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Ricardo Araújo Pereira
Ricardo Araújo Pereira nasceu em Lisboa, em 1974. Em 2003, juntamente com Miguel Góis, Tiago Dores e José Diogo Quintela, formou o grupo humorístico Gato Fedorento. Escreve crónicas na revista Visão e no jornal A Bola. É o sócio nº 17.411 do Sport Lisboa e Benfica.
Pedro Mexia
Pedro Mexia nasceu em Lisboa, em 1972. Licenciado em Direito pela Universidade Católica. Entre 1998 e 2007 fez crítica literária no Diário de Notícias. É desde 2007 crítico no jornal Público, onde também assina uma crónica semanal. Exerce actualmente as funções de Director interino da Cinemateca Portuguesa. Publicou seis livros de poemas (o mais recente é «Senhor Fantasma», 2007) e quatro de prosa (o último foi «Estado Civil - Diário de uma Crise», 2009).
João Miguel Tavares
João Miguel Tavares nasceu em Portalegre em 1973. Após uma passagem fracassada pela Engenharia Química, licenciou-se em Ciências de Comunicação. Iniciou a sua carreira profissional no Diário de Notícias, onde se manteve até 2007, altura em que saiu para fundar a revista Time Out Lisboa. É colunista do Correio da Manhã. Vive com a mulher e os três filhos em Lisboa.
Origens genéticas (correio .18)
Colocado por governosombra em 17-12-2008 às 08h02

Na última reunião do Governo Sombra, João Miguel Tavares afirmou ter descoberto que é (como toda a população originária do sul de Portugal) 36% sefardita e 16% magrebino. O estudo dos mapas genéticos publicado por um jornal científico deixou JMT “consolado”. O ouvinte José da Costa Madeira ouviu-o e, a partir do mesmo estudo, tira conclusões um bocadinho diferentes.

O trabalho realizado sobre a origem genética dos Portugueses, do American Journal of Genetics, não implica que somos parte judeus, parte árabes e parte celtas. Os resultados ao cromossoma Y (um cromossoma que não hibrida) indicam, na realidade, que 40% das pessoas a Sul do Mondego têm 100% de marcadores genéticos sefarditas e, por isso, não se podem distinguir de qualquer judeu alegadamente "puro". Os restantes cromossomas (os que não são marcadores da origem semita) podem realmente ter misturas, mas a assinatura genética está lá e não é diluível nem apagável. Mais correctamente, estes trabalho apenas contabiliza os descendentes de judeus por via masculina. Se um judeu (homem) só tivesse tido filhas, e as suas filhas casassem com não judeus, então os seus filhos, neste teste, seriam apresentados como com 0% de sangue judeu. Deste modo, a leitura dos resultados genéticos é a seguinte: 40% da população a Sul do Mondego apresenta o cromossoma Y 100% puro, como qualquer Judeu e, por isso é um judeu puro. A restante população pode ter origens judias hibridas mas a sua origem foi feita por via feminina. Como consequência, provavelmente todos somos semi-judeus e 40% são judeus geneticamente idênticos a judeus puros (mesmo que o não sejam!). Consequência? Portugal tem na sua população maior número de Judeus (geneticamente comprováveis e geneticamente prováveis) do que Israel, onde só 77% da população tem alguma origem judaica, e a população total é de 7 milhões! Isto não deve surpreender-nos, pois Hitler, no seu plano "Félix" e posteriormente modificado para "Isabella" planeava o extermínio de toda a nação "Portugal é o único estado hebraico do mundo. Não se conseguem distinguir os não judeus.". Que Consequências devemos tirar disto para o quotidiano dos portugueses e para a posição de Portugal no Mundo? Reflictam por favor! José da Costa Madeira, 30 anos, profissão: activista pró-semita, Porto.

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