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Ricardo Araújo Pereira
Ricardo Araújo Pereira nasceu em Lisboa, em 1974. Em 2003, juntamente com Miguel Góis, Tiago Dores e José Diogo Quintela, formou o grupo humorístico Gato Fedorento. Escreve crónicas na revista Visão e no jornal A Bola. É o sócio nº 17.411 do Sport Lisboa e Benfica.
Pedro Mexia
Pedro Mexia nasceu em Lisboa, em 1972. Licenciado em Direito pela Universidade Católica. Entre 1998 e 2007 fez crítica literária no Diário de Notícias. É desde 2007 crítico no jornal Público, onde também assina uma crónica semanal. Exerce actualmente as funções de Director interino da Cinemateca Portuguesa. Publicou seis livros de poemas (o mais recente é «Senhor Fantasma», 2007) e quatro de prosa (o último foi «Estado Civil - Diário de uma Crise», 2009).
João Miguel Tavares
João Miguel Tavares nasceu em Portalegre em 1973. Após uma passagem fracassada pela Engenharia Química, licenciou-se em Ciências de Comunicação. Iniciou a sua carreira profissional no Diário de Notícias, onde se manteve até 2007, altura em que saiu para fundar a revista Time Out Lisboa. É colunista do Correio da Manhã. Vive com a mulher e os três filhos em Lisboa.
Setembro 2009 - Posts
Colocado por governosombra em 30-09-2009 às 18h30

Desde o impagável PSL, que a política e a governação não eram tão divertidas. Um vosso fã. Paulo Cavaleiro, 39 anos, assessor de imprensa, Lisboa



Colocado por governosombra em 30-09-2009 às 11h19

Ouvi parte do último Governo Sombra e considero João Miguel Tavares uma pessoa irreverente (irreverente no verdadeiro sentido da palavra e não no sentido que agora se lhe dá).

Uma pessoa que, como ele, diz defender a decência e o respeito não deveria dizer coisas como disse no último programa: "com políticos como Sócrates à frente de Portugal só nos resta emigrar" (creio que foi mais ou menos assim).

O senhor João Miguel Tavares esquece-se que se não gosta do primeiro-ministro há quem goste, e muito; e se pensa que ele não contribui para o desenvolvimento de Portugal há quem tenha a certeza de que contribui.

Deveria o senhor ter mais respeito por quem pensa de maneira diferente da sua, a democracia é assim.

São comentários que ofendem porque, além do mais, esta é a nossa terra e eu trabalho por ela. Já tenho ouvido e lido comentários e insinuações suas demasiado ofensivas e graves.

Chega de insultos gratuitos, o País está farto de gente que só sabe dizer mal de tudo, de acusar sem apresentar provas irrefutáveis. Vivemos num clima de constante guerra civil e esta campanha eleitoral que agora terminou só veio evidenciar isso.

Deixe-me dizer-lhe que compreendo porque é que foi alvo de um processo por parte do primeiro-ministro: o senhor falta ao respeito demasiado facilmente.

Tome estas palavras mais como desagrado meu do que como ofensa contra si. Tenho todo o respeito por todas as pessoas dessa rádio e o Governo Sombra poderia ser melhor se alguns comentários não fossem insultuosos.

A democracia deu-nos o que nenhum regime anterior poderia dar: a capacidade de podermos ajuizar por nós próprios onde estão os limites da liberdade.

Quando não o sabemos ajuizar acabamos por cair na afronta. João Azambuja, 35 anos, trabalhador por conta própria, Braga



Colocado por governosombra em 30-09-2009 às 00h03

Sendo um ouvinte atento e que admira a crítica inteligente (e ainda por cima com piada) não posso deixar de chamar a vossa atenção para o comentário acerca da (triste) comparação dos Beatles com Jesus Cristo, ao que se seguiu a comparação com o presidente Obama.

O que se seguiu foi um comentário anti-Israel que me surpreendeu (ou talvez não).

Felizmente temos neste país liberdade de expressão, essa que nos garante podermos ter as nossas opiniões sem sermos condenados por elas, mas numa pessoa tão culta e inteligente como o Pedro Mexia admira-me a falta de conhecimento acerca de tão importante tema.

Sei que não sou eu que vou "provocar" uma mudança de opinião na sua pessoa, mas aconselho vivamente a que se informe acerca do assunto com o devido fundamento antes de criar uma opinião errada acerca de Israel e sobretudo de Jesus Cristo.

A crítica inteligente e bem-disposta que o vosso programa faz (e que eu tanto aprecio) não deve levar ao desrespeito pelos valores mais altos que a sociedade deve ter - valores baseados em Jesus Cristo e na Bíblia Sagrada, que ao contrário do que possa pensar não é um livro mas sim "O LIVRO".

Não tenho qualquer dúvida em afirmar que se as pessoas (que formam a sociedade) seguissem os ensinos bíblicos - e não uma religião que diz seguir a Bíblia mas a nega diariamente nas suas atitudes - o mundo onde vivemos era com toda a certeza muito melhor. Sérgio Miguel Gala Louros, 35 anos, bancário, Aveiro



Colocado por governosombra em 29-09-2009 às 17h04

Eu consideraria as escutas, do Presidente da República, não como aparelhos electrónicos mas sim o próprio Fernando Lima. Considero portanto que, após a despedimento de Fernando Lima, o Palácio de Belém já não tem escutas. Teorias... Bri, 29 anos, gestor, Coimbra



Colocado por governosombra em 29-09-2009 às 16h11

Antes da campanha eleitoral, este Governo Sombra foi inexcedível, Durante a campanha, imperdível. Depois da campanha, cá estou para avaliar. Horácio Júlio, 56 anos, professor, Oliveira de Frades



Colocado por governosombra em 29-09-2009 às 15h06

O meu voto vai para vocês, porque... vocês sim, são demais naquilo que fazem. Ao que parece, são excelentes profissionais que fazem as delícias das empresas do sector que podem contar com os vossos trabalhos. Miguel, 45 anos, comerciante, Esmoriz



Colocado por governosombra em 29-09-2009 às 14h13

Criticar é muito fácil... governar este país é bem mais difícil! Isabel Lopes, 46 anos, professora, Gaia



Colocado por governosombra em 29-09-2009 às 08h41

Dizem que a emissão do Governo Sombra na noite das eleições, tal como um determinado resultado eleitoral, foi «extraordinária». Há gente muito exagerada.



Colocado por governosombra em 29-09-2009 às 08h23

E agora, José?

In Alcochete Jamé!, por FM

Sem surpresa, o PS venceu estas eleições legislativas. Digo "sem surpresa" porque, como referiu João Miguel Tavares no «Governo Sombra - extraordinário» (TSF) de ontem à noite, entre José Sócrates e Manuela Ferreira Leite, sem dúvida que o líder socialista dá um melhor primeiro-ministro. Mas esta é apenas uma meia-vitória, pois não tendo o PS maioria no Parlamento, terá que aprender a negociar, à Esquerda ou à Direita, para que consiga a aprovação dos seus projectos. Caso contrário, como já vaticinou o socialista João Cravinho, este novo governo não durará mais de dois anos. […]



Colocado por governosombra em 29-09-2009 às 08h20

Nos limites da ética

In O Ponto do i, por i

Ontem ouvia o Governo Sombra, enquanto me preparava para finalmente dormir uma noite decente, quando me deparei com a primeira verdadeira discussão no programa. João Miguel Tavares (JMT) defendia o DN dizendo que a divulgação do tal email entre jornalistas do jornal Público fazia sentido pois era informação de interesse público. Pedro Mexia (PM) indignou-se e disse mesmo que ia deixar de lhe chamar jornalista. JMT defendeu-se afirmando que era uma hipocrisia e que se a informação pertencesse a qualquer outra classe profissional ninguém se importaria.

Bom... talvez tenha razão quando diz que ninguém se importaria, mas não deixa de estar errado publicar correspondência privada. E acima de tudo, seria importante que o DN revelasse a sua fonte, pois ainda resta a dúvida sobre como tiveram acesso a tal email.

Não estou a acompanhar o caso com muita atenção porque basicamente não consigo. Há demasiadas coisas a acontecer e sinto saudades dos jornais de papel - a minha capacidade de leitura na internet reduz-se a escassos minutos. Se por um lado gostaria de estar em Portugal neste momento de aceso escândalo jornalísitco, também é verdade que tudo isto me desilude. O país já tem tantos jornais e revistas mauzinhos, como é que os dois melhores se vão meter nesta chafurdice?



Colocado por governosombra em 29-09-2009 às 08h18

Felizmente, há ainda muita gente que não se dispõe a trocar um grama de liberdade por um par de carcaças

In Sweet About Me, por Sweet About Me

Este não é o artigo que faz com que Sócrates se esqueça do tempo de Salazar e ache-se um "Governo Sombra". É outro. Mas vai dar tudo à mesma censura...



Colocado por governosombra em 29-09-2009 às 08h14

Atrofia da liberdade de expressão

in CRITICA DE MUSICA / CRITICA MUSICAL, por Álvaro

O primeiro-ministro, José Sócrates, requereu a abertura de instrução do processo que moveu contra o jornalista João Miguel Tavares, noticia hoje o blogue da TSF "Governo Sombra".

O Ministério Público tinha determinado que o processo fosse arquivado, considerando que o artigo de opinião, “José Sócrates, o Cristo da política portuguesa”, publicado no "Diário de Notícias", não ultrapassava os limites da crítica a Sócrates, enquanto figura pública. O primeiro-ministro, ao pedir a abertura de instrução do processo, mostra vontade de continuar com o litígio.

O artigo de 3 de Março deste ano criticava o líder socialista quando este pediu “a decência da vida democrática”, durante a abertura de um congresso. João Miguel Tavares defendeu que Sócrates deveria manter o “mínimo de decoro e recato em matérias de moral”, depois de ser confrontado com as polémicas da sua licenciatura, do Freeport, entre outros casos.

Para o jornalista, ainda mais grave foram as declarações feitas por José Sócrates que insinuavam a sua ilibação automática por ter sido o governante mais votado pelo povo, mantendo uma lógica semelhante à de Fátima Felgueiras ou Valentim Loureiro. Tavares termina o seu texto de opinião comparando o primeiro-ministro ao líder da Venezuela. “Como político e como primeiro-ministro, não faltarão qualidades a José Sócrates. Como democrata, percebe-se agora porque gosta tanto de Hugo Chávez."

Na altura em que o processo foi arquivado o jornalista disse ao PÚBLICO que esperava que a decisão do MP fosse a do arquivamento do processo, já que no passado tinha escrito "coisas mais violentas sobre Pedro Santana Lopes e Manuela Ferreira Leite e que nenhum deles o processou".



Colocado por governosombra em 29-09-2009 às 08h12

TSF-Governo Sombra

In In Versus, por Su

Esta semana 10* para o governo sombra.

Não dou mais, porque estamos em crise. :)



Colocado por governosombra em 25-09-2009 às 23h59

Reflectir e ouvir o Governo Sombra não são actividades incompatíveis. Pense nisso, oiça isto.

Este domingo, depois de contados os votos acertamos contas, em directo, numa reunião extraordinária, a partir da meia-noite.



Colocado por governosombra em 25-09-2009 às 19h39

Num altura em que governo e autarquias se prestam ao escrutínio eleitoral, não poderia deixar passar o processo eleitoral deste governo ilegítimo legislativamente mas, sem qualquer dúvida legítimo ao nível da análise e da pluralidade de opinião, continuamente relevante.

Na minha óptica merecem a maioria absoluta para um novo mandato, legitimados pela criatividade, capacidade e inteligência de análise disfarçada de humor inteligente, ou será o inverso?

Face a isto debato-me com um dilema, que passa pelo facto de ter ouvido todas as vossas emissões, salvo raras excepções, em podcast.

Visto que me prestam um serviço gratuito e deslocado do horário de emissão, não contribuo para a ditadura impiedosa das audiências que vos dá a legitimidade para a ilegitimidade de governar na sombra.

Serão vocês legitimados pela minha devoção ao podcast ou estarei a contribuir para a não reeleição por uma ingénua abstenção?

Sei que uma andorinha não faz a primavera (não a de Praga) mas ainda tendo a pensar que o meu voto faz a diferença. Filipe Cabral, 25 anos, engenheiro electrotécnico, Lisboa



Colocado por governosombra em 25-09-2009 às 18h51

Como o Ricardo me pareceu confuso com a história da D. Manela, venho elucidar: cúmulo do oportunismo é matar o pai e a mãe para ir ao baile do orfanato.

Já agora, aproveito para manifestar o meu desagrado por esta campanha tão irracional, e o meu protesto por a TSF não ter resistido a dar voz a uma vingançazinha do senhor do PS, ressabiado por falta de convite para as listas, arranjando mais um caso em cima das eleições.

Votai todos bem. Por mim, continuo a achar que do mal, o menos: que fique o charmoso engenheiro. Maria Cecília, 58 anos, empregada de hotelaria, Lisboa



Colocado por governosombra em 25-09-2009 às 18h20

O episódio das escutas só vem provar que a nossa democracia não está assim tão consolidada. Em condições normais e eticamente correctas, só restava ao nosso P.R. Cavaco Silva apresentar a demissão.

Quando M. F. Leite assumiu, recentemente, que há um ano (salvo erro) nunca pensou estar numa posição de discutir a vitória com Sócrates, isso foi a confirmação da estratégia delineada pelo PSD para ganhar as eleições que se aproximavam.

Se não vejamos: Rangel foi o pioneiro da "asfixia democrática" pouco tempo antes das eleições para o Parlamento Europeu e, uma vez ganhas as europeias, havia que apostar na mesma estratégia.

Em pleno Agosto veio à baila a questão das "escutas" mas era só para preparar caminho. Já em plena campanha apareceu, em resposta à manchete do D.N , o J. M. Fernandes a dizer que o "seu" Publico tinha sido alvo de escutas pelos serviços sob ordem do P.M., a que se seguiu mais uma farpa sobre a asfixia democrática, para depois da demissão do assessor(ao lado de Cavaco há mais de vinte anos) do P.R., M. F. Leite dizer que não tinha a informação toda para poder opinar sobre a demissão do assessor.

Este caso só prova uma coisa: Sócrates quando as arma (ratoeiras) faz as coisas em condições. Um abraço deste vosso "contribuinte". Francisco Pinheiro, 34 anos, serralheiro, Matosinhos



Colocado por governosombra em 25-09-2009 às 10h37
Confesso que sou ministro: ministro-sombra. Este fim-de-semana há sessão dupla de Governo Sombra na TSF: a edição normal de sexta-feira [às 18h.] e um Especial eleições ao fim da noite de domingo [à meia-noite]. Lembro que Governo Sombra é o único programa que junta um homem processado pelo primeiro-ministro e um dos favoritos ao cargo de primeiro-ministro [Pedro Mexia, in A Lei Seca].


Colocado por governosombra em 25-09-2009 às 09h31

Quero comentar as campanhas eleitorais dos principais partidos.

PS - Ficamos a saber que Sócrates é o único que pode fazer não sei o quê e que pode levar Portugal não sei para onde, de resto; ele também não saberá!

PSD - Estou desde já ansioso que o próximo governo não dure muito porque, depois do que vi, espero ardentemente que o próximo combate eleitoral seja entre Ferreira Leite e Vital Moreira, dois adversários à altura.

BE - Voltamos à era dos Descobrimentos, desta feita o grande "descoberto" foi dado ao programa eleitoral do BE; é que finalmente alguém decidiu lê-lo para descobrir o que realmente dizia! Se não fossem os Gato Fedorento, a campanha destes estava arruinada.

CDU - O Jerónimo faz-me lembrar o ministro iraquiano da informação: os tanques estão à porta do Alentejo, Grândola está cercada, mas a CDU continua a ganhar força todos os dias!

CDS - Só encontro uma explicação para tanta excitação de Paulo Portas: drogas leves! Sim, se formos ver, provocam um estado de euforia repentino, que dura umas horas, nas quais é tudo paz e amor, alegria, mas no final, talvez domingo, surge um sentimento de depressão agudo.

Menção honrosa: PTP - Se não for eleito, aquele homem tem de ir para encenador de uma companhia de teatro! O Sr. Rosa e a Sra. Laranja têm de estrear em breve.

Segunda menção honrosa: FEH - A candidata no distrito do Porto tem, de longe, o sorriso mais bonito da campanha. Dá vontade de votar Sensodine! Rui Alves Pinheiro, 29 anos, vendedor, Matosinhos



Colocado por governosombra em 25-09-2009 às 00h52

O que me faz escrever este email tem a ver com a situação referente ao caso das alegadas escutas ao PR.

Quero esquecer os nomes de quem esteve envolvido mas se num País distante um jornalista, director de um jornal, às nove da manhã diz numa rádio que está a ser espiado por um sistema de segurança do Estado e que foi esse sistema a proporcionar uma fuga de informação e depois, à noite, diz precisamente o contrário e que a fuga de informação foi interna, dentro do próprio jornal, o que deve ser feito nesse país? Esse país está em campanha eleitoral para eleger um primeiro-ministro.

Este é o enunciado do problema que eu gostava de ver discutido no vosso programa, porque penso ser um caso interessante. O que deve ser feito nesse País?

1. Ignorar tudo o que aconteceu e esperar que melhores dias apareçam?

2. Destituir imediatamente o director do jornal? De que forma?

3. Instaurar um processo-crime ao director do jornal por proferir acusações sem provas?

4. Outras soluções?

Penso que perceberam onde quero chegar e confesso que tenho dúvidas, num caso deste tipo, sobre onde acaba a liberdade de ser jornalista e começa a responsabilidade civil enquanto cidadão.

É certo que, por ser jornalista, não pode dizer o que quer, como quer. Certo?

E se se optasse por uma decisão tipo 2 ou 3, o que diria a opinião pública face ao sucedido?

E como ficava o governo desse País?

Estaria em causa a liberdade de imprensa numa situação como esta?

Como dizia Bertolt Brecht, estas são apenas perguntas de um operário letrado! Rui Coimbras, 39 anos, informático, Lisboa



Colocado por governosombra em 24-09-2009 às 12h23

Um Governo, Uma Maioria, Um Presidente, Um Jornal, Um Banco, Um Conselheiro, Um Assessor...

Uma maçada! Carlos C., 47 anos, engenheiro, Torres Vedras



Colocado por governosombra em 24-09-2009 às 10h21

Escutem: é muito fácil dizer mal do Governo, não? O que eu quero dizer é que fácil dizer mal do Governo, de José Sócrates, dos políticos, da política. Mas já sabemos disso.

Avisem por favor o PSD de que a noite de 24 para 25 de Abril de 1974 ocorreu, curiosamente, em 1974. Haverá assim mais qualquer coisa para se dizer nesta campanha eleitoral? Não? Carlos Miguel Freire, 37 anos, gestor, Barreiro



Colocado por governosombra em 23-09-2009 às 20h38

O governo sombra

in Sítios estatais, por Henrique

Está reunido o governo sombra. É este o slogan do melhor programa da TSF.

Trata-se de um diálogo satírico sobre a política, protagonizado pelo Pedro Mexia, João Miguel Tavares, e claro, Ricardo Araújo Pereira. A coordenação está a cargo de Carlos Vaz Marques, um jornalista extremamente culto e conciso. (A não perder, igualmente, "Pessoal... e Transmissível", da sua autoria, onde entrevista pessoas – com uma mestria inigualável.)

Dizia eu: neste espaço debatem-se, com enorme contundência, as actualidades -- e alarvidades! -- políticas.

Comparado com um noticiário das 8 da noite, é sublime. É possível mantermo-nos a par da actualidade política ouvindo este programa semanal.

O melhor mesmo, é ouvir, 6ª feira, ao final da tarde. Será uma meia hora, bem passada.



Colocado por governosombra em 23-09-2009 às 20h02

Comentário a "Governo Sombra" da TSF - para João Miguel Tavares

in Sentinela, por CF

Inicio com um elogio: ouço com atenção os programas do Governo Sombra (sempre que posso) e, na realidade, acho que os seus Ministros não poderiam ter sido mais bem escolhidos.

Há no entanto uma sombra de ódio que o artigo que motiva este processo, por parte do seu autor, e que porventura terá a sua explicação. Não sendo essa explicação do domínio publico, nunca a poderei comentar.

As questões centrais daquele artigo (que questiona a moralidade de José Sócrates) são: licenciatura, projectos, Freeport, apartamento e Cova da Beira. Apesar de questões centrais, são igualmente questões de fé: a justiça ter-se-á que pronunciar-se, se forem esses os casos, caso contrário são apenas... casos. Não factos irrefutáveis. Nem transitados em julgado. Apesar de sabermos como (não) funciona a justiça em Portugal. O problema é que a sujeição a julgamentos públicos sumários, esses sim, bem ao gosto de Chávez, chateiam e muito. São uma maçada. Mas a verdade, por mais dolorosa que possa parecer, é que não existe censura em Portugal (se existisse, aí sim, este tipo de jornalismo de opinião seria heróico e até romântico), nem estamos na Venezuela. Nem na República das Bananas. Alberto João não está aqui para nos ouvir.

Se o PSD ganhasse as eleições e, como uma desgraça nunca vem só, se Manuela Ferreira Leite se tornasse Primeira Ministra depois das próximas eleições, eu serei o primeiro a vociferar: mas procurarei explicar os porquês. E tentarei cingir-me à sua actividade enquanto líder de um governo, escrutinando cada decisão. Cada passo, cada medida governamental. Mas, apesar desta minha atitude ser também emocional (posso estar doido e ela poderá vir a ser A Primeira-Ministra), não tentarei rebuscar podres nem inventá-los.

Concordo absolutamente com o João Miguel Tavares quando diz que José Sócrates é de facto persistente, diria até resistente.

Deixo este link . Trata-se de artigo publicado num órgão de comunicação do Ribatejo (é certo que não foi no Diário de Notícias, mas os Ministros, mesmo que de Governos Sombra, por vezes têm que descer à insignificância do povo) que vale a pena ler. Nem tanto pelo favor que é feito ao PS, mas pela testemunha do arrependimento: por vezes lançar um jornalista pode ser um erro tremendo, principalmente se ele for mesmo mau e se tiver mesmo muito poder.

Custa-me que José Sócrates tenha feito tanta coisa. Que não seja discutido a bondade do que foi feito. Pode ter sido mau. Pode ter sido bom. Mas o que é certo é que esse trabalho é silenciado pelo interesse bem português na licenciatura (num país de doutores e engenheiros, continua a valer o canudo e nem tanto o que se faz – no primeiro mundo estuda-se para se fazer, não se estuda para se descansar, valendo o resultado final da acção), pelo freeport, que curiosamente vem a lume em períodos iguais aos ciclos eleitorais e nada nunca é explicado, etc, etc. Cuidado, eu também sou licenciado e, pasme-se, sou até mestre, mas recuso-me a folhearcanudos. Na minha vida profissional vale o trabalho: ou cumpro ou sofrerei as consequências da inacção. No final, não haverá canudo que me salve.

Por outro lado, convenhamos, José Sócrates só pode adorar este Governo Sombra e principalmente um dos seus Ministros: qualquer publicidade é boa publicidade. João Miguel Tavares: a sua cotação subiu, neste momento, em flecha. São as vicissitudes de um regime democraticamente asfixiado. Ou não.

Termino: não sei o que me deu para despejar isto, porque na realidade eu gosto muito do Governo Sombra. Mesmo.



Colocado por governosombra em 23-09-2009 às 00h04

A propósito das eleições legislativas, há algum tempo que penso que os votos brancos deveriam ter representação parlamentar. As cadeiras no parlamento correspondentes ao número de mandatos ganhos ficariam vazias.

Assim, o número efectivo de deputados dos partidos seria menor, o que aumentaria o número de deputados efectivamente em funções, com o consequente aumento da produtividade em S. Bento.

Por outro lado, o facto de haver cadeiras vazias em permanência serviria para disfarçar a ausência dos deputados dos partidos no hemiciclo. Uma representação branca também serviria para dar alguma cor ao nosso tradicional cinzentismo político.

Os deputados «brancos» nunca faltariam ao parlamento, escusando-se assim ao pudor de justificar as faltas com trabalho político.

Por último, um acordo pós-eleitoral poderia facilitar uma maioria parlamentar com qualquer partido vencedor das eleições, contribuindo para a governabilidade do país.

Pelo contrário, não sou favorável a que os votos nulos tenham representação parlamentar. O facto de se anularem cadeiras transformaria a actual Assembleia da República num pequeno ou médio parlamento o que faria com que rapidamente mais apoios estatais lhe fossem concedidos, contribuindo para o aumento do défice e para um previsível aumento de impostos.

Uma representação «nula», além disso, não alteraria em nada a rotina diária do actual trabalho parlamentar.

Seria boa ideia que mais pessoas pensassem nisto para que este tema fosse devidamente esmiuçado. Paulo Mendes, 39 anos, Amadora



Colocado por governosombra em 22-09-2009 às 18h05

Será que Ana Gomes está preocupada com os terroristas que sequestraram o navio russo? Será que ainda estão vivos? Quem ajudou a capturá-los num pais independente e soberano? Porque não ficaram em Cabo Verde? Os terroristas da CIA são mais apetitosos… Aníbal Machado, 50 anos, desenhador, Braga



Colocado por governosombra em 21-09-2009 às 19h42

O primeiro-ministro, José Sócrates, não aceitou o arquivamento do processo que moveu contra o jornalista João Miguel Tavares e requereu a abertura de instrução.

O Ministério Público determinou que o processo fosse arquivado, ao considerar que no artigo de opinião «José Sócrates, o Cristo da política portuguesa» João Miguel Tavares não ultrapassou os limites na crítica que fez ao líder socialista, enquanto figura pública.

No entender do Ministério Público, os termos do artigo de opinião de João Miguel Tavares – ao contrário do que pretendia José Sócrates – são «insusceptíveis de causar ofensa jurídica penalmente relevante».

Apesar da decisão do Ministério Público, José Sócrates pediu a abertura de instrução do processo, o que significa na prática a vontade de pretender levar o litígio por diante.

Em causa está o artigo publicado por João Miguel Tavares, a 3 de Março, no Diário de Notícias.

Adenda: em declarações à TSF, João Miguel Tavares considera que «a persistência nem sempre é uma virtude».


Colocado por governosombra em 21-09-2009 às 00h01

O Presidente da República tem problemas de expressão e os assessores dele são a expressão desses problemas.

Agora, que já devo ter sido detectado pelo SIS, gostava que algum agente me adicionasse como amigo no Facebook.

Sempre gostei de ter um «amigo secreto». Um obrigado codificado para todos. Filipe Teixeira, 25 anos, designer, Lisboa



Colocado por governosombra em 20-09-2009 às 11h05

Não me diga - ainda não ouviu Ricardo Araújo Pereira confessar que quer um cartão de militante do PSD? Ainda não ouviu João Miguel Tavares explicar como ficou feliz por José Sócrates? E não ouviu ainda Pedro Mexia ler, entusiasmado, excertos escolhidos de um livro das edições Avante?

Ainda não ouviu mas ainda está a tempo de ouvir. Aqui.



Colocado por governosombra em 18-09-2009 às 13h02

O Governo Sombra desta semana - e os próximos, enquanto estivermos em momento eleitoral - vai para o ar uma hora mais cedo.

É favor acertarem os vossos relógios por esta alteração de fuso horário.

Desta vez, é a seguir ao noticiário das seis da tarde.