Com Luís Freitas Lobo e João Rosado, sob a arbitragem de Mário Fernando

Às segundas, depois das 19h, com repetição depois da meia-noite.

Luís Freitas Lobo

Nasci em 1967. Em 1970, portanto, já estava presente para testemunhar as maravilhas de Pele, Jairzinho, Tostão e companhia no Mundial do México. Ainda não conseguia, no entanto, ver os jogos sob uma perspectiva táctica. Agora, como os tenho todos gravados na minha colecção particular de vídeos, vejo-os religiosamente. Como se viajasse no tempo e visse Puskas da mesma forma que hoje vejo Kaká. Para mim, mais do que cinco continentes e sete mares, o mundo é um infinito conjunto de campos de futebol com muitas casas á volta e desde 1998 que tenho procurado, em vários meios de comunicação, passar essa emoção. Porque, como gosto de dizer 'Quando um homem tem uma paixão, seja ela qual for, o melhor que tem a fazer é ir tratar dela!'
Da Revista Mundial e Publico, até ao Expresso e à sagrada A Bola, a Bíblia com que em menino aprendi a escrever lendo Mestres como Vítor Santos. Na rádio da Antena 1 à TSF, na televisão, da SIC Noticias até à RTP, onde hoje estou. Todos os dias penso em futebol. Por isso, em qualquer local, falo ou escrevo sobre futebol, partindo sempre da única forma que o entendo ser possível conceber: com emoção.

João Rosado

João Rosado nasceu em Évora, em 1970. É licenciado em Comunicação Social pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Entre 1988 e 1992 foi colunista no jornal «A Capital». Foi redactor no jornal «Record» entre 1992-1995 e 2003-2004. Entre 1995 e 2002, foi redactor e editor no jornal «O Jogo». Desde 2007 é colunista no jornal «Diário de Notícias. Foi comentador de futebol na «Antena 1» entre 1999 e 2000, na «Rádio Renascença» entre 2001 e 2004, na Sport TV entre 2001 e 2007. É comentador de futebol na SIC, desde 2007, e na antena da TSF desde 2004.

Mário Fernando

Jornalista há 27 anos passou a maior parte da vida profissional na rádio. Comercial, Renascença, RFM, Correio da Manhã e XFM até aterrar na TSF. Foi em 1995 e, três anos depois, passou a editor de Desporto. Até hoje. É um fanático por futebol, por isso, não tem paciência para a forma como os dirigentes tratam a coisa, ou seja, quando resolvem que os clubes deles é que contam e o resto é paisagem. Não é, mas isso eles jamais vão entender. No meio de tudo isto houve três reportagens que o marcaram: a primeira visita de Nelson Mandela a Londres depois da libertação e duas edições dos Jogos Olímpicos, Sidney2000 e Pequim2008. Curiosamente, nenhuma delas tem a ver com futebol.

Check in

Colocado por mario.fernando em 07-03-2012 às 01h00

Estar nos quartos-de-final da Champions é importante para qualquer clube. Integrar o lote dos oito melhores da Europa não é fácil para uma equipa portuguesa nos dias que correm e nem é preciso explicar porquê. O Benfica conseguiu e isto, só por si, já deve ser valorizado. Tê-lo feito à custa de um Zenit, a melhor equipa da Rússia na actualidade - dizem os que conhecem a realidade do campeonato daquele país - , ainda é mais relevante. E virar uma eliminatória da forma certeira como o realizou, torna tudo bastante mais interessante.

Desde muito cedo se percebeu que o Zenit foi à Luz com o pensamento na receita aplicada no Dragão. Vinha de S.Petersburgo com a vantagem de um golo, pelo que sair de Lisboa com um empate a zero servia perfeitamente. Desta vez, com Malafeev na baliza (e notou-se a diferença) e Criscito de regresso, a equipa russa tratou de trancar, dentro do possível, o acesso à sua área, porque quanto à possibilidade de subir até à área encarnada era questão que nem se colocava. De resto, durante toda a primeira parte, a única oportunidade de golo que criou foi consequência de uma trapalhada da defensiva do Benfica. Para lá disso, nada.

Assim sendo, e porque era o Benfica que precisava de marcar, Jorge Jesus montou o onze da maneira mais equilibrada que podia face à ausência de Aimar. Diga-se desde já que o técnico, ao longo de toda a partida, "leu" muito bem a evolução do jogo e não entrou em riscos (ou invenções, se quiserem) desnecessários. Foi prudente o que, neste caso concreto, significa que foi inteligente. Ou, colocando a questão de outra forma, Jesus teve a noção precisa do modo como deveria gerir a partida em função das mutações que ela pudesse oferecer.

É verdade que o Benfica não teve muitos lances de golo potencial nos 45 minutos iniciais, mas criou os suficientes para justificar a vantagem, mesmo ao cair do pano. E aqui cabe o destaque para o homem da noite. Witsel fez uma exibição magistral, porventura, a melhor desde que chegou ao Benfica. Não falo apenas do papel (crucial) que teve no golo de Maxi, mas também dos "desdobramentos" a que foi obrigado pelas circunstâncias durante a segunda metade do desafio. Brilhante.

Justamente a propósito da segunda parte, refira-se que o Zenit - "condenado" a ter de procurar o empate - teve muito mais posse de bola, só que viveu nesta ilusão da falsa superioridade porque o Benfica (propositadamente) assim o quis. Os russos entretinham-se a circular a bola sem construirem um lance ofensivo digno desse nome. Jesus optou pelo contra-ataque - e com razão - gerindo as peças do puzzle com o cuidado que a situação exigia. Daí a saída de Rodrigo para a entrada de Nolito ; depois, a inclusão de Matic (para não desequilibrar o meio-campo) abdicando de Gaitan e desviando Witsel para uma zona mais central; e, finalmente, trocando Cardozo (em noite pouco esclarecida) por Nelson Oliveira (com as vantagens que se viram).

O Benfica ganhou e bem. E fê-lo demonstrando que nem sempre é preciso ser muito "artístico" para se ser melhor. Jesus, que não está isento de responsabilidades na forma como geriu a recente partida com o FC Porto, é agora o principal responsável pelo sucesso frente ao Zenit. Agora que está feito o check in para o lote dos milhões, a única coisa que se lhe pede é que siga este caminho racional na próxima eliminatória. Principalmente sabendo nós que há uns adversários mais inacessíveis do que outros.   

15 comentário(s)

Jose Armando // quarta-feira, 7 de Março de 2012 22:18

Mais uma vez um notável conjunto de jogadores salvou a pele do treinador e este ajudou ao vestir o fato que tão bem lhe fica, o de um adjunto competente, somando e não estorvando.

Infelizmente este treinador sofre de um problema de dupla personalidade, muito bom quando permanece nas suas tamanquinhas e um desastre quando arma em importante. A sorte dele - pode estar a esgotar-se - é dispor de um conjunto de jogadores com uma cultura profissional acima da média, que sentem o clube para além do estritamente profissional e que só precisam que o treinador confie na capacidade da equipa, que não os confunda com invenções e exibicionismos.

Na minha opinião nada de especial se passava com a equipa até sexta-feira, era apenas um momento em que ela precisava de respirar e mesmo relaxar, nomeadamente, tirar do corpo e da mente, a deslocação e o jogo na Rússia, a perda de um jogador que estava a ser determinante (Rodrigo) e a ausência do mais decisivo jogador (Javi Garcia) e daí que a derrota em Guimarães não deveria ter tido especial importância, deveria ter sido controlada com facilidade. Quem quiser dar-se ao trabalho de contar, entre as duas mãos da eliminatória passaram vinte dias, sendo aceite pela generalidade dos observadores que a equipa estava em bom momento antes do jogo da Rússia e nenhuma equipa cai a pique em quinze dias ou de um dia para o outro.

O treinador deveria ter conseguido entender e trabalhar sobre esta realidade, o que é areia a mais para a camioneta do homem. Não o conseguiu, somando-lhe o erro de incluir Rodrigo, de repente feito insubstituível. O empate em Coimbra, visto isoladamente, também nada teve de dramático, a equipa jogou o suficiente para o ganhar, só que tinha havido Guimarães e se seguia um jogo muito importante e o grupo ficou com dúvidas sobre o seu próprio momento, ampliado por uma CS hostil na sua maioria.

Quinta-feira passada senti-me nauseado quando o ouvi falar de Lucho e do "pinheiro" austríaco, de forma completamente desajustada, apenas para se dar ares e soube que ele não entendia o momento da equipa e não estava a preparar, convenientemente, o jogo de sexta.

Vítor Pereira leu bem o momento do adversário e fez o que seria previsível, repetindo a receita que utilizara com o Barcelona e no jogo da primeira volta: entrar muito forte e aproveitar a instabilidade emocional do Benfica. Não foi necessária nenhuma genialidade, nenhum banho tático. Se eu previ que ele o faria, porque não o treinador do Benfica? Porque não deu, de início, o controlo do jogo, em vez de lhe ser imposto? Porquê, quando a equipa fez o 2-1, não tirou Aimar, metendo Matic e deslocando Witsel? Ou porque não entrou com a equipa de ontem, deixando Aimar para mais tarde? E desculpem, o Porto teve mérito, até conseguiu pareceu melhor do que é.

Enfim, chover no molhado, veremos se a minha análise do momento do Benfica é correta. E claro, já se sabe que aquele terceiro golo não teve importância nenhuma e que não influenciou o resultado. Sabem a diferença entre uma imagem em movimento e uma imagem fotográfica? Quem souber talvez perceba porque a Comissão de Disciplina não quer saber do que disse o treinador do Benfica, não vá a tampa saltar.

Jose Armando // quarta-feira, 7 de Março de 2012 22:34

O Apoel apurou-se, Ah!, Ah! Grande Manduca, um jogador que tenho orgulho tenha passado pelo Benfica.

E Messi? Uau!

Nicolau Teixeira // quinta-feira, 8 de Março de 2012 7:17

Boas...

Realmente o Apoel está a fazer história, relembrando que se o FCP tivesse sido minimamente competente poderia (quem sabe) atingir também uns quartos de final da champions... Este apuramento do Apoel são boas notícias para o SLB, que se tiver novamente estrelinha no sorteio, poderá atingir as meias finais da champions, o que ser muito prestigiante para o clube e para o país..

Quanto a Messi... É como o caro JA diz.. Uau!

Cesar_Santos // quinta-feira, 8 de Março de 2012 10:48

Sabia que estes dias pós-clássico seriam "difíceis" aqui no blog. Contudo, não esperava tanta agressividade. É pena, tendo em conta o jogo. O caro Armando ainda não se cansou de "malhar" no FCPorto e nas suas gentes, como se o golo que definiu a partida fosse o único erro de Proença, neste caso, daquele bandeirinha. Confesso que é difícil ler determinado tipo de "achegas", até porque a evidência que mais saltou à vista do jogo é que deveria preocupar o povo benfiquista. Não sei se alguém reparou, mas um FCPorto sem treinador ganhou o jogo ao Benfica que tem o mesmo treinador há três épocas. Desde que Jesus está no Benfica, a equipa da Luz ganhou 3 clássicos, mas só num deles convenceu, que foi na final da Taça da Liga de há 2 anos. Isso sim, deveria ser motivo de preocupação. Os meus caros colegas de comentário benfiquistas vão-me desculpar, mas uma equipa que em 3 jogos passa de 5 pontos de avanço para 3 de atraso não pode nunca ser campeão. O Benfica não merece ser campeão e talvez nem o FCPorto o mereça, mas no jogo que poderia definir alguma coisa, houve uma equipa que procurou mais que outra. Essa é a verdade. E o mais estranho, é que o FCPorto não tem sido mais que uma equipa banal durante esta época. Aliás, eu posso até afirmar que na maioria dos jogos a equipa portista não tem passado do sofrível. No entanto, depois de tanto empolamento sobre a equipa de JJ, a verdade é que são os azuis-e-brancos a estar na frente. A questão que se levanta é se este Benfica é assim tão superior à banalidade que é este FCP? Não me parece, mesmo considerando a eliminação do Zenit.

Cumprimentos

Jose Armando // quinta-feira, 8 de Março de 2012 12:27

Caro César,

Aceito as críticas. Contudo, deixe que lhe explique o porquê da perspetiva e servindo-me de um dos mais notáveis propagandistas do portismo: MST e ao longo dos últimos 10/12 meses.

1º - Depois da conquista de Liga Europa, afirma que equipa do AVB era a melhor de todos os portugueses tempos. Como compreender este delírio quando uma equipa do Benfica conquistou duas TCE seguidas e na terceira final consecutiva só não ganhou porque foi impedida. É o mesmo tipo de afirmação que se faz, hoje, quando se diz que o Barcelona é a melhor equipa de sempre. Então, o Real Madrid que ganhou, seguidas, cinco TCE?

2º - No início da presente temporada afirma que não queria nenhum jogador do Benfica, coisa nada discutível enquanto querer. Só que o autor pretendeu significar que nenhum jogador do Benfica tinha qualidade suficiente;

3 - Em Janeiro/Fevereiro do ano que corre, afirmou que a equipa do Benfica tinha tanta qualidade como a de AVB. No caso até me apetecia concordar com ele e não o fiz porque não posso ignorar a dupla personalidade do treinador do Benfica, daí, suponho, que tenha reparado que há muito tempo não nomeio a personagem?

4 - Li só meia dúzia de linhas da crónica desta semana e desatei a rir.

Diga-me como qualificar este profeta do portismo? Por mim, oscilo entre a pura desonestidade intelectual e esquizofrenia múltipla, um ambulante “big-bag” de neuroses. Há portistas que não são assim, tenho a certeza, o caso é que são aqueles a imensa maioria. Compreenda, a necessidade de ripostar – muitas vezes injusta - é uma questão de higiene mental.

PS. E não foi o jogo da Luz, esse é apenas mais um episódio na imensa listagem de benefícios e que decorrem da brevíssima análise do polvo que fiz na página anterior. Claro que não concordámos, paciência.

Cesar_Santos // quinta-feira, 8 de Março de 2012 14:31

1 - Miguel Sousa Tavares está longe de ser um profeta do portismo, muito menos um propagandista. É um tipo que escreve umas coisas sobre futebol, mais ou menos acertadas, mas, na realidade, nada de importante. Aliás, o espaço protagonizado por MST poderia ser ocupado pelo próprio José Armando. A diferença é que um é portista, o outro é benfiquista. Bem sei que para o caro Armando é uma diferença enorme, sobretudo porque vê o futebol português como uma luta entre o bem e o mal, onde o Benfica representa o bem e a justiça e o FCPorto tudo aquilo que considera de errado. É uma forma tão legítima de ver o futebol como outra qualquer. Confesso que não faço esse tipo de distinção, não tenho por hábito generalizar aquilo que penso do Benfica a todos os seus adeptos e simpatizantes, assim como compreendo na perfeição que no FCPorto e nas suas gentes existe muito canalha e mau-feitor.  Quanto a MST, nunca fui seu fã, nem nas crónicas d'A Bola, nem sequer dos seus livros. Aliás, lembro-me que na época passada MST dizia que Moutinho era uma inutilidade. Por isso, por aí se vê aquilo que Sousa Tavares percebe àcerca do jogo. No entanto, como na cultura latina se acha engraçado convidar pessoas de outras áreas a falar sobre temas que claramente não dominam temos de levar com determinado tipo de (des)informação. No entanto, é preciso não esquecer que o Benfica também tem as suas aves raras nos jornais. O grande problema quanto ao Benfica, e é sem dúvida o que mais me incomoda, é que são jornalistas a fazer determinado tipo de artigos, não são convidados semanais. São pessoas que fazem o jornal, que decidem para que caminho querem ir e que sabem como influenciar e deturpar determinado tipo de informação e notícia. E olhando para dois ou três nomes, não me parece que o caro Armando se orgulhe que benfiquistas como a srªLeonor Pinhão, ou Fernando Guerra, quem sabe Domingos Amaral, escrevam determinado tipo de coisas.

2 - Quanto aos casos que enumerou no post anterior, confesso que esperava mais do caro Armando. O caro enumerou uns poucos em que o Benfica foi prejudicado ou em que o FCPorto foi beneficiado, pois isso é exactamente a mesma coisa para o povo benfiquista, mas acredite que eu sou capaz de enumerar outros tantos, talvez o dobro, em que o inverso também sucedeu. Estava à espera que o caro Armando fosse capaz de "pegar" no tema arbitragem doutra forma, sempre com o FCPorto na mira, como é óbvio, até porque não faria sentido doutra forma, mas enumerar casos? Enumerar jogadas? Sinceramente, o caro Armando é capaz de bem melhor, é capaz de abordagens mais líricas e bem mais interessantes.

Cumprimentos

Copi // quinta-feira, 8 de Março de 2012 20:43

Bla, bla, bla...

Não entendo como é possível perder tanto tempo falando de MST. Por amor de Deus!!! Toda a gente sabe que da boca daquele senhor só sai asneira, e continuam a dar-lhe tempo de antena. Tenham decência e deixem o homem falar para o vento!!!!

Quanto ao jogo de 3ª feira, ai que nervos!!! Um benfica de facto mais personalizado, com os seus jogadores e JJ a interpretarem bem o jogo. Correu-nos bem! Não é preciso estar com muitos silogismos para definir o jogo até porque não acrescento muito às opiniões expressadas acima.

Agora há que analisar o efeito desta qualificação. O que esta conquista produzirá no balneário e se de facto vamos voltar ao caminho que vínhamos percorrendo. Confesso que tenho um pouco de reservas para esta recta final mas se as coisas dependerem só de nós, creio que podemos alcançar o título.

Sim, caro César, cujos argumentos sobre  o merecimento de ganhar o título ou não me parecem no mínimo infelizes e ignorantes. Os campeões não são só feitos de regularidade, mas sobretudo de sorte! Porque no final o que fica para a história são os pontos que se obteve para ser campeão e não a forma como se ganharam esse pontos. De preferência que esses não sejam ganhos com golos em fora de jogo...

Desafio-o a dizer quem acho que merece ser campeão! O seu Porto???

Porque entrou à campeão???? Poupe-me dos disparates!

Análises como a que fez de facto faz transparecer que ao contrário do que afirma, é mesmo um fã do MST. Paciência e razão tinha a minha avó que dizia: é mais cego aquele que não quer ver do que aquele que não vê...

Copi // quinta-feira, 8 de Março de 2012 20:44

Bla, bla, bla...

Não entendo como é possível perder tanto tempo falando de MST. Por amor de Deus!!! Toda a gente sabe que da boca daquele senhor só sai asneira, e continuam a dar-lhe tempo de antena. Tenham decência e deixem o homem falar para o vento!!!!

Quanto ao jogo de 3ª feira, ai que nervos!!! Um benfica de facto mais personalizado, com os seus jogadores e JJ a interpretarem bem o jogo. Correu-nos bem! Não é preciso estar com muitos silogismos para definir o jogo até porque não acrescento muito às opiniões expressadas acima.

Agora há que analisar o efeito desta qualificação. O que esta conquista produzirá no balneário e se de facto vamos voltar ao caminho que vínhamos percorrendo. Confesso que tenho um pouco de reservas para esta recta final mas se as coisas dependerem só de nós, creio que podemos alcançar o título.

Sim, caro César, cujos argumentos sobre  o merecimento de ganhar o título ou não me parecem no mínimo infelizes e ignorantes. Os campeões não são só feitos de regularidade, mas sobretudo de sorte! Porque no final o que fica para a história são os pontos que se obteve para ser campeão e não a forma como se ganharam esse pontos. De preferência que esses não sejam ganhos com golos em fora de jogo...

Desafio-o a dizer quem acho que merece ser campeão! O seu Porto???

Porque entrou à campeão???? Poupe-me dos disparates!

Análises como a que fez de facto faz transparecer que ao contrário do que afirma, é mesmo um fã do MST. Paciência e razão tinha a minha avó que dizia: é mais cego aquele que não quer ver do que aquele que não vê...

Jose Armando // quinta-feira, 8 de Março de 2012 22:47

Chapeau, caro César.

1 – Ok, MST não é um profeta. Ai-a-tola, talvez? E pouco importa o que dele possamos pensar, o facto é que o homem é uma personagem de topo do “mainstream” nacional e considerado um notável do portismo. Poderia ter citado o colega das sextas, qualquer deles simples versões da mesma forma de estar no futebol. Tem razão, não gosto de Leonor Pinhão, embora lhe reconheça inteligência, do Amaral nunca passo do título e quanto ao “Tem Dias” Fernando Guerra é um jornalista, o facto não pode impedi-lo de poder exprimir opiniões pessoais e devidamente assinadas, embora partilhando com ele o que penso do treinador do Benfica – também ele detesta coincidências - por vezes acho que ele exagera na destruição. De resto “A Bola” é uma espécie de partido político, um mosaico de tendências e frações, embora o caro não acredite que se trata de um jornal controlado pelo FC do Porto, coisa que para ser constatada exige que não se dê importância às capas e pode crer nunca comi a casca das bananas, deitando fora o caroço.

2 – Nunca aceitaria, compreenda: fiz o primeiro ano de comunicação e mudei de curso. (Não sei se cheguei a agradecer-te devidamente, caríssimo Zé Manuel).

3 – Desculpe, não vejo o mundo a preto e branco. Nem o FC do Porto é o “mal absoluto” nem o SLB o “bem”. Entenda, estou contra a estrutura portista, contra as práticas e os métodos, nada contra o clube e o portismo, só que na dialética é muito difícil fracionar o que é coletivo e o FC do Porto é uma realidade sociológica, com superestrutura e base e não enxergo contradições na pirâmide. Daí o risco de exageros. E o poder da estrutura portista é totalitário, com um chefe plebiscitado.

4 – Há uma diferença, de natureza cultural: uma estrutura semelhante à portista era impossível no Benfica. Há neste um controlo dos dirigentes que não existe em qualquer outro clube, determinadas práticas não seriam toleradas e não se trata de sermos todos “bons”, existe uma espécie de “repressão” interna que as impede. Há, no SLB, desde a fundação, uma prática democrática e nem o salazarento regime impediu os princípios, as eleições, embora controlasse os nomes. O Benfica nunca teve dono, o seu fundador e mais importante dirigente histórico nunca aceitou ser presidente. Estruturas à parte, Benfica e Porto são entidades completamente diferentes, reproduzem culturas diferentes, repito o adjetivo. E, contudo, os dois clubes tiveram 80 anos de boas relações e não pode imputar ao Benfica a responsabilidade pela relativa pequenez do FCP até 1974 e não foi o SLB que fez do FCP um adversário que era – é - necessário bater, por qualquer preço.

5 – Há quem não saiba: de 1940 ao início dos anos 50, o Benfica não tinha campo, jogava em instalações cedidas pelo Sporting, na famosa “Estância das Madeiras”, e de 1904 a 1925, também não tinha, chegando a jogar os dois jogos no campo do adversário, o que demonstra a capacidade de sobrevivência do clube. Não sei se Porto ou Sporting teriam passado em tais condições. Compreenda, o orgulho não pode resumir-se aos troféus, a estatística dá pouco lastro para o futuro. A estrutura portista pensou que tornar-se o maior clube de Portugal resultaria das vitórias, nunca percebeu que as vitórias ajudaram o Benfica, sem dúvida, mas que foram as condições sociais do tempo e do país que fizeram do Benfica aquilo que é, mesmo sem troféus. E, sem ofensa, a estrutura portista não é muito subtil, nada dada a análises da “insustentável leveza” da sociologia.

6 – Não vou discutir a contabilidade dos benefícios e prejuízos de arbitragem, exceto que as duas últimas jornadas demonstram um padrão com mais de 20 anos, estas coisas acontecem quando o FC do Porto precisa delas, não acontecem ao Benfica nem ao Sporting. E é natural que os beneficiados e os prejudicados tenham perspetivas diferentes, afinal a moral do leão e carneiro são diferentes. E repare, acho que só citei um exemplo, uma repetição de sexta, mesmo no resultado do jogo e no campeonato de então. Poderia citar-lhe o que disse José Pratas, 20 anos depois de certo jogo em Coimbra. Disse ele: “Se fosse hoje tinha expulsado toda a equipa do Porto”. Claro, 20 anos depois já não arbitrava, não dependia da coisa, era o tempo do Dr. Lourenço Pinto ou da sua recente sucessão como chefe dos árbitros. Está a ver?

E que tal uma listagem das malfeitorias benfiquistas? É que estou farto de fazer este desafio e nada. Será que é porque não existem? Vá lá, caro César, coragem! No Benfica não existem esquadrões disciplinares, não temos…Deixe lá, fiquemos por aqui, não há necessidade da relação nominal dos bandidos e se a Autoridade não pode, que se lixe E compreenda, o futebol é apenas um pretexto.

Cumprimentos.

PS. Interessante o que se passa no MU.

Cesar_Santos // quinta-feira, 8 de Março de 2012 22:53

Caro Copi, um conselho, costuma dar jeito ler os textos na sua totalidade e não na diagonal.

Já agora, como acredito que a maioria das pessoas são sensatas, peço-lhe que atente bem no que a sua avó lhe disse e pense no que foi a realidade do jogo de Sexta-Feira ou mesmo o jogo com o Zenit. Quando for capaz de deixar um pouco de lado a exarceberada clubite, talvez aí perceba o alcance de determinado tipo de frases.

Cumprimentos

P.S.: Gosto muito da Língua Portuguesa e é uma tremenda falta de respeito ter escrito "mau-feitor", porque não foi assim que me ensinaram. Malfeitor seria a forma correcta. Fica então o meu pedido de desculpas pela imbecilidade do meu erro.

Jose Armando // quinta-feira, 8 de Março de 2012 22:57

Desculpem, só mais uma: a excelente entrevista de Rubem Amorim. É uma chatice esta coisa da cultura e da inteligência.

Cesar_Santos // quinta-feira, 8 de Março de 2012 23:33

1 - Como pode perceber, não gosto de Miguel Sousa Tavares. Do estilo, da forma, do conteúdo, ou seja, de nada. Pelo contrário, aprecio Rui Moreira, até porque tem um estilo bem mais interessante. Para além disso, partilho dalgumas das suas ideias noutras áreas que não o futebol. Quanto ao jornal A Bola, o caro Armando vai-me desculpar, mas o que acabou por escrever é um tremendo de um delírio. Já deixo de lado as capas, mesmo considerando a estupidez que foi a deste Sábado, mas os próprios artigos são muito, para não dizer bastante, condicionados pela linha editorial que a direcção tomou. E o caro Armando sabe tão bem como eu que não é em prol do FCPorto.

2 - Completamente de acordo no que respeita à diferença entre Benfica e FCPorto e quanto à impossibilidade de uma estrutura portista liderar o Benfica, embora me pareça que LFV tenha copiado algumas boas ideias da liderança Pinto da Costa. O caro Armando vai-me desculpar a provocação, mas a grande diferença entre Benfica e FCPorto é o factor que desiquilibra a maioria dos confrontos para o lado azul-e-branco. O FCPorto cresceu com base num ódio quase visceral ao Benfica e a tudo aquilo que o clube encarnado representa e os jogadores que actuam de azul-e-branco acabam por perceber a importância deste confronto para os adeptos. Foi isso que decidiu o clássico de sexta-feira, é isso que decide a maioria dos clássicos a favor do FCPorto, mesmo em fases que o Benfica apresenta mais e melhor futebol. O FCPorto cresceu e tornou-se grande contra o Benfica e isso nunca há-de mudar, porque para ser respeitado, foi necessário bater o "monstro". O Benfica foi para o FCPorto, durante demasiados anos, o Adamastor, o cabo das tormentas, e Pinto da Costa percebeu que a melhor forma de combater esse monstro seria encará-lo de frente. Quase como uma história de David contra Golias, que por acaso agora são 2 Golias. É isso que é tão apaixonante na história do FCPorto. Como é que é possível que um clube do norte esquecido tenha batido o pé à super-potência da capital? Foi preciso muito trabalho, talento e sofrimento. Se nem tudo foi feito da melhor forma? Claro que não, até porque isto não é uma história do bem contra o mal. É a lei da Selva. E o FCPorto desmistificou essa lei, provando que o David pode derrotar o Golias. O que eu quero dizer é que aquilo que o FCPorto atingiu, foi conquistado, ao contrário dum Benfica que ocupou com naturalidade um lugar que estava vago. É por isso que ganhar é tão importante para nós, adeptos portistas, porque nós temos que provar que somos grandes, nós temos de mostrar que somos melhores. É essa a nossa essência. Obviamente, muito daquilo que o FCPorto é deve-o ao Benfica, pois é claro que sem a enormidade que é/era o Benfica, o FCPorto não seria o mesmo clube que é na actualidade.

3 - Pinto da Costa. Compreendo que o caro Armando não distinga onde acaba o clube e começa o Presidente, ou vice-versa. Aliás, é difícil para qualquer pessoa fazê-lo, até porque acredito que, nesta altura, seja impossível fazê-lo. Contudo, a era Pinto da Costa não é eterna e, acredite no que lhe digo, os Portistas têm consciência disso mesmo e a própria estrutura está a preparar-se para esse momento. Normalmente, ouço vários Benfiquistas dizerem que quando Pinto da Costa se for, o FCPorto terá um trágico destino. Confesso, rio-me. Para dentro claro. E penso naquilo que é o paradigma da presidência de Pinto da Costa. A base, sem dúvida, contra o Benfica. A estratégia era clara, o objectivo também, a forma de o fazer mais que identificada. O objectivo foi cumprido, mas acredito que tem falhado o passo seguinte. Já imaginou o que pode acontecer se a próxima geração de lideres do portismo for capaz de manter as virtudes da actual liderança e, ao mesmo tempo, saltar a próxima fase? Já imaginou no que isso representaria para o próprio Benfica, socialmente?

Cumprimentos

P.S.: Sem dúvida, caro Armando. Mas nada que não fosse de esperar. Na Liga dos Campeões acaba por cair num grupo onde a vitória seria obrigatória, natural e praticamente certa. É assim o futebol e ainda bem. Para além disso, sempre gostei do Athletic Bilbao.

Jorge Reis // quinta-feira, 8 de Março de 2012 23:42

"Ranking UEFA: Portugal passa a França e está em quinto! "

isto é que importa........futebol é desporto o resto são tretas, futebol não é ciência.....é bola na rede....é Cristiano Ronaldo, Messi, Hulk, Aimar, Rui Patricio, Moutinho, Rodrigo, etc e Portugal é um pais em crise, com processo de ajuda externa e o futebol bate-se ao nivel dos melhores....O  Leverkusen da grande Alemanha levou 7.......meus caros o resto é tudo treta....

Jose Armando // sexta-feira, 9 de Março de 2012 12:36

Caro César, como vê não somos inimigos e sendo de bandeiras diferentes, a anormalidade seria estarmos de acordo. Pretendi e recebi o devido troco, demonstrar que se pode divergir sem o arremesso de pedras.

Reconheço a coerência ideológica da exaltação que faz dos méritos portistas, porém deixe que lhe diga: há qualquer coisa de profundamente errado quando um clube se apoia no ódio para se reformular e afirmar. Não há guerras limpas e podem tornar-se completamente sujas, quando os comandos esquecem o respeito mínimo pelo adversário que pretendem vencer. Um célebre estratega militar escreveu que “a guerra é um instrumento ao serviço da política e nunca com a finalidade de destruir o inimigo”. Quando este respeito mínimo não existe, decorre desta perspetiva que tudo é permitido e válido. Quando um clube faz da guerra a um dado inimigo a sua forma de sobrevivência, é mais que um sintoma da tal “doença” e coloca uma pergunta: o que acontecerá se o inimigo ripostar e vencer? O que sobrará? E lembre-se, uma guerra é uma soma de episódios, recontros, batalhas e a história está cheia de exemplos de exércitos que venceram todas as batalhas, à exceção de uma.

Restam duas conclusões e a primeira é a minha convicção que o portismo – a sua estrutura…- não olha a meios para atingir os seus objetivos, por mais sujos que sejam e do facto existe abundante documentação. A segunda é que não se pode ganhar uma guerra quando não se conhece o inimigo e o portismo não conhece o aquele que definiu como o “tal” e o Benfica nunca fez nada, além da produção orgânica e desportiva, para ser o maior clube nacional, um “clássico” europeu, pobre sem dúvida, mas um estatuto que o FCP, com tantas vitórias nunca conseguiu. Tudo derivou da cultura de clube e das condições sociais, nunca houve qualquer estratégia de domínio e são essas que irão determinar quem vencerá, sendo minha convicção que o FCP já a perdeu ao manter-se, essencialmente, um clube regional. Sendo o país tão pequeno, sem fraturas de identidade nacional, isto é dramático e determina uma última questão: o saber porque tantas vitórias apenas permitiram a ultrapassagem do Sporting.

Bem, deixemos ao futuro a resposta a estas questões e demorará mais ou menos, dependendo da capacidade da estrutura dirigente do Benfica compreender a necessidade de uma resposta subtil e contundente. Por exemplo, não tenho dúvidas como irá terminar o folhetim dos direitos televisivos e a estrutura do Benfica, basicamente economicista, não é subtil e duvido que seja inteligente. Ideológica não é.

Desculpe, é o meu olhar pelo fenómeno, não é uma bugiganga que pretenda impingir a ninguém, não pretende ser um exercício de vidência ou uma manifestação de fé e sim de pura análise, baseada em premissas que até podem estar erradas. Veremos. E é tempo de deixar de perturbar a oceânica profundidade intelectual do caro J. Reis e regressar às coisas sérias.

david almeida // sexta-feira, 9 de Março de 2012 13:28

O Caro Mario Fernando esta de baixa?

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