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Ricardo Araújo Pereira
Ricardo Araújo Pereira nasceu em Lisboa, em 1974. Em 2003, juntamente com Miguel Góis, Tiago Dores e José Diogo Quintela, formou o grupo humorístico Gato Fedorento. Escreve crónicas na revista Visão e no jornal A Bola. É o sócio nº 17.411 do Sport Lisboa e Benfica.
Pedro Mexia
Pedro Mexia nasceu em Lisboa, em 1972. Licenciado em Direito pela Universidade Católica. Entre 1998 e 2007 fez crítica literária no Diário de Notícias. É desde 2007 crítico no jornal Público, onde também assina uma crónica semanal. Exerce actualmente as funções de Director interino da Cinemateca Portuguesa. Publicou seis livros de poemas (o mais recente é «Senhor Fantasma», 2007) e quatro de prosa (o último foi «Estado Civil - Diário de uma Crise», 2009).
João Miguel Tavares
João Miguel Tavares nasceu em Portalegre em 1973. Após uma passagem fracassada pela Engenharia Química, licenciou-se em Ciências de Comunicação. Iniciou a sua carreira profissional no Diário de Notícias, onde se manteve até 2007, altura em que saiu para fundar a revista Time Out Lisboa. É colunista do Correio da Manhã. Vive com a mulher e os três filhos em Lisboa.
Março 2009 - Posts
Colocado por governosombra em 31-03-2009 às 23h38

Desde que vivo em Espanha (ou deveria dizer na Galiza?)

in Margem de Erro, por mchiavegatto

Passei a:
[...]
- Ouvir o Governo Sombra ao domingo de manhã
[...]



Colocado por governosombra em 31-03-2009 às 07h15

Expliquem-me, por favor, porque eu devo estar a ver mal, como é que se justifica:

1) Aquisição [pela Administração Regional de Saúde do Alentejo]: 1 armário persiana; 2 mesas de computador; 3 cadeiras c/ rodízios, braços e costas altas - pela módica quantia de 97.560,00 EUROS (!!!)

2) Em Vale de Cambra, vai-se mais longe... e se pensam que o Ferrari do Cristiano Ronaldo é caro, esperem para ver quanto custa um autocarro de 16 lugares para as crianças: 2.922.000,00. É isso mesmo: quase 3 milhões de euros???

3) No Alentejo, as reparações de fotocopiadoras também não ficam baratas: reparação de 2 Fotocopiadores WorkCentre Pro 412 e Fotocopiador WorkCentre PE 16 do Centro de Saúde de Portel: 45.144,00. €

4) Ao menos, em Alcobaça , a felicidade e alegria das crianças fala mais alto: 8.849,60 euros para a Concentra em brinquedos para os filhos dos funcionários da Câmara!

5) Mas voltemos ao Alentejo, onde - por uns meros 375.600,00 euros se podem adquirir: "14 módulos de 3 cadeiras em viga e 10 módulos de 2 cadeiras em viga." Ora... 14x3 + 10x2 = 62 cadeiras... a 375.600,00 euros dá um custo de... 6.058,00 Euros por cadeira! Mas, pensando bem, num país onde quem precisa de ir a um hospital passa mais tempo sentado à espera do que a ser atendido - talvez se justifique investir estes montantes no conforto dos utentes...

6) Em Ílhavo, a informática também está cara: 3 computadores e mais uns acessórios custam 380.666,00. Sem dúvida, uns supercomputadores para a Câmara Municipal conseguir descobrir onde andam a estourar o orçamento.

8) Falando em informática, se se interrogam sobre o facto de a Microsoft ser tão amiga do nosso País, e de como o Bill Gates é/era o homem mais rico do mundo... é fácil quando se olha para as contas: renovação do licenciamento do software Microsoft: 14.360.063,00. €

9) Mas, para acabar em pleno, cagar, na capital, fica caro meus amigos! A Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa gastou 5.806,08 euros em 9072 rolos de papel higiénico! Ora, uma pesquisa rápida pela net revelou-me que no Jumbo facilmente encontro rolos de papel higiénico (de folha dupla, pois claro! - pois não queremos tratar indignamente os rabos dos nossos futuros doutores) por cerca de 0,16 Euros a unidade... Mas na Faculdade de Letras, aparentemente isso não é suficiente, e o melhor que conseguiram foi um preço de 0,64 Euros a unidade! É "apenas" quatro vezes mais do que qualquer consumidor consegue comprar - e sem sequer pensarmos no factor de "descontos" para tais quantidades industriais.

Num País minimamente decente, eu deveria poder exigir que me devolvessem o valor pago em excesso, não? Mandava o link para a Faculdade de Letras de Lisboa, e exigia que me devolvessem os 4.000 e tal euros pagos a mais. (Se comprassem no Jumbo, teriam pago apenas 1.451 euros pelo mesmo número de rolos de papel higiénico.)

São situações que, como se pode imaginar, não são as únicas. Se continuasse a pesquisar nunca mais parava - como por exemplo, os mais de 650 mil euros gastos em vinho tinto e branco em Loures. Leitores de Loures, não tinham por aí nada onde estes 650 mil euros fossem melhor empregues???

Tudo isto pode ser verificado no Portal da Transparência http://transparencia-pt.org/



Colocado por governosombra em 31-03-2009 às 00h43

Acho que o M.P. deveria adequirir limusines para que em vez de andarem dois ou três polícias de carro a percorrer as ruas pudessem andarem muitos mais. Ah, e se possível com um barzito. Dava muito jeito. César Mata, 70 anos, reformado, Loures



Colocado por governosombra em 30-03-2009 às 07h04

Análise de Caso: Ministério do Ambiente - Setembro de 2008 - Castelo Branco - Entrega de Processo X que deverá seguir para Coimbra. - Dezembro de 2008 - Chegada de aviso: Processo X segue de Coimbra para Lisboa. - Fevereiro de 2009 - Onde está Processo X? Dois dias a tentar telefonar para obter informação. No final do 2º dia, informação: Processo X está encaixotado pois veio de Coimbra para Lisboa. - Março de 2009 - Onde está processo X? Informação presencial em Lisboa: Processo X seguiu para Santarém. Serão dadas notícias num futuro próximo. Prometo ir informando... Maria R.R., 59 anos, professora, Lisboa



Colocado por governosombra em 28-03-2009 às 09h29

Convosco no poder acredito que não só o país como também o mundo seria um lugar bem melhor para viver. Tinha menos piada é certo, porque substituir cómicos do quilate de um Sócrates, de um Mário Lino, de um Filipe Menezes, Valentim Loureiro, etc. não é tarefa fácil. Acreditem que mesmo a 5000 km de distância às vezes é dificil respirar de tanto riso que essa gente me provoca. E haja magalhaes para distribuir em Cabo Verde! Assim sendo, apesar de não duvidar da vossa competência para governarem, sendo inclusive um vosso apoiante desde a primeira hora, pagando viagem aérea só para ir aí votar em vós, devo dizer-vos que têm de trabalhar muito para poderem superar o nível artístico dessa gente que nos governa!!!!!! Rodrigo Azinhais, 34 anos, estudante, Vero beach - Florida



Colocado por governosombra em 27-03-2009 às 17h08

Eu cá sou Portista. Não me importo nada de ouvir benfiquistas e sportinguistas a discutir, até gosto, mas há uma coisa que não percebo. Porquê passar a semana toda a discutir futebol? Não sou nada apologista que o futebol domine a actualidade, porém, desta vez e só desta vez, vou ter que me manifestar!

Ò meus senhores, qual foi a parte que não perceberam? Esta é uma TAÇA TÂNTRICA! Anos! Anos! Anos! e mais anos sem ganhar nada! Anos! Anos! Anos e mais anos de pressão e perseguição à verdade desportiva. Não se vê logo que eram os preliminares? Foram anos, meus senhores, a adiar ao máximo a conquista de taças e títulos só para obter um prazer mais prolongado (vocês, sportinguistas, já deviam saber disso porque também já andaram 18 anos a adiá-lo) e agora que, finalmente, toda a energia retida se libertou atreve-se o Sporting a dizer que aquilo não é penalty e que não estamos perante um justo vencedor!

Vocês não percebem nada de tantrismo, pois não? O penalty foi um penalty de "intuição estatística"! Não ouviram? Quer dizer, obrigam o árbitro a dar explicações públicas e depois não percebem nada do que ele diz?! Já que querem manifestar a vossa ignorância estejam à vontade, mas isso de não aceitar o resultado só mesmo por falta de fair-play e mau perder!

Acusar uma equipa que teve um «percurso transparente» até chegar à final da competição, vencendo-a com todo mérito ainda vá que não vá, mas não participar da festa, estragando-a, sem perceber, sequer, que quando se ganha uma taça tântrica toda a energia até então reprimida se transforma numa explosão nuclear, ah isso já é demais!

O que pretendem, afinal? Montar uma campanha com o objectivo de «condicionar aqueles que têm responsabilidades pela arbitragem até fim do campeonato»? Ou associarem-se ao clube do Norte para derrubar a direcção da Liga?

Ora, meus senhores, derrubar a Liga vai demorar muito tempo e eu vou já avisando que o clube do Norte não tem ar de quem gosta de tantrismos! Leonor, Aveiro



Colocado por governosombra em 27-03-2009 às 15h35

Aqui está o Avelino Ferreira Torres no seu melhor: "Só acreditava na justiça Divina e na justiça de Fafe [agressão]. Agora começo a acreditar na justiça dos tribunais". Avelino dixit: "Há muitos anos que fui condenado. Há 20 anos que sou vilipendiado pela comunicação social". "Vilipendiado": este termo mais parece um estado de espírito do RAP, que tem uma queda para os termos difíceis... e assim vai a nossa justiça em Portugal; um Francisco Comprido, que tem memória curta, um Avelino, uma Fátima e um Isaltino... eu continuo acreditar na Justiça Divina, mas parece que até essa está em crise... Pedro Oliveira, 35 anos, padre, Marco de Canavezes



Colocado por governosombra em 27-03-2009 às 07h15

A rotatividade das pastas parece-me uma excelente ideia para ser imposta nos diversos ministérios; mas em vez de serem os ministros a rodar, não: uma semana era o porteiro do Ministério que ficava com o cargo do ministro, noutra semana a senhora da limpeza, ou o tarefeiro. Assim como assim, a coisa não podia piorar, qualquer alteração de política seria certamente para melhor. E alguém que sobrevive com o ordenado mínimo percebe muito mais de orçamentos do que um economista que ganha uns milhares. Juventino Fonseca, 39 anos, administrativo, Figueira da Foz



Colocado por governosombra em 27-03-2009 às 07h11

Governo sombra 2

in Samokal blog, por Samokal
 
Há uns tempos atrás fiz um post sobre um dos meus programas de radio preferidos, o "Governo Sombra", que passa semanalmente na TSF.
 
O engraçado é que passado mais de um mês vim a descobrir que tinham um sítio proprio dentro do site da TSF, onde podemos encontrar um histórico das emissões, assim como um blog onde fazem uma continuação dos temas que debatem no referidos programa ou pura e simplesmente emitem opiniões "sui generis" sobre outros assuntos.

Descobri este site porque tenho um localizador de visitas e reparei que recebia visitas de lá. Estranho... muito estranho!!!
 
Vesti a minha farda de investigador informatical e lá fui eu de lupa tentar localizar pistas que me levassem à origem do facto.
 
O que descobri eu para minha surpresa? É que os senhores que estão à frente do referido blog visitaram e leram o meu post e ainda o transcreverampara o seu próprio...
 
Estou mesmo lisonjeado ...
 
Mas apanheio-os na curva. Para uns senhores que se dizem do governo, embora sombra, estão muito atentos ao que se passa à sua volta e em especial ao que se diz deles, logo jamais teriam condições para serem governo.



Colocado por governosombra em 26-03-2009 às 07h10

Quero lançar um repto, ou será "reto" ? É confuso... Algum de vós que queira ser "ministro do ambiente" e que se proponha acabar com aquele vergonhoso mercado livre da Praça de espanha. Passo lá uma vez por ano - calhou ontem - e pode ser um problema meu (uma mania) mas fico sempre com a sensação que ali não se vendem só chapéus, malas, camisas e camisolas de gosto duvidoso, aparelhagens, etc, etc, etc. Ali há coisa. Ninguém me tira da ideia - e têm de me provar o contrário para isso acontecer - que aquilo é local de venda de substâncias psicotrópicas e outros "contrafeitos". O proposto "ministro do ambiente" deveria providenciar uma limpeza daquela "mata" porque, além do que se vende, é esteticamente ofensivo. Parece uma favela. Abraços alto alentejanos ao João Miguel Taveres. Fernando Martins, 38 anos, supervisor/coordenador de logística, Lisboa/Fronteira



Colocado por governosombra em 25-03-2009 às 14h19

Sintonizei e ouvi falar dos ecrãs de projecção de imagens no Parlamento e pensei: agora sim, o Parlamento vai deixar de estar às moscas! Isto porque me parece ser uma medida que vai definitivamente concretizar o esforço parlamentar de se transformar numa espécie de estádio de futebol: insultos, gritos, aplausos, palmas e agora também os ecrãs para projecção de imagens das principais jogadas parlamentares. Mas terá algo de positivo! Captar a atenção daqueles deputados que na retaguarda dormem, trocam mensagens no chat do seu portátil ou tão só e simplesmente lêem um jornal desportivo e, quem sabe, chamar para as bancadas parlamentares os adeptos com saudades dos ecrãs dos estádios da bola do fim-de-semana. Cada vez mais equiparável a um bom jogo de futebol da terceira divisão. António Madureira, 31 anos, advogado, Amarante



Colocado por governosombra em 25-03-2009 às 13h58

"Só sei que nada sei"

in Popelina, Seda e Ganga, por Jorge Rita

Duvido que algum de vós esteja esquecido desta expressão atribuída ao Filosofo Sócrates, que (creio) está relacionada com o processo filosófico do auto conhecimento, e ligado àquela ideia da prática e procura do Bem, forma e caminho para a Salvação do Homem e da sua Alma. Este "Só sei que nada sei" surgiu-me esta semana a propósito do registo que ouvi na TSF sobre a audição em inquérito parlamentar de Francisco Comprido, um dos administradores do finado Banco Português de Negócios. A questão poderia até passar-me ao lado porque eu não tinha lá nem um euro (não há necessidade de explicar porquê pois não?). O problema é que o outro Sócrates (o filosofo da treta), decidiu com os meus impostos (que fruto dos baixos rendimentos, em abono da verdade diga-se, não são assim tão grandes quanto isso) nacionalizar o banco. Ora, o que vos proponho é escutar as respostas do Sr. Administrador do Banco às questões dos deputados.
Trata-se de um atentado a todo e qualquer cidadão deste País, que diariamente trabalha e contribui para as finanças publicas, e depois vê o seu dinheirinho investido (?) numa instituição bancária que teve um tipo que "só sabe que nada sabe" na sua gestão...

Comentários:

Flávia disse...
É pá, isto é verdadeiro? E ao fundo não são risos que se escutam? E ele saiu ileso da assembleia? Não havia quem lhe aquecesse o pandeiro? Não há palavras. Tens que escrever aqui com todas as letras que esta gravação é verídica! Desconfio que um dia encontraremos este fulano numa valeta...

Jorge Rita disse...
Este registo é veridico, foi retirado da TSF, do programa "Governo Sombra", dai os risos. Mas o registo já havia passado na quarta-feira. A propósito desta audição parlamentar, que durou quatro horas nisto, o deputado Nuno Melo, do PP, que é aqui de Famalicão, fez no final algumas considerações e pediu até desculpa por se ter "passado" com as respostas que ouviu de Francisco Comprido. Se dúvidas houver, façam pesquisa sobre o assunto...



Colocado por governosombra em 25-03-2009 às 07h06

Quero ser Ministro das Dádivas Públicas e da Propaganda. Serei só eu a distribuir Magalhães, a reembolsar o IRS mais cedo, para os putos dos 5º e 6º anos receberem um PC e os pais poderem comprá-lo. Promoverei a distribuição de pão e vinho e baralhos de cartas todas as manhãs, para os idosos. Todas as crianças terão uma X-Box, numa parceria inédita com a Microsoft - paga, obviamente, pela CGD, que passará a ser um Banco do Governo. Note-se que, sob a minha tutela, o reembolso do IRS será personalizado, com a entrega do cheque de reembolso à boca das urnas... José Maria Vaz Nunes, 52 anos, professor, Ovar



Colocado por governosombra em 24-03-2009 às 19h23

O Papa falou de tudo o que os políticos portugueses não ousaram abordar com o José Eduardo dos Santos durante a sua última visita a Portugal. Mas devia também, em Luanda, ter tratado de resolver os problemas que resultaram da disputa de terras da Igreja Católica com as pessoas da Comunidade do Wenji Maka. Aí, por causa dessa terra, também foram violados os Direitos Humanos e até hoje quem fez isso continua impune. Luiz, 55 anos, projectista, Lisboa



Colocado por governosombra em 24-03-2009 às 19h04

Para recuperar é juntarmo-nos aos que têm e a quem já demos, e que hoje face às nossas dificuldades voltam as costas; rigor sim, mas investimento à toa, nem pensar. Há que agir com ponderação e investir com determinação! Gilberto Teles, 27 anos, gestor/formador/auditor, Câmara de Lobos



Colocado por governosombra em 24-03-2009 às 19h01

Ao menos na sombra existe governo... Tito Esteves, 35 anos, bancário, Almada



Colocado por governosombra em 24-03-2009 às 07h36

Saudações ao Governo Sombra. Já vos acompanho desde o início e agora que me mudei para Londres é um regalo ouvir-vos enlatado entre Old St. e Canary Wharf. Posso dizer que sou a única pessoa alegre na carruagem, entre sorrisos e gargalhadas contidas.

Ao comentário de Pedro Mexia sobre o efeito de Obama ser como uma picada de aranha em João Miguel Tavares respondi com uma gargalhada pouco contida. Todos ficaram a olhar para mim, obviamente.

De que forma poderia explicar? "Ora bem, este primeiro é gago, o segundo não lê os erres... mas são fantásticos comunicadores!" Ninguém ia acreditar em mim. Cumprimentos Bruno Santos.

p.s. - Confesso que comecei por ouvir o programa por saber que o RAP lá estaria. Mas os outros ministros estão bem à altura do cargo.

p.s. 2- Gostaria de ouvir o vosso comentário a algo que posso dizer que é actual (praticamente desde que existimos como País, mas pronto...): o facto de tantos jovens licenciados saírem rumo ao estrangeiro. Bruno Santos, 26 anos, IT developer, London



Colocado por governosombra em 23-03-2009 às 20h38

É do caralho senhores ouvintes!!!

in O Último Pingo, por PDuarte

É evidente que este é de longe o melhor programa de rádio da actualidade. Há até programas de televisão que têm muito a aprender com esta quadratura. O elenco é de luxo - tem o Pedro Mexia e tudo-, e faz análise política de uma forma  muito mais elucidativa que uma dúzia de Marcelos e Vitorinos juntos. Mas para além de promover o programa, o que nos levou a escrever este poste foi facto de nos apercebermos finalmente que, isto na vida, realmente, cada um é para o que nasce.

Assim como há pessoas que qualquer trapinho lhes assenta bem, assim há outras que até ao proferirem a palavra caralho, a coisa lhes sai com outro nível. O Ricardo, rapaz possuidor de um talento sem paralelo na actualidade humorística nacional - teve uma branca com esta cena do Zé Carlos-, o caralho que lhe sai, não sai muito diferente do vulgar caralho de qualquer cidadão. Mas o mesmo já não se pode dizer do caralho do Pedro Mexia, que sai requintadamente da sua boca sob a forma de um refinado "carrralho". Fica bem, é diferente e tem classe, não restam dúvidas! Mas o caralho do Pedro ao pé do do João ainda tem muito para andar.

O caralho do João Miguel Tavares é aquele a que se costuma chamar de «caralho aristocrático», pois sai-lhe com a nobreza de que só um verdadeiro "cagrralho" - dito assim -, tem.



Colocado por governosombra em 23-03-2009 às 20h31

Projecto de Reorganização do Sistema Prisional

in ILLUMINATUS LEX, por Rui Figueiredo Vieira

[...] Como diziam um dia destes no programa da TSF “Governo sombra”, há que dar o mérito aos nossos criminosos, afinal José Sócrates incentivou esforçadamente o povo português a trabalhar, a dar a volta por cima, e a verdade é que a única coisa que aumentou foi a criminalidade, por isso os meus parabéns ao criminosos pelo esforço e trabalho desenvolvido. Isto parece cómico, mas a verdade é que de brincadeira não tem nada. A missão do nosso sistema prisional têm a ver com a ressocialização dos presos e a garantia de segurança, porem, a verdade é que nem se tem conseguido uma coisa nem outra, as cadeias no nosso país são uma escola do crime, não há controlo nem uma politica eficaz de segurança pública. [...]



Colocado por governosombra em 23-03-2009 às 08h27

Gostei em parte da apreciação do João Miguel Tavares, neste Governo Sombra, mas fiquei ainda mais satisfeito, porque afinal o Papa Bento XVI não falou apenas de preservativos na sua viagem apostólica ao Continente Africano e teve, sim, a coragem de dizer em Angola o que os nosso políticos não foram capazes de dizer quando o Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, visitou o nosso país.

Ele referiu-se ao «respeito e promoção dos Direitos Humanos», pediu um «Governo transparente», uma «magistratura independente», uma comunicação social «livre» e para se «acabar, de uma vez por todas, com a corrupção».

Por momentos até pensei que ele visitava Portugal... Pedro Oliveira, 35 anos, padre, Marco de Canavezes



Colocado por governosombra em 22-03-2009 às 10h21

Foram vários os ouvintes que, em relação à última reunião do Governo Sombra, se interrogaram sobre duas referências ao ministro Rui Pereira. Queriam saber qual a origem dos casos debatidos.

Quanto à resposta directa de Rui Pereira na caixa de comentários de um blogue (facto que foi noticiado na imprensa), quem não acompanhou esse caso que percorreu a blogosfera pode encontrar a origem da polémica no blogue Escola de Lavores.

Já a referência às afirmações do ministro da Administração Interna à primeira-dama francesa resulta de uma gravação feita pela SIC.   



Colocado por governosombra em 22-03-2009 às 10h05

Vou candidatar-me à Presidência da República. É um emprego bem remunerado, não dá trabalho nenhum. Nem consigo perceber como não há mais candidatos. Aquilo é mesmo uma coisa realmente fácil. Não é preciso pensar muito, nem trabalhar muito, nem esforçar-se muito.

E porque é que eu faço estas afirmações? Simples. Depois de um estudo pouco aturado e de uma observação discreta do que faz e diz o nosso Presidente Cavaco Silva, percebi o mecanismo, topei os tiques e tenho a certeza de reunir condições para o cargo.

[…]

E o presidente, o nosso, o actual (que é o meu ídolo, acho-o mesmo um arquétipo, tudo aquilo para que tendem, tendiam, ou deviam tender todos os anteriores e futuros presidentes) é magistral, devo confessá-lo.

Por exemplo, o presidente ouviu os responsáveis, o presidente tem oito dias (ou vinte ou trinta, qualquer coisa, mas isso não interessa, alguém lho diz, um jurista ou mesmo a esposa) para tomar uma decisão importante e profunda.

Os jornalistas assediam-no, impacientes, então e agora, sr. Presidente, diga lá como é que é, o que vai ser? O Presidente Cavaco Silva sorri, sorri sempre, com aquele sorriso sedutor e inteligente que lhe é peculiar, seja o que for que afirme, que vá comunicar à imprensa ou ao povo português e diz:

- O Presidente - ele fala sempre na terceira pessoa, é muito desprendido - o Presidente tem oito dias para tomar uma decisão que deverá ser de acordo com a sua consciência e que deve passar pelos órgãos competentes e próprios - os órgãos aparecem sempre, a sua invocação é obrigatória, afinal não custa nada.

Ou então:
- O Presidente deseja que os poderes políticos actuem em harmonia com os seus deveres e de acordo com os direitos dos cidadãos - às vezes aqui, abandona o sorriso e propõe-se um ar sério, preocupado e tendencialmente reservado.

Outro exemplo:
- O Presidente acha que nos caso de dúvida, são os tribunais a dizer de sua justiça, uma vez que eles existem e para tal foram criados - e perante afirmações deste teor, quem é que o pode pôr em causa?

Por vezes não se contém e acrescenta coisas do género: que depois de ouvir os interessados optou por achar que se deve agir com contenção e prudência. O presidente propõe então uma conciliação nacional, apraz-se com o bem estar de todos nós e responde, já no final destes tête-à-tête e com toda esta magistral clareza:

- Quando existem divergências na sequência de um pacto anteriormente assinado, as forças políticas devem sentar-se à mesa e verificar onde existem desentendimentos (sic).

La Palisse, o Conde de Abranhos e o Conselheiro Acácio são deixados a perder de vista, não têm cabimento, hipótese, comparação sequer, perante a autoridade destas e de outras palavras. Judiciosas ou não, acham que é uma coisa difícil?

Além de não ter responsabilidades nenhumas, não mandar em coisa nenhuma, não decidir coisa nenhuma, não gastar dinheiro nenhum, não ter piada nenhuma nem achar piada às coisas que têm piada, só tem que decretar o que os outros decretarem, assinar o que os outros lhe escreveram para assinar, promulgar (adoro esta palavra!) o promulgável, sorrir fora dos contextos do sorriso, sorrir sempre, como se tivesse achado graça seja ao que for sem graça, dizer umas frases quaisquer quando vai a uma exposição de pintura, fazer de vez em quando um ar sério ou compungido - o que é que isso custa?

Com um pouco de treino qualquer pessoa lá chega. Passado algum tempo, as frases, os tiques, os esgares e os sorrisos surgem naturalmente e eu acho que ainda estou em muito boa idade para dar o meu melhor por este meu querido país.

Preciso do vosso apoio, arranjem-me as 5000 assinaturas, afinal somos tantos, o que é que custa a esta malta, é tudo malta do Técnico.

Juro que não me esqueço de vocês, acho que quando eu for Presidente da República vamos todos divertir-nos imenso. Carlos Reis, idade: muita, profissão: reformatado, Lisboa



Colocado por governosombra em 20-03-2009 às 18h12

No Governo Sombra desta semana, os preservativos e o Papa, Portas e os submarinos, o spot promocional da Antena 1 e a escala de situacionismo de Pacheco Pereira à beira da explosão, a memória curta do Dr. Comprido, o ministro que frequenta as caixas de comentários dos blogues - tudo isto, muito mais e a palavra "pirete".



Colocado por governosombra em 19-03-2009 às 19h52

Gonçalo, colocando uma pedra sobre o assunto:

1- Nunca foi minha intenção calá-lo - e mesmo que fosse quem era eu para impedir que alguém diga o que quiser;

2-Eu não levei as coisas a peito, bastava ter "googlado" a história do padre Costa de Trancoso, para o comprovar;

3-Quando se fazem críticas mordazes, tem de se estar preparado para qualquer tipo de resposta, que o diga o RAP quando disse uma piada acerca do trabalho dos deputados à Odete Santos; para uma dada acção existe sempre uma reacção em sentido contrário, já dizia Newton;

4-Quanto ao sotaque, aí não mudo uma virgula: as pessoas de Bhizeu - e eu sou de Bhizeu, embora more em Aveiro - não dizem os vês, dizem Boi e Bhaca, ou então há, raramente, quem dig Voi e Vaca.

O meu comentário não era para impedir que o Gonçalo diga o que lhe apetecer. Brinque com o sotaque de Viseu, Guarda, Porto ou Alentejo, mas por favor dê-se ao trabalho de o fazer como deve ser ou então omita a imitação. António Santos, 33 anos, programador Aveiro.



Colocado por governosombra em 19-03-2009 às 12h08

1. Mão amiga (por assim dizer) chamou a atenção do Governo Sombra para a fuga de informação que entretanto alastrou para aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, etc.

2. Será instaurado, de imediato, um rigoroso inquérito para apurar as causas do sucedido.

3. É favor esperarem pelas conclusões... sentados.



Colocado por governosombra em 19-03-2009 às 11h44

Caro António, remexo na ferida mas ficarei por aqui. Os meus comentários foram tão jocosos ou sarcásticos, ou talvez menos, quanto os que são feitos por este Governo Sombra, por isso remeto-me para o próprio do programa.

Eu sou alfacinha e tenho a minha vertente de comediante, admito, e não me importo nada que pessoas de Aveiro, Viseu ou Penacova comentem sarcasticamente os verdes habitantes da capital.

Quanto ao ter falhado o sotaque em si, parece-me óbvio que por limitações de escrita, próprias deste curto espaço não se possa reproduzir o mesmo na sua plenitude, característica e beleza. Se houvesse som seria outra história.

Julgava que este espaço era aberto a críticas mais mordazes, nomeadamente de quem o visita. Pela lógica de serem ouvintes e fãs deste programa radiofónico deveriam estar prontos para este tipo de linguagem, mas pelos vistos não.
A minha crítica prende-se com o facto de que muitos padres falam com o sotaque característico (que agora não reproduzirei, por pudor), crítica essa levantada no programa.

Caro António, 33 anos, programador, Aveiro, não leve as coisas tão a peito. Temos tantas coisas com que nos preocupar. Abraço alfacinha. Gonçalo Caldeira do Vale, 36 anos, marketeer, Lisboa



Colocado por governosombra em 19-03-2009 às 07h27

Limpar e desinfectar uma ferida normalmente causa dor, mas sem limpar e desinfectar é dificil iniciar o processo de cura, como tal parece que temos mesmo que mexer nas feridas. Eduardo Almeida, 48 anos, mediador imobiliário, Barreiro



Colocado por governosombra em 18-03-2009 às 18h14

Ao Sr. Gonçalo Caldeira do Vale, 36 anos, marketeer, Lisboa - Não entendi. E se a referência às apetências de sacerdócio quiser ser jocosa, errou por completo, remeto-o para a história do Padre Francisco Costa, de Trancoso (sec. XV) e principalmente achei de mau tom ter falhado por completo o sotaque de Viseu. Se há coisa que ofende as gentes de Viseu é ver um alfacinha armado em comediante a imitar o sotaque de Viseu com sotaque alfacinha. Se querem brincar com o sotaque de Viseu (p/c é bhizeu) imitem-no como deve ser. António Santos, 33 anos, programador, Aveiro



Colocado por governosombra em 18-03-2009 às 14h27

Ao contrário de outro comentarista, eu gosto particularmente das referências ao sotaque de Viseu, até porque, na generalidade, são totalmente adequadas. As gentes de Viseu, além de todas as outras formas de emprego, terão certamente mais hipóteses de carreira no sacerdócio de que um alfacinha de gema, por exemplo, e isso até pode ser considerado um asset para a região. Porque não aproveitar a onda e fazer uma campanha à volta disso. "Vicheu, tench vocachão, tench chotaque, chunta-se a noch." Um bem haja ao Governo Sombra e seus membros. Gonçalo Caldeira do Vale, 36 anos, marketeer, Lisboa



Colocado por governosombra em 18-03-2009 às 07h07

Os angolanos querem fazer o mesmo que os portugueses lá fizeram. Querem mandar e ter uma opinião em Portugal. Nós fomos para lá sem dinheiro e demos ordens. Eles vêm para cá com os bolsos cheios e podem começar a investir que eu nada tenho a opor a que me mandem trabalhar. Agora vamos saber o que é receber ordens. O poder das forças negras. Sócrates lamenta-se mas até gosta. Todos fazemos falta e somos importantes. Gonçalo, 33 anos, supervisor de logística, Lisboa