Com Luís Freitas Lobo e João Rosado, sob a arbitragem de Mário Fernando

Às segundas, depois das 19h, com repetição depois da meia-noite.

Luís Freitas Lobo

Nasci em 1967. Em 1970, portanto, já estava presente para testemunhar as maravilhas de Pele, Jairzinho, Tostão e companhia no Mundial do México. Ainda não conseguia, no entanto, ver os jogos sob uma perspectiva táctica. Agora, como os tenho todos gravados na minha colecção particular de vídeos, vejo-os religiosamente. Como se viajasse no tempo e visse Puskas da mesma forma que hoje vejo Kaká. Para mim, mais do que cinco continentes e sete mares, o mundo é um infinito conjunto de campos de futebol com muitas casas á volta e desde 1998 que tenho procurado, em vários meios de comunicação, passar essa emoção. Porque, como gosto de dizer 'Quando um homem tem uma paixão, seja ela qual for, o melhor que tem a fazer é ir tratar dela!'
Da Revista Mundial e Publico, até ao Expresso e à sagrada A Bola, a Bíblia com que em menino aprendi a escrever lendo Mestres como Vítor Santos. Na rádio da Antena 1 à TSF, na televisão, da SIC Noticias até à RTP, onde hoje estou. Todos os dias penso em futebol. Por isso, em qualquer local, falo ou escrevo sobre futebol, partindo sempre da única forma que o entendo ser possível conceber: com emoção.

João Rosado

João Rosado nasceu em Évora, em 1970. É licenciado em Comunicação Social pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Entre 1988 e 1992 foi colunista no jornal «A Capital». Foi redactor no jornal «Record» entre 1992-1995 e 2003-2004. Entre 1995 e 2002, foi redactor e editor no jornal «O Jogo». Desde 2007 é colunista no jornal «Diário de Notícias. Foi comentador de futebol na «Antena 1» entre 1999 e 2000, na «Rádio Renascença» entre 2001 e 2004, na Sport TV entre 2001 e 2007. É comentador de futebol na SIC, desde 2007, e na antena da TSF desde 2004.

Mário Fernando

Jornalista há 27 anos passou a maior parte da vida profissional na rádio. Comercial, Renascença, RFM, Correio da Manhã e XFM até aterrar na TSF. Foi em 1995 e, três anos depois, passou a editor de Desporto. Até hoje. É um fanático por futebol, por isso, não tem paciência para a forma como os dirigentes tratam a coisa, ou seja, quando resolvem que os clubes deles é que contam e o resto é paisagem. Não é, mas isso eles jamais vão entender. No meio de tudo isto houve três reportagens que o marcaram: a primeira visita de Nelson Mandela a Londres depois da libertação e duas edições dos Jogos Olímpicos, Sidney2000 e Pequim2008. Curiosamente, nenhuma delas tem a ver com futebol.

O dia e a noite

Colocado por mario.fernando em 12-02-2012 às 00h52

1 - Uma das mais marcantes qualidades do atual Benfica reside no facto de poder desdobrar saídas. Umas vezes recorre à construção coletiva de lances, utilizando as múltiplas peças criativas de que dispõe. Outras vezes deixa emergir o talento individual com vocação para tornar fácil o que parece difícil. Contra o Nacional deitou mão das duas soluções e deu numa grande exibição e inevitável goleada.

O Benfica consegue, hoje, conciliar as necessidades com o deslumbramento. Claro que não sucede em todos os jogos, mas sempre que existe uma ínfima possibilidade de o atingir não perdoa. Frente aos madeirenses , mesmo com Witsel a lateral direito e Matic no meio-campo, a estrutura da equipa parece estar talhada para suprir qualquer eventualidade. O Nacional não passou das boas intenções nos minutos iniciais, rapidamente liquidadas com um lance de bola parada em que Aimar coloca a bola na cabeça de Garay. Já depois de mais umas quantas oportunidades de golo, é a vez de Gaitan assinar um slalom magistral e "convidar" Cardozo a terminar o trabalho. E mesmo que o penálti, que só Jorge Sousa viu, tivesse provocado uns instantes de apreensão, lá saltou o talento imenso de Rodrigo para repôr a realidade da partida.

Parece tudo tremendamente simples. Até mesmo quando Caixinha consegue equilibrar a equipa ao lançar Candeias e Juliano, depara com a resposta de Jesus que retira Aimar (também convém poupá-lo um pouco para S.Petersburgo), coloca Miguel Vitor na lateral e faz subir Witsel. Ou seja, a variedade de soluções é de tal ordem (e qualidade) que dificilmente o Benfica perderá o controlo de um jogo sempre que o tiver na mão. Está lançado como principal candidato ao título, só faltando o duelo (final?) na Luz, com o FC Porto, para se perceber se há mesmo sentença no campeonato.

2 - O Sporting já começa a justificar o estatuto de "case study". Mal ou bem, mesmo sem encantar, o triunfo nas meias-finais da Taça deveria ter servido para, pelo menos, injetar algum ânimo numa equipa que parecia já nem saber exatamente o que isso significa. Ainda por cima, após a vitória do Braga e perante a ameaça do Marítimo se colar, era suposto os leões assumirem a partida do Funchal como uma daquelas "finais" que não pode escapar. Errado. O Sporting fez uma primeira parte inenarrável e uma segunda que pouco melhor foi.

Vendo bem, falhou tudo. Pereirinha e Carrillo foram o exemplo acabado da ineficácia nas alas, de tal forma que logo ao intervalo Domingos teve de lançar Schaars e Izmailov. Sem grandes proveitos, diga-se. O meio-campo leonino, todo ele, esteve largos furos abaixo do desejável e até Rui Patrício, depois de duas enormes defesas, fica ligado ao primeiro golo do Marítimo. Quando as coisas estão para correr mal, correm mesmo, ou a lei de Murphy no seu esplendor. De tal maneira que ninguém se apercebeu que Pedro Martins até começou por adoptar um sistema muito semelhante ao que utilizara em Alvalade, na primeira volta, com três elementos móveis na frente de ataque e Danilo Dias como falso "9".

O Sporting está mais longe da Champions (oito pontos para o Braga já é uma distância preocupante) e nem o quarto lugar está seguro. E a seguir vem o quê?

3 comentário(s)

Koniglowe // domingo, 12 de Fevereiro de 2012 10:18

Só o jogo da TVI como tal pouco poderei opinar sobre o Marítimo x Sporting.

Já há algum tempo em que o Benfica começa um jogo a ganhar, mesmo na Luz, nos últimos jogos começou quase sempre a perder.

Chega ao 2 -0 rapidamente e antevia-se uma goleada, até que há aquele golo de penalty, e aí durante uns dez minutos a equipa abanou.

De resto o Nacional valorizou o espetáculo nunca se remetendo à defesa, mas verade seja dita sem nunca ter criado oportunidades de golo. Jesus volta a inventar ao colocar Witsel na direita dando um toque de surpresa ao jogo, mas foi claro que o holandês andou às apalpadelas a defender. Matic pareceu-me ter feito um grande jogo.

Pior elemento em campo Jorge Sousa. Não vi o Nacional x Sporting mas esta arbitragem daquele que é apontado como um dos melhores, foi má porque o árbitro quis complicar a sua vida. Esteve mal tecnicamente, marcou faltas que não eram (incluindo o penalty) deixou faltas por marcar, e também esteve mal disciplinarmente. Os juízes de linha estiveram impecáveis nos fora de jogo. Por outro lado se há coisas que irritam verdadeiramente, é ver jogadores pagos a peso de ouro, em vez de jogarem futebol atirarem-se constantemente para o chão e pior, ver os árbitros a marcar faltas. Como diria Paulo Bento, o futebol não é o basquet em que qualquer contacto é falta!

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Hoje de manhã apanhei da SICN uma reportagem no "Sessenta Minutos" sobre a liga de futebol americano - coisa que não percebo NADA - mas achei muito interessante a forma como gerem o espetáculo e o negócio. Trinta e duas equipas que dividem os lucros  num sistema classificado como "socialista" tudo em prol do benefício da organização e em defesa do espetáculo. Reúnem-se semanalmente e analisam o que esteve mal, as arbitragens, tudo para ver onde podem melhorar. Ano após ano fazem mais dinheiro, têm mais audiências, e até o último classificado do ano anterior é candidato a ser campeão, e apontam esse facto para o sucesso da competição.

No futebol temos sempre os mesmos candidatos, que motivação têm os adeptos das outras treze equipas quando sabem que o campeão sairá do trio de sempre? Uma perspetiva diferente e muito interessante sobre o negócio do desporto.

t_domingos // domingo, 12 de Fevereiro de 2012 13:54

1- O jogo mais conseguido do Benfica em toda a época, jogadores inspiradissimos das principais peças e quando isso acontece dificilmente em Portugal alguém os conseguia parar.

Nacional completamente impotente pouco conseguia construir jogo e nem o penaltie caido do céu alguma vez me fez duvidar que este era dia do Benfica.

Do jogo para alem do resultado ficam algumas jogadas das mais fantásticas que vi esta época, Aquele "slalom" do Gaitan, a jogada entre Nolito e Rodrigo, e acima destas, a jogada no final da primeira parte que o Aimar passa a bola ao Guarda Redes...que jogada!

2-Nada que não fosse expectável aconteceu. Quando perceberem que o problema não é as arbitragens pode ser que comecem a preparar a nova época.

PS- Contra uma das equipas surpresa da primeira volta da liga espanhola hoje o Mourinho pode pôr as 2 mãos no titulo. Só mesmo ele para conseguir por este Barça nesta situação.

david almeida // domingo, 12 de Fevereiro de 2012 13:55

Parece que por este andar e ao contrario do que eperava, Domingos esta-se a por a jeito de sair de Alvalade. E sinceramente comeco  a pensar que e' ele mesmo que esta a forcar a coisa. Comecar com Pereirinha a titular quando tem Schaars e Izmailov no banco....O que pensam os colegas em campo quando veem os melhores ficar sentados. Porque uma tao grande diferenca de atitude de um jogo para o outro em apenas trez dias? Nao que o jogo da taca tenha sido deslumbrante, mas  pelo menos foi bom ver a entrega e atitude, ingredientes que faltaram por completo no jogo de ontem. Nao se podem culpar os jogadores, quem e' que comanda as tropas? Quem e' que motiva, incentiva, mostra como se deve fazer?

Jose Peseiro estava na Madeira a ver o jogo da taca, sera que quer dizer alguma coisa?

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