiro, Porto

Por mais que eu tente imaginar novos episódios rocambolescos que venham a acontecer nesta nossa realidade portuguesa "sui generis", comentada por vós à sexta-feira, o simples terror desses factos se virem a comprovar, deixa-me completamente estarrecido e assustado com os dirigentes de todos os quadrantes deste país a nível da Política e da Banca. Que solução para este (des)Governo? Manuel Brito, 31 anos, responsável comercial, Lisboa

Proponho que os deputados faltosos sejam obrigados a assistir a 2 sessões da Assembleia Regional da Madeira. Penso que essa tráumatica experiência os faria mudar de atitude. José Matias, 52 anos, bancário, Linda-a-Velha

para os senhores dos bancos k estao ao k ouvi dizer em crise, kero dar um conselho k foi retirado de uma letra de uma musica conhecida "ei amigos da pesada oiçam o C Certinho deixem-se de malfeitorias e arrepiem caminho". erykah, 16 anos, estudante, Tapada das Mercês



Colocado por governosombra em 17-12-2008 às 08h02

Na última reunião do Governo Sombra, João Miguel Tavares afirmou ter descoberto que é (como toda a população originária do sul de Portugal) 36% sefardita e 16% magrebino. O estudo dos mapas genéticos publicado por um jornal científico deixou JMT “consolado”. O ouvinte José da Costa Madeira ouviu-o e, a partir do mesmo estudo, tira conclusões um bocadinho diferentes.

O trabalho realizado sobre a origem genética dos Portugueses, do American Journal of Genetics, não implica que somos parte judeus, parte árabes e parte celtas. Os resultados ao cromossoma Y (um cromossoma que não hibrida) indicam, na realidade, que 40% das pessoas a Sul do Mondego têm 100% de marcadores genéticos sefarditas e, por isso, não se podem distinguir de qualquer judeu alegadamente "puro". Os restantes cromossomas (os que não são marcadores da origem semita) podem realmente ter misturas, mas a assinatura genética está lá e não é diluível nem apagável. Mais correctamente, estes trabalho apenas contabiliza os descendentes de judeus por via masculina. Se um judeu (homem) só tivesse tido filhas, e as suas filhas casassem com não judeus, então os seus filhos, neste teste, seriam apresentados como com 0% de sangue judeu. Deste modo, a leitura dos resultados genéticos é a seguinte: 40% da população a Sul do Mondego apresenta o cromossoma Y 100% puro, como qualquer Judeu e, por isso é um judeu puro. A restante população pode ter origens judias hibridas mas a sua origem foi feita por via feminina. Como consequência, provavelmente todos somos semi-judeus e 40% são judeus geneticamente idênticos a judeus puros (mesmo que o não sejam!). Consequência? Portugal tem na sua população maior número de Judeus (geneticamente comprováveis e geneticamente prováveis) do que Israel, onde só 77% da população tem alguma origem judaica, e a população total é de 7 milhões! Isto não deve surpreender-nos, pois Hitler, no seu plano "Félix" e posteriormente modificado para "Isabella" planeava o extermínio de toda a nação "Portugal é o único estado hebraico do mundo. Não se conseguem distinguir os não judeus.". Que Consequências devemos tirar disto para o quotidiano dos portugueses e para a posição de Portugal no Mundo? Reflictam por favor! José da Costa Madeira, 30 anos, profissão: activista pró-semita, Porto.



Colocado por governosombra em 16-12-2008 às 16h19

O episódio dos sapatos arremessados ao Presidente Bush, não passou de uma última e desesperada tentativa de provar a existência de WMD no Iraque. Tenho muitos amigos para quem o simples acto de se descalçarem numa sala fechada é por si só uma Weapon of Mass Destruction... João, 34 anos, Lisboa



Colocado por governosombra em 16-12-2008 às 08h08

Com tanto para governar nestes dias sombrios, terá de haver mais pastas no governo: pasta de dentes, pasta abrasiva, pasta de papel, etc. Vocês brincam com a governação - pois os verdadeiros cómicos estão a falar nos telejornais. Ponham ali os olhos porque aquilo é que é humor. Vejam como roubam impunemente e ainda lhe pagam uma reformazita, vejam como sobem e descem os preços. Continuem a governar, aumentem as pastas nos ministérios e deixem o humor para quem o sabe fazer: os políticos de brincar. Alberto Silva, 52 anos, empresário, Sines

Este país não anda porque o Governo não manda, limita-se a cumprir as ordens dadas pelos patrões. São estes a causa do atraso. O mecanismo deste atraso, encontra-se no triângulo formado entre patrões, Governo e central UGT. Porque lhe chamo eu um triângulo? Porque os patrões poderosos dão ordens ao governo, com as intenções do aumento dos salários na ordem de um ou dois por cento. O Ministro da Economia, no Orçamento de Estado para o ano seguinte diz: o Governo não pode dar mais que dois por cento de aumento salarial. Chega a hora dos sindicatos reivindicarem um aumento maior e então surge a UGT para assinar o Orçamento de Estado. Desta maneira, os trabalhadores ficaram sem poder reivindicativo. Resultado: alguns patrões dão o aumento de lei aos trabalhadores com salários da ordem dos quinhentos euros, aos outros trabalhadores administrativos paga-lhes fora do contrato, na ordem das centenas de euros. Por outro lado, os administradores aumentam-se o que pretendem, segundo o rendimento da empresa, sem qualquer controle; fazem e desfazem obras desnecessárias; o objectivo é gastar dinheiro para não o dar ao Estado que somos nós todos. Se eu fosse Governo acabaria com os subsídios de qualquer espécie: aos patrões, aos empregados e obrigaria a cumprir com as contribuições de todos. Reduzia o número de deputados, obrigaria estes a cumprir horários, como os restantes cidadãos, criava salários mínimos e máximos, dava incentivos aos mais aplicados, mas com controlo. Nestas condições, só havia dos tipos de cidadãos: os patrões e empregados. Deixava de haver cidadãos de primeira, de segunda, de terceira e os miseráveis. Cabia à sociedade cuidar da educação, da saúde, dos deficientes. Deixava de haver parasitas humanos doutros humanos. Assim se construiria uma sociedade mais justa. Quando falam em democracia, na actual situação, dá-me uma vontade de revolta. Por este estado de coisas, ver deputados a receber chorudos salários e, ao acabar o mandato, a ser compensados em empregos, dados pelo capital, pelo bom comportamento no governo… Isto só tem um significado: prejudicaram os eleitores que os elegeram. A isto chama-se um roubo dentro da lei. De onde chego à conclusão que os que roubam dentro da lei (milhões) não são condenados e os que roubam fora da lei, por necessidade, são presos. Que sociedade é esta? Que tipo de democracia é esta? Nâo passa de uma forma encontrada pelo capitalismo selvagem, em que uns vivem, outros sobrevivem e outros desaparecem sem glória. José Magalhães Pinto, 61 anos, aposentado, Porto

Porque é que o Primeiro-Ministro nunca participaria num governo sombra? Ele quer é ficar moreno com os holofotes do Poder, não fosse o 6º mais elegante segundo o El Mundo. Pudera, é um dos poucos portugueses que ainda não anda de tanga. José, 43 anos, professor universitário, Porto

Atendendo à minha vocação parlamentar, que ficou expressa anteriormente, gostava de perguntar ao Governo Sombra, em que medida é que o plano para ressuscitar a economia portuguesa, apresentado pelo governo Sócrates, irá contribuir para isso mesmo? Confesso a minha ignorância mas parece-me que, quando alguém está a morrer afogado temos de: 1º Tirá-lo da água; 2º Tirar a água dos pulmões; 3º Fazer respiração artificial (se for o caso). Estas medidas anunciadas, bem ao estilo socratiano, parecem mais um conjunto de boas intenções, que, seguramente, mal não fazem, mas que deixam dúvidas sobre se vão fazer alguma coisa pela recuperação económica. Voltando ao meu exemplo é como se o Engº Sócrates fosse o nadador salvador da praia de Matosinhos, que ao ver uma mulher de 130 kg a debater-se com o mar, saltasse de forma ágil e destemida para cima de um bote, remasse com todas as suas forças até à naufraga, que nesta altura já teria engolido para cima de 100 litros de água, uma tainha e dois "paraquedistas" castanhos. Ao chegar perto da mesma, em vez de a içar para cima do bote, retirava com toda a pompa, alheio aos gritos de aflição da mulher, um frasquinho de antibiótico e despejava-lhe uma colherada goela abaixo. Então, levantando-se, dirigia-se para o povo que tinha acorrido em massa à praia e dizia: Toma este antibiótico, mulher, antes que morras de pneumonia... Miguel Matias, 41 anos, coveiro, Porto

Sim senhor, um Governo Sombra. Era isso que se precisava neste Portugal. Mas que eu saiba para haver um governo decente terá que existir uma oposição. Raul, 17 anos, estudante, Leiria

Governo Sombra ao poder. :-) Mike, 32 anos, funcionário público, Portalegre

Always by the shadows... Paulo Alexandre Vilhena da Cruz, 30 anos, servente de pedreiro, Cercal do Alentejo
 



Colocado por governosombra em 15-12-2008 às 12h43

Eu ofereço-me para deputado daqueles que só trabalham às quintas quando o fim-de-semana não é prolongado... e desde que dê para votar em casa, deitado... Há lugar para mim? Nuno Jorge, 32 anos, músico, Peniche

Na próxima sessão plenária da assembleia do Governo Sombra deveria ser aprovado o seguinte regimento da Assembleia da Republica. 1º: o fim-de-semana começa na quinta à meia-noite e acaba na quinta seguinte às 24 horas; 2º: os deputados têm uma hora para debater os problemas da nação, com intervalos de 60 minutos; 3º aos deputados que dormem no plenário, deve ser servido um café quando acordarem; 4º: sempre que os deputados estejam a discutir questões de âmbito nacional, devem ser expulsos; 5º: os deputados nunca se enganam nem têm dúvidas; 6º: os deputados devem receber um subsídio de inactividade, ou seja, quem mais dorme mais ganha; 7º: deve ser criada a LPD (Liga de Protecção do Deputado), para evitar dizer bem dos representantes da nação; José João, 29 anos, professor, Freixo de Numão

Como líder do movimento cívico F.omos O.utrora D.estemidos, A.gora - S.omos E.stupidos, o (F…-..) , proponho que os deputados faltosos sejam castigados a receber um preso de Guantanamo, em casa, durante um ano. Paulo Brás, 44 anos, lírico, Lisboa

Manuela Ferreira Leite acusa o governo de "falta de rigor" nas previsões do deficit do próximo ano. O que nos vale é que a Manuela é cheia de rigor. Acreditamos que, se ela fosse governo, ia acertar com tanto rigor no deficit como no controle da assiduidade do seu grupo parlamentar... Srs. do PSD, alguém tenha o cuidado de avisar a vossa líder, que nós os portugueses da sombra, estamos fartos dessa conversa do deficit e o que queremos é que os políticos nos digam como vamos arranjar empregos, como vamos pagar as prestações das casas, como vamos dar de comer aos nossos filhos. Deficit é o gasto excessivo do Estado e talvez possam começar por dispensar metade dos deputados, que não estão lá a fazer nada, como se viu. Terão, assim, mais tempo para "estar com a família" e não terão que fazer "directas desumanas"... Eu, pela parte que me toca, vou continuar a fazer directas, para ver se consigo continuar a levar alguma coisa de comer aos meus filhos... Miguel Mathias, 41 anos, coveiro, Porto

Vi uma declaração de um deputado do PSD a sugerir que os deputados deviam trabalhar mais entre segunda e terça-feira para evitarem trabalhar à sexta, podendo assim ver as suas famílias durante mais tempo, ou seja num fim-de-semana prolongado. Quero enviar daqui um agradecimento a este Sr. Deputado pela ideia que teve; eu próprio vou aderir a este sistema e prometo que vou passar a palavra ao maior número de empresas para que o adoptem. Afinal, todos temos família. Vou ainda mais longe: acho que estamos perante uma excelente solução para acabar com o desemprego - uns trabalham segunda, terça, quarta, outros quinta, sexta e sábado. O domingo é dia "santo". Até que enfim que se fez luz... Já agora uma dica: a oposição devia guardar estas soluções para os momentos eleitorais. "O segredo é a alma..." José Marques, 44 anos, micro-empresário, Viana do Castelo



Colocado por governosombra em 14-12-2008 às 08h34

Há coisas com que não se brinca

in Visão, por Sara Belo Luís (fotos de Luís Barra


Quem disse que o comentário político não consegue escapar ao cinzentismo nacional? O poder está nas mãos de um Governo Sombra radiofónico 

Fonte amiga garantiu à VISÃO que, todas as semanas, quase sempre pela noitinha, há um outro governo que se reúne. Discute políticas sectoriais, regulamenta legislação em vigor, define as estratégias a adoptar. As pastas são atribuídas de forma rotativa a João Miguel Tavares, Pedro Mexia e Ricardo Araújo Pereira, os três únicos ministros, pois este é um elenco governativo multi-funcional e bastante eficiente. O jornalista Carlos Vaz Marques faz de moderador. E, segundo afiança o próprio, de «garante da seriedade».

O dever de informação obriga-nos a sossegar os leitores, assegurando que não existem golpes de Estado a ser preparados. Pelo menos, com a cumplicidade da VISÃO. Uma síntese das reuniões deste conselho de ministros é depois tornada pública, através da antena de uma rádio. Pode até acontecer que das resoluções do Governo Sombra - assim se chama o novo programa de comentário político da TSF (passa às sextas-feiras, ao fim da tarde, repete aos sábados e também está disponível em podcast) - saia qualquer coisa de benéfico para os destinos da nação. Depois de termos assistido à última edição, aqui se dá conta do que se passa nos bastidores do (contra)poder. Respeitando a confidencialidade, tentaremos não revelar segredos de Estado.

À zona da Matinha, onde em Lisboa se situa a redacção da TSF, começam por chegar João Miguel Tavares e Pedro Mexia. O primeiro ficará com o ministério da República dos Açores. O segundo, com a cultura. Ricardo Araújo Pereira, que hoje será o titular da pasta da Defesa, está atrasado (parece que é costume). Gravam de véspera a reunião do Governo Sombra. «É o décimo programa regular», explica Carlos Vaz Marques uma vez que, na noite das eleições americanas, houve uma edição especial. Fala-se sobre a possibilidade se passarem a incluir assuntos futebolísticos, comentam-se as reacções dos ouvintes (chegadas através do blogue do programa). Até já tiveram honras das bloguers Rititi e SushiLeblon. Nota de rodapé do moderador: «Isto está de facto a internacionalizar-se». Quando Ricardo chega, os restantes membros do governo encontram-se no estúdio, de bloco de notas aberto. Ficamos cá fora. Onde, além de se poder tossir, também se pode exercer o direito à indignação de viva voz. Não há mais tempo a perder: «Está reunido o Governo Sombra».   

O divórcio de Oliveira e Costa

Carlos Vaz Marques, um moderador bastante discreto, não se perde em considerações. E trata de assegurar o regular funcionamento das instituições. Tem a palavra o titular da pasta da Defesa que, pela voz de Ricardo Araújo Pereira, o ministro mais à esquerda de todo este governo, expressa o seu desejo de «ver o primeiro ministro da Defesa a ter conhecimento de aviões da CIA a passar por Portugal». Já vai sendo hora de passarmos a ter «turistas de pé acorrentado» em vez de «turistas de pé descalço». João Miguel Tavares diz que, nesta matéria, não esquece a sua «costela de realpolitik»: afinal, Guantánamo não está quase a fechar? 

A ordem de trabalhos prossegue e, em seguida, João Miguel Tavares admite que está baralhado com o estatuto dos Açores. «Por mais voltas que dê à moleirinha, não sei o que é que hei-de pensar». Trata-se de «uma questão fracturante» (Ricardo Araújo Pereira) e pode ser o fim da «cooperação estratégica» (Pedro Mexia). Quando não é membro do Governo Sombra, Pedro Mexia ocupa agora o cargo de subdirector da Cinemateca. Impõe-se, por isso, um esclarecimento: «Muito servilmente, digo que o ministério está muito bem entregue. Sua excelência o ministro da Cultura sabe o que está a fazer». Feita a salvaguarda, chama a atenção para o novo museu de arte africana, um projecto «bastante bizarro tendo em conta o estado dos museus». «É a escola Carlos Pinto Coelho da lusofonia», defende. 

A política à portuguesa não é muito dada ao humor. Subtilezas não são muito apreciadas e a ironia é quase sempre levada à letra. Há coisas com que não se brinca (e o respeitinho é muito bonito). Convém ainda recordar que, em tempos de maiorias «laranja», já houve demissões ministeriais por causa de anedotas (de profundo mau gosto, é certo). Os membros do Governo Sombra não só têm estados de espírito como os confessam em público. Ricardo sente-se «impressionado» com a capacidade de o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, fazer afirmações sobre o caso BPP e, de imediato, dizer exactamente o contrário. Pedro Mexia admite estar «escandalizado» porque, «na mesma semana em que entra em vigor a Lei do Divórcio, anuncia-se que o Estado vai tentar anular o divórcio de Oliveira e Costa»: «O Estado está a emitir sinais confusos aos portugueses». Por fim, João Miguel Tavares está prosaicamente «feliz» com a atribuição da bola de ouro a Cristiano Ronaldo, que «precisava desesperadamente daquele título».  

A Hillary faz falta

Há dois meses que este elenco governativo se reúne. Dizem eles que nem definiram o tom do programa, mas, logo no primeiro encontro, houve quem os enfiasse no privado de um restaurante lisboeta como se de uma conspiração se tratasse. «Conversa de café sofisticada», na definição do «obama maníaco» João Miguel Tavares. Um espaço de humor ou de comentário político? «É a tradição anglo-saxónica», lembra o mais conservador, Pedro Mexia. Carlos Vaz Marques não tem dúvidas: um programa de comentário político. Mesmo que, para a geração de 70 (à qual pertencem os membros deste governo, todos na casa dos 30), um e outro sejam indissociáveis. Mesmo que haja quem ache que isto não passa de um exercício de «engraçadismo», para usar uma conhecida expressão que Pacheco Pereira aplicou à blogosfera. Aos «engraçadistas», com muito gosto, consola-os o facto de haver ouvintes (muitos adolescentes, diz Carlos Vaz Marques) a dizer que querem fazer parte deste governo. 

Próximo do final, telegraficamente, passam-se em revista alguns dos temas da semana. Do Congresso do PCP à entrada de Hillary Clinton na equipa-maravilha de Barack Obama. Todos em sintonia: «Yes, we can» (Obama), «sim, é possível» (Jerónimo de Sousa), «Sim, nós podemos» (José Sócrates). Sobre a nomeação de Hilary para secretária de Estado, pergunta João Miguel Tavares: «É pôr a raposa no galinheiro?». Ricardo Araújo Pereira alerta: «Espero que não seja um caso de 'a Hillary faz falta'». E Pedro Mexia observa que a renovação anunciada pelo presidente eleito já começa a ficar para as calendas: «A administração Obama é uma espécie de administração Clinton 3».

Faltam ainda os decretos. Por sinal, nada burocraticamente aborrecidos: Pedro decreta o visionamento de quatro dvds sobre escritores portugueses (uma colecção Midas/Fnac) e Ricardo decreta a leitura de O Festim da Aranha (na tradução de Aníbal Fernandes, publicada pela Assírio & Alvim). João Miguel Tavares, auto-denominado «o gajo que faz a ligação com o povo», decreta que passem a tratar-se por «senhor ideólogo» (Pedro Mexia), «senhor humorista» (Ricardo Araújo Pereira) e «senhor crítico» (ele próprio). Seguiu a sugestão de um ouvinte. Em off, fontes próximas garantiram à VISÃO que os ouvintes da Quadratura do Círculo (actual versão televisiva) ou do Flashback (antiga versão radiofónica) não sugerem coisas destas.      



Colocado por governosombra em 13-12-2008 às 09h46

Do trabalho... 

in Chá com Porradas, por Pedro Costa

(...) Ricardo Araújo Pereira relembrou hoje na TSF um episódio que se passou quando foi jurado do programa "Dança Comigo" da RTP. No palco, Fred Astaire (Zé Diogo Quintela) e Ginger Rogers (Odete Santos) disputavam a taça para o maior coxo do audiovisual português. Ricardo Araújo Pereira esforçou-se por fazer esquecer a vergonha que se passava na pista de dança e resolveu fazer um comentário acerca de uns deputados que se tinham baldado (acho que cem) a uma qualquer votação uns dias antes.
Odete Santos encheu-se de brios e largou-lhe os cães. Lembro-me perfeitamente que a personagem até espumava. Dias depois, José Pacheco Pereira destratava o rapaz de demagogo para cima.
E porquê falar disso agora?
Pois é.
É que agora há quem ache que os deputados que se baldaram na sexta feira passada deveriam ser irradiados nas próximas eleições.
E quem é que acha isso?
Quem?
José Pacheco Pereira, quem mais?
Agora já não é demagogia!
Mas há mais.
Guilherme Silva, com a lágrima ao canto do olho, chamou a atenção para as degradantes condições em que trabalham os deputados da Nação. Calcule o prezado leitor que os desgraçados só têm dois dias por semana para estarem com a família. Convem encurtar a semana de trabalho para três dias -terça, quarta e quinta- para se baldarem à quinta à tarde.
E que dizer de Zita Seabra que demorou uma semana para arranjar uma justificação para ter assinado o livro de presenças pondo-se em seguida na alheta. Uma semana para descobrir que afinal concorda com a avaliação dos professores.
De hoje a oito dias voltaremos ao tema porque hoje voltou a haver gazeta no Parlamento: uma comissão qualquer do orçamento e finanças começou muito mais tarde -adivinhem porquê- a malta baldou-se!
É o stress do Natal...



Colocado por governosombra em 13-12-2008 às 08h21

Gostaria de ser empossado Ministro do Desemprego, devido à minha grande experiência nesta área. Carlos Sebastião, 39 anos, profissão: qual profissão? Lisboa

Governo sombra deste governo? Presume-se que este estaria ao Sol, o que não será verdade de todo. De facto, governo mais incompetente, insuportável e até repugnante não deve ter havido em Portugal. É só esperar que os portugueses acordem deste torpor que a comunicação social ajudou a criar para se aperceberem que "o rei vai nu". E votem em qualquer um, menos nestes. J. Morais, 40 anos, empregado de escritório, Paredes

Ai, o barco vai ao fundo, vai, se não corrigirem a rota, ai, vai ao fundo, vai; os iceberg´s estão aí, e olhem que não são tão poucos assim. Ou Sócrates, o engenheiro, tem juízo, ou então não haverá engenharia que lhe valha. João Carlos Soares, 53 anos, técnico de sistemas, Barreiro



Colocado por governosombra em 13-12-2008 às 01h20

Existem lavagens de dinheiro Legais e Autorizadas em Portugal. É verdade! - Isto não é uma informação ou noticia sensacionalista! Em Portugal já existem centros autorizados de lavagem de dinheiro! - Sabem aonde? - Nos casinos! Sim, nos casinos! Passo a comentar: hoje em dia, qualquer cidadão que vá jogar ou não a um casino e levar dinheiro consigo, pode muito bem justificar a sua proveniência se ela tiver origem duvidosa! - O sistema é simples e prático! - Dando como exemplo o casino de Lisboa, (é igual em todos): o cidadão dirige-se a uma qualquer mesa de jogo (roleta, banca francesa, blackjack, etc.), troca o dinheiro por fichas, como se fosse jogar – depois, se jogou ou não, não importa! - Ninguém controla isso! - Mas chegando a hora de se vir embora, dirige-se à caixa para trocar as fichas por dinheiro, aí aparece o caricato da situação!!! - Se ele, cidadão, tiver mais de 2000 euros em fichas para trocar, é obrigado a identificar-se, assinar uma declaração em como recebeu "x" valor no dia tal à hora tal (tudo de acordo com o decreto-lei). Conclusão: um cidadão com dinheiro sujo chega ao casino, troca esse dinheiro por fichas, a seguir troca essas fichas por dinheiro, novamente, com a vantagem, e sendo um valor superior a 2000 euros fica lá registado que o ganhou a jogar! - limpinho não é? Entra com o dinheiro sujo e sai de lá com ele limpo, lavado e justificado! Se alguma autoridade o questionar, depois, sobre a proveniência do dinheiro, ele simplesmente diz: ganhei-o no casino! - Se duvidam!? - vão lá ver! - Tá lá registado... Abençoadas leis estas que existem por cá!... São próprias para ajudar quem precisa... e fazem aumentar o pib nacional. Ferreira de Sousa, 47 anos, ex-empresário, Leiria



Colocado por governosombra em 12-12-2008 às 00h37

E que tal convidarem o Dr. Medina para assessor do V. Governo!? P.S.: O Homem também está e estará rábico. Joaquim Caeiro, 41 anos, Geógrafo, Coimbra

O Governo Sombra começa a parecer-se com uma autarquia. A propósito do museu de arte moderna africana, Pedro Mexia defendeu posições típicas da ponta esquerda. Do tipo, para quê gastar dinheiro com um museu novo quando os velhos estão dificuldade e não há dinheiro para a cultura portuguesa em Moçambique e tal. Isto é o que qualquer secretário do PCP diz quando se propõe construir algo que não seja um hospital ou uma escola. A minha dúvida é: o Pedro Mexia não era suposto ser o gajo de direita? LC, 44 anos, intelectual de esquerda, Lisboa

Eu do alto dos meus 41 anos pensava que já tinha visto tudo. Qual não foi o meu espanto ontem, ao ouvir as declarações do nosso ministro (sem sombra) Luis Amado: "Portugal está disponível para receber prisioneiros de Guantanamo" Então o Governo Português está disposto a ser conivente com um crime contra a humanidade, com um atentado aos direitos do Homem, que representa tudo o que envolve a prisão de Guantanamo? A forma como foram presos, a ausência de acusações formais, a prisão ilegal a tortura. A que propósito? O próprio Obama já reconheceu a vergonha que Guantanamo representa para o povo Americano. Como qualquer pessoa séria, e com as responsabilidades com que será investido, terá que assumir o erro e que resolver internamente todo este "embrulho" que lhe foi deixado pela administração Bush. O Sr. Luis Amado devia andar mais preocupado em apoiar a nossa diáspora e em estabelecer parcerias mais firmes com os países de língua oficial portuguesa, do que em tentar ajudar a varrer para debaixo do tapete o lixo dos outros. Tenha vergonha, diga menos asneiras e trabalhe mais! Miguel Mathias, 41 anos, coveiro, Porto

Penso ter qualidades excepcionais para ministro do trabalho deste governo, já que sou quase autor do lema: «Não deixes para amanhã o que podes fazer depois de amanhã» Pela semana dos 40 minutos, quarta de manhã, mesmo antes do meio-dia. Vasco Moreira, 41 anos, Lisboa

Se me permitem, gostaria de transcrever um pequeno excerto, para vossa lúcida reflexão, de um livro lançado recentemente, intitulado "O Poço", de Nuno Monteiro, da Papiro. "Por determinação do senhor presidente, saudoso timoneiro, senhor virtude suprema, anuncia-se e assinala-se que se suprimirão todos os pássaros que, capazes de voar, influenciem negativamente o pensamento. Mais se informa que o voo, essa manifestação perigosa pode ser confundida com desobediência, como tal é decreto imperial impedi-lo. Como os pássaros são avessos ao engodo das leis, então serão exterminados. Cumpra-se e faça-se cumprir por todos. Viva o sentir de esperança desfeito?! Aprendam a viver sem o canto dos pássaros. Sintam as malhas da justiça do homem. Vivam desfeitos sem ouvir os chilreios, sejam prostrados, por favor, amestrados. No início custa um bocadinho, no início custa um bocadinho. No fim, já não há pássaros. No fim, já não há sonhos! Foram mortos anti-aéreas, foram mortos anti-aéreas, foram sonhos, foram passados. Bem-vindos ao mundo novo do formato do poço, sejam bem vindos ao silêncio tempestade de negação humana. Sejam capazes de viver sem sonhar. Sejam capazes de copular sem sentir. O que é o ser humano?" Sérgio Morais, 32 anos, professor, Valpaços

Crónicas de um país Adiado I - A maioria absoluta - Quando José , O Engenheiro, conquistou a maioria absoluta, o povo exultou e saiu à rua em festa. Agora é que vai ser, diziam uns, é desta que o país vai para a frente, exclamavam outros, e os amanhãs cantavam, ou pelo menos trauteavam. O que ninguém sabia, nem sequer desconfiava, é que os amanhãs cantavam sim, e bem afinados, mas em playback... Com efeito, quando, pouco depois da tomada de posse, com base no relatório do amigo Vítor (que mais tarde ganharia os cognomes sinónimos de O Ceguinho e O Árbitro de Futebol), segundo o qual a situação financeira do país era muito grave, pois o anterior PM teria deixado vários calotes no PIB, José anunciou que afinal teria de subir os impostos, em vez de os baixar como prometera, o pessoal desconfiou logo de tão esfarrapadas desculpas. Mas foi quando, com o desemprego a subir, O Engenheiro anunciou sem se rir, que o plano com que prometera criar 150 mil postos de trabalho estava a correr muito bem, que todas as ilusões que alguns ainda pudessem ter sobre tal figura deram um trambolhão monumental. Afinal o gajo era igual aos outros: prometia o que fosse preciso para lá chegar, e depois faltava ao prometido com enorme desfaçatez, tentando fazer passar por parvos todos os portugueses, com pretextos que nem um miúdo de dez anos aceitaria. Fernão Mendes Pinto Muito - Cronista Oficial do Reino. Fazemos crónicas por medida. Orçamentos grátis. Deslocações a todo o país. AMS Viegas, 48 anos, informático, Lisboa



Colocado por governosombra em 11-12-2008 às 12h57

Ricardo Araújo Pereira anuncia que na próxima reunião do Governo Sombra estará rábico.

- Estará o quê?

- Estará rábico.

- Ah.

Para evitar desde já quaisquer mal-entendidos, aqui se transcreve a entrada do Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa relativa ao referido vocábulo (que surge entre rabicó e rabicurto), cuja primeira ocorrência documentada é de 1881 e que é usado sobretudo no domínio da veterinária.

rábico adj. (1881 cf. CA) INFEC VET relativo a rábia ou raiva. ETIM rábia+-ico; f. hist. 1881 rabico



Colocado por governosombra em 11-12-2008 às 07h54

A continuarem a opinar assim, ainda são convidados para o futuro governo Sócrates, não podem ser é mais elegantes que o Sócrates... Manuel Carvalho, 36 anos, gerente comercial, Valongo

Se os objectivos do Governo Sombra são para travar o governo ditatorial socratino, então contem com mais um voto de um socialista arrependido! Lorosae, 58 anos, professor, Sol Nascente

Gosto muito das expressões: "ir para o poleiro", "são todos uma cambada de comedores", "são todos iguais", "aquele é um verbo de encher", " a vida está má"... São alguns exemplos daquilo de que as pessoas em geral se apercebem... Naturalmente que o poder/governação se efectua através do conhecimento… Acho que as pessoas não querem assumir essa responsabilidade (da mudança) e preferem assumir a típica inércia.pt e ir dizendo "isto é que vai uma crise". Paulo Fernandes, 31 anos, engenheiro mecânico, Oliveira de Azeméis

Amigos mais esclarecidos que a minha pessoa, pergunto: porque é que vejo as mesmas pessoas - falo de algumas com alguma visibilidade - a ocuparem vários tachos ou cargos...Vamos imaginar que um tipo ocupa dois ou três tachos - não estando em causa o seu mérito - não seria melhor , mais justo, eu sei lá, dividir o mal pelas aldeias? Com toda a certeza que o desemprego - falo por mim - baixaria drasticamente. Bem, foi somente um desabafo porque penso realmente que quem tem essa tachada com toda a certeza tem mérito e é bem mais habilitado do que a minha pessoa... Obrigado por lerem... Desculpem qualquer coisinha. Fernando Ramires, desempregado

Ouvi algures que os deputados se baldaram a uma sessão onde era necessário votar algo. Mas afinal nós só sabemos que eles faltam quando aparece um apito mais afinado. E o resto? Já experimentaram ver o canal AR. Eh pá, que pasmaceira. O pessoal, lá, tira cada soneca. Eu acho que é trabalho a mais... Acho eu, não é? rrsrsrr Fátima, 58 anos, empregada de escritório, Braga

Ficam na sombra daqueles que se dizem democratas para não serem vistos como políticos que só fazem democracia nas eleições, para votar uma lei nem vê-los... os democratas e os outros. alf holm, 34 anos, profissão: otário, Parede

Sou bancário mas tenho vergonha de admitir... Rui Fontinha, 35 anos, informatico/talhante, Lisboa

bla bla bla bla bla bla Alexandra, RP, 34 anos, Guarda



Colocado por governosombra em 10-12-2008 às 07h53

Quando escreveu “Pato Donald”, uma das crónicas agora incluídas no livro “Nada de Melancolia”, o Pedro Mexia ainda não supunha, seguramente, que viria a ter um programa de rádio. É ouvi-lo, de viva voz.

“Nada de Melancolia” (edição Tinda da China) recolhe as crónicas de Pedro Mexia escritas para a revista NS, entre Janeiro de 2006 e Abril de 2007. O prefácio é de Miguel Esteves Cardoso. O lançamento na próxima sexta-feira, dia 12, às 21.30, no bar Incógnito, em Lisboa. A apresentação estará a cargo de Rui Reininho. A música vai ser escolhida por Nuno Miguel Guedes e José Diogo Quintela. Que ninguém diga que não foi avisado.



Colocado por governosombra em 09-12-2008 às 21h45

Ouvi na TSF que o Sr. Guilherme Silva tinha proposto "que haja plenários da Assembleia da Republica apenas à terça, quarta e quinta-feira, para evitar o problema das faltas dos deputados que saem mais cedo para o fim-de-semana". E que tal se for apenas à quarta-feira... à tarde... pode ser? Hmmm... Se calhar estraga o "meio da semana", não é? Deixem lá... Façam um favor: não apareçam nunca! Michkin, 26 anos, psicólogo, Santa Maria da Feira

No Governo Sombra não quero participar, mas deputado, isso sim, principalmente se a proposta do Dr. Guilherme Silva vingar, com os plenários apenas entre as terças e as quintas. Mas o Dr., parece-me que está a ficar um pouco "mole", porque não apenas às quartas, isso é que era, ou então por videoconferência, ou ainda melhor por correspondência. Miguel Mathias, 41 anos, coveiro, Porto

Será que posso trocar um lugar no Governo Sombra por um lugar de deputado ao sol de sexta a segunda -feira? Henrique Oliveira, 42 anos, toc, Braga



Colocado por governosombra em 09-12-2008 às 13h40

Aprecio o trabalho do Governo, principalmente quando trabalha ao domingo. Não se poderá dizer que não é um Governo esforçado que certamente no trabalho dominical segue o seu esforçado líder que, como é sabido e esquecido, se licenciou ao domingo. Vem este comentário a propósito da prorrogação dum célebre pagamento por conta de IRC que na sexta-feira foi promulgado em Lei para ser efectuado até 15 de Dezembro e, logo no domingo seguinte, foi prorrogado para 31 de Dezembro. A justificação pode até passar despercebida: "PUBLICAÇÃO TARDIA". Ora, a publicação é feita após a Lei ser promulgada e referendada pelo PR que demorou quase um mês a fazê-lo. Eu, que andava preocupado e atento ao surgimento legal da antecipação daquela obrigação de pagamento, até pensei que o PR e os seus doutos assessores andassem para concluir pela não retroactividade da lei fiscal. Se a publicação tardia foi a causa e a culpa foi do PR, permitiu pelo menos ao Governo oferecer uma prenda de Natal antecipada e em papel de embrulho de mais uma embrulhada. Ainda há atrasos benéficos... Rui Gomes, 53 anos, economista, Marinha Grande

Gosto deste governo mas ainda assim é um pouco meigo. Esta será a razão pela qual irei ser convidado para fazer parte deste governo. É preciso mais malageta. António Sampaio, 31 anos, professor, Maia

Têm que deixar de ser tão soft ou tão light. Se é certo que a brincar se podem dizer grandes verdades, brincar com coisas sérias também pode servir para branqueá-las, aligeirando a sua gravidade. Pior ainda se se der a entender isso mesmo. Creio que o RAP :) e os GFfffds devem ligar-se mais ao jornalismo de investigação como fontes do V/ trabalho. Ou seja, com o futuro e não com o presente ou passado recente (de 1 ou 2 semanas). Será essa a diferença entre um ocasional bom conjunto de graçolas e um perene humor de choque, o qual, na minha modesta opinião, é exactamente um dos poucos canais possíveis para dar a volta ao lamaçal em que este Portugal tão mal frequentado e mal governado se tornou. Saúde e Sorte. JB Dlegs, 48 anos, gestor, Lagos

Pretendo estar na sombra até surgir a oportunidade. E então seremos vitoriosos. António, 38 anos, informática, Lisboa

Eu quero ser Presidente da República! Posso? Ou então Primeiro-Ministro, pode ser? Hugo Virgilio Pereira Roupar Leite, 21 anos, estudante, Terras de Bouro

Como podemos nós fazer sombra  a um governo onde o Sol não brilha? Ah, já sei! O suposto eng. manda colocar daqueles holofotes de iluminar monumentos para encandear todos e assim fazer uma sombra negra, brutal! Mas depois descobrem que não há dinheiro para pagar a conta da electricidade porque alguém o desviou para uma offshore... E lá ficam todos às escuras novamente sem saberem que o offshore pertencia a um tio da prima da irmã de um cunhado de um alto funcionário da EDP... 1 abraço a todos os membros deste governo que um dia hão-de ver as luzes da ribalta, se alguém descobrir onde pára o interruptor... Pedro Miguel Dias Lemos, 37 anos, chefe de armazém, Mem Martins

Como estou em fim de curso queria ver se me arranjavam por aí um lugarzinho nem que seja como Ministro de Estado e dos Assunto do Ultramar... (porra, esta veia de taxista não me larga!). Agora a sério, Ministro de qualquer coisa, mas tem que ser num Governo que seja mesmo uma sombra do que lá está agora, porque o que é verdade hoje, amanhã pode já não ser... Ministro dos Algarves... fixe!!! Filipe, 22 anos, estudante, Murtosa



Colocado por governosombra em 08-12-2008 às 14h52

O projecto será anunciado amanhã pelo próprio primeiro-ministro. Mas o essencial já é conhecido. Vai chamar-se Africa.cont, e há-de ser um museu de arte africana, a instalar na zona das Janelas Verdes, em Lisboa, lá para 2012. Pedro Mexia, que na última reunião do Governo Sombra escolheu para si a pasta da Cultura, não vê que haja razões para entusiasmo.