Com Luís Freitas Lobo e João Rosado, sob a arbitragem de Mário Fernando

Às segundas, depois das 19h, com repetição depois da meia-noite.

Luís Freitas Lobo

Nasci em 1967. Em 1970, portanto, já estava presente para testemunhar as maravilhas de Pele, Jairzinho, Tostão e companhia no Mundial do México. Ainda não conseguia, no entanto, ver os jogos sob uma perspectiva táctica. Agora, como os tenho todos gravados na minha colecção particular de vídeos, vejo-os religiosamente. Como se viajasse no tempo e visse Puskas da mesma forma que hoje vejo Kaká. Para mim, mais do que cinco continentes e sete mares, o mundo é um infinito conjunto de campos de futebol com muitas casas á volta e desde 1998 que tenho procurado, em vários meios de comunicação, passar essa emoção. Porque, como gosto de dizer 'Quando um homem tem uma paixão, seja ela qual for, o melhor que tem a fazer é ir tratar dela!'
Da Revista Mundial e Publico, até ao Expresso e à sagrada A Bola, a Bíblia com que em menino aprendi a escrever lendo Mestres como Vítor Santos. Na rádio da Antena 1 à TSF, na televisão, da SIC Noticias até à RTP, onde hoje estou. Todos os dias penso em futebol. Por isso, em qualquer local, falo ou escrevo sobre futebol, partindo sempre da única forma que o entendo ser possível conceber: com emoção.

João Rosado

João Rosado nasceu em Évora, em 1970. É licenciado em Comunicação Social pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Entre 1988 e 1992 foi colunista no jornal «A Capital». Foi redactor no jornal «Record» entre 1992-1995 e 2003-2004. Entre 1995 e 2002, foi redactor e editor no jornal «O Jogo». Desde 2007 é colunista no jornal «Diário de Notícias. Foi comentador de futebol na «Antena 1» entre 1999 e 2000, na «Rádio Renascença» entre 2001 e 2004, na Sport TV entre 2001 e 2007. É comentador de futebol na SIC, desde 2007, e na antena da TSF desde 2004.

Mário Fernando

Jornalista há 27 anos passou a maior parte da vida profissional na rádio. Comercial, Renascença, RFM, Correio da Manhã e XFM até aterrar na TSF. Foi em 1995 e, três anos depois, passou a editor de Desporto. Até hoje. É um fanático por futebol, por isso, não tem paciência para a forma como os dirigentes tratam a coisa, ou seja, quando resolvem que os clubes deles é que contam e o resto é paisagem. Não é, mas isso eles jamais vão entender. No meio de tudo isto houve três reportagens que o marcaram: a primeira visita de Nelson Mandela a Londres depois da libertação e duas edições dos Jogos Olímpicos, Sidney2000 e Pequim2008. Curiosamente, nenhuma delas tem a ver com futebol.

Discurso à Champions

Colocado por mario.fernando em 06-03-2013 às 00h08

Intenso, à Champions, duas grandes equipas frente a frente, com prudência e ousadia de parte a parte. Grandes jogadores, grandes treinadores. Pena que os restantes atores não estivessem ao mesmo nível.   

Pode não ser muito comum no futebol, mas é uma demonstração de honestidade. E de respeito para com os adversários e, principalmente, para com Alex Ferguson. O Real Madrid tirou o Manchester United da Liga dos Campeões, só que José Mourinho assumiu que, em Old Trafford, não venceu a melhor equipa. Algo que seria impossível ouvir num certo país que eu conheço.

O técnico português tem consciência de que contra dez foi mais simples ao Real virar o caminho da eliminatória. A expulsão de Nani, muito discutível, fez com que o autogolo de Sérgio Ramos (que continua na ribalta pelas razões mais bizarras) de pouco valesse à equipa inglesa, perante aquele lance de antologia de Modric (talvez a única coisa verdadeiramente importante que fez desde que se mudou para Madrid) e o estar-no-sítio-certo-na-hora-certa protagonizado por Ronaldo para a estocada final. O golo que Cristiano não festejou. Diego Lopez, em grande, tratou do resto.

A questão é que o futebol não se compadece com justiças ou injustiças. Aliás, o próprio Real Madrid já o sentiu na pele e Mourinho não o deixou passar em claro, ao lembrar o jogo com o Barcelona em que Pepe foi expulso. O facto é que o Real venceu e ao instalar-se nos quartos de final reforça a sua candidatura ao triunfo final. O sonho de Mourinho chegar à sua terceira Liga dos Campeões permanece de pé.

PS : Teste notável feito no râguebi. Uma câmara instalada junto ao auricular do árbitro permite-nos conferir a visão real que ele tem dos lances. Não a da câmara de televisão lateral, não a daquela que está atrás da baliza, não a que se situa na bancada. Do ponto de vista televisivo é revolucionário. Vendo a mesma jogada na perspetiva de quem dirige o jogo, conclui-se facilmente que as leituras dos lances não são sempre coincidentes. Pena que o futebol se recuse a alinhar nisto. Seria divertido assistir à derrocada de alguns mitos. 

20 comentário(s)

Koniglowe // quarta-feira, 6 de Março de 2013 9:07

Tive oportunidade de ver o jogo e continuo a insistir na minha ideia que nunca que um clube poderia ficar em inferioridade numérica contra outro, só porque um jogador agride outro ou comete uma falta para vermelho, ou pior fica à mercê do protagonismo de um árbitro como aconteceu ontem.

O jogo de ontem tem uma história até à expulsão de Nani e outra completamente diferente depois. Antes, via-se que dificilmente o Real conseguia entrar da defesa do Manchester, e mal Nani foi expulso sentiu-se logo a seguir que o Real ia virar o resultado facilmente.

Admito que um jogador que seja expulso deixe a sua equipa com menos um, sei lá, 5/10 minutos, agora deixar um clube sem um jogador que pode fazer toda a diferença e com menos um e sem o poder substituir até ao final do jogo desde logo é péssimo para o espetáculo. E já agora que falei nas substituições, se existe um quarto árbitro pergunto-me - por que raio se tem que parar o jogo para fazer uma substituição? Por um lado temos muitas vezes um treinador que tem de esperar 2/3min para que a bola saia para poder fazer entrar um jogador, depois sem falar nas perdas de tempo que se fazem constantemente nos últimos 5 minutos de jogo com substituições só para acabar com o jogo mais rapidamente. Acho que há tanta coisa que se poderia fazer para melhorar o jogo.

Sobre Ronaldo já se sabia como é que ele ia ser recebido pelos adeptos ingleses, são o tipo de coisas que os adeptos portugueses podiam imitar, mas infelizmente só imitam o que de mau se faz lá fora. Aquele gesto de o receberem daquela forma, não é só o respeito para com um dos melhores jogadores de mundo, é antes de mais uma forma de mostrar respeito e gratidão por tudo aquilo que aquele jogador já deu ao clube, e os gestos de Ronaldo mostraram que também não se esqueceu do clube que lhe deu tanto. E veja-se como eles sabem distinguir as coisas e têm a cabeça arrumada. Antes do jogo receberam-no daquela forma apoteótica que até o terá deixado até desconfortável, mas começou o jogo e ele foi assobiado como qualquer outro jogador do Real. É admirável aquela cultura desportiva.

Não vi nem li nada sobre o teste com a câmara que o Mário descreveu, mas acho que é lógico que o campo de visão de árbitro será muito diferente da visão das câmaras nas bancadas, aliás o mesmo lance que a televisão nos dá visto de uma câmara às vezes parece uma coisa, visto de outra câmara já parece outra completamente diferente. Daí que a própria condição física e posicionamento do árbitro seja importante para melhor poder decidir no momento cada lance.

P. Torres // quarta-feira, 6 de Março de 2013 9:30

Mário, concordo com tudo isso que diz mas quantos rios de tinta deixariam de ser gastos a discutir as falhas arbitrais?

Ainda hoje o universo benfiquista fala do lance do Maicon no clássico na Luz. (do nosso lado é a mesma coisa, lógico) que nas suas mentes "deu" o título ao FCP. Com uma câmara dessas tudo isto seria claro como água, mas as teorias do sistema,polvos, máfias ruiriam por terra. Os jornais desportivos se calhar ficariam sem matéria para vender. Provavelmente teríamos apenas 1, no máximo 2 jornais diários desportivos. Os programas televisivos sobre futebol seriam reduzidos a 1 ou 2. Até aqui, o blogue, viria as participações dos bloguistas reduzidas para apenas 10%(digo eu).

Como vê, Mário, está muito em jogo e dificilmente nos próximos 10/15 anos  nada disso se vai alterar.

P. Torres // quarta-feira, 6 de Março de 2013 12:02

...  dificilmente nos próximos 10/15 anos isso se vai alterar.

Jose Armando // quarta-feira, 6 de Março de 2013 15:10

“Pena que o futebol se recuse a alinhar nisto. Seria divertido assistir à derrocada de alguns mitos.” Cito, com a devida vénia, o caro Mário Fernando. Como não pretendo discutir semântica, direi que os “mitos” que pretende referir têm a ver com a forma como certos mitónimos se servem da construção imaginária como substituta da realidade, em Portugal, para não irmos mais longe. Assim sendo, como compreender que o caro MF, diversas vezes, tenha sentido a necessidade de escrever que em Portugal o que interessa aos dirigentes é, principalmente, o controlo da arbitragem?

Acredito que se o espetador partilhar a visão do árbitro ajudaria a compreender as decisões, certas ou erradas, o que poderá ser um bom contributo a ume melhor cultura desportiva e sendo o fenómeno televisivo, um bom investimento será o desenvolvimento da tecnologia para uso dos que assistem ao jogo, ao vivo, nos estádios. Se calhar, como aqui já escrevi, talvez os estádios venham a pertencer à arqueologia desportiva, com os jogos a disputarem-se dentro de um estúdio de televisão.

Não existem “certos mitos” quando existe cultura desportiva e não existe cultura desportiva que resista à suspeição e em Portugal os mitos são “cultura desportiva” e “ausência de suspeição”. A golpada, a batota, em Portugal, são realidades, agravadas pela ausência de cultura desportiva nos comentadores e jornalistas da especialidade. Já deixei um desafio ao caro Mário Fernando, que os jornalistas da Antena, antes da análise televisiva e das repetições digam aos ouvintes quais as suas opiniões no momento da decisão arbitral. Acertar ou errar, depois de telever, seria “cultura desportiva” e nenhum jornalista seria menos considerado, pelo contrário, pela coragem das suas opiniões. Infelizmente, no comentário e na análise, nomeadamente pelo julgamento dos árbitros depois das repetições televisivas, instalou-se o que considero “desonestidade intelectual” e essa não é um mito.

PS: É verdade, a moral do leão é diferente da do carneiro, daí que o primeiro coma o segundo. O mesmo acontece com os erros arbitrais, só são imorais quando nos prejudicam.

Pedro_Barreto // quarta-feira, 6 de Março de 2013 16:45

Interessante abordagem, a da honestidade, ou pseudo, intelectual do Mourinho. Porventura, fui o único a perceber o interesse duplo de tais afirmações? Não diria Carneiro, mas um cordeiro destes, em pele sobejamente conhecida, dá tanto que desconfiar...

Pois foi, o Nani foi expulso, os media nacionais repudiam o turco árbitro, apesar de endeusarem o Real. Mas, esta expulsão faz-me tanto lembrar algo. O que será? Já puxei tanto pela cabeça e só me vem à memória o lance do Aimar, no ano passado, em Olhão. Será ? E então, onde pára a coerência de tantos comentadores avençados? Pois, para mim, ambos os profissionais, Aimar e Nani, não o foram, prejudicaram gravemente as suas equipas, o segundo possibilitando que a sua, bem melhor por sinal, fosse eliminada por outra da Champions, o primeiro abrindo a porta pela qual entrou em cena o Proença, permitindo a este último brilhar na Luz, entregando o título, de bandeja, a quem todos sabemos.

Última nota. Folgo em saber, pela pena do caro P.Torres, que, afinal, os nossos colegas de blog afectos às Antas sobreviveram ao último fim de semana. Bem hajam.

david almeida // quarta-feira, 6 de Março de 2013 16:50

Ate' tu Brutus...

Essa da camera e' uma gira experiencia, mas eu gostaria que o Mario Fernando, ou outro qualquer, nos explica-se como e' que essa experiencia nos podera ilucidar, responder, explicar porque e' que sao sempre os mesmos clubes os maiores beneficiados de erros de arbitragem.

mario.fernando // quarta-feira, 6 de Março de 2013 17:28

Deveras interessantes as várias reações à experiência no râguebi. Mas, meus caros, podem ficar descansados porque o futebol nunca adoptará semelhante coisa.

O que se disse no passado, e se diz no presente, vai continuar a dizer-se no futuro.

Só uma nota para o caro José Armando. Claro que nós podemos dizer o que nos parece sem recurso a repetições e, como já deve ter reparado, têmo-lo feito, com a ressalva óbvia de podermos ser desmentidos pelas imagens posteriores.  O que se passa é que a tal ausência de cultura desportiva  faz com que os estimados adeptos entendam que se damos uma determinada opinião é porque estamos "a favor" de um lado ou "contra" o outro. Sim , eu sei que é um raciocínio básico, mas existe, e muito, como temos comprovado amplamente.

De resto, e só para o situar, tive oportunidade de afirmar publicamente num colóquio em 2000, logo a seguir aos Jogos Olímpicos de Sidney, após ter observado a realidade australiana, que Portugal era um país que não fazia a menor ideia do significado da expressão "cultura desportiva". Na altura, algumas virgens ofendidas não esconderam o desagrado pela afirmação. O engraçado disto é que passaram 13 anos e está tudo exatamente na mesma.  

P. Torres // quarta-feira, 6 de Março de 2013 17:42

Pedro Barreto: será das poucas vezes que lhe respondo directamente, pois não gosto do género de adepto que é: Ainda falta muito e espero que sobreviva ao fim do campeonato mas registo com algum gozo a soberba que vos atacou. Como sabe, para nós, os campeonatos só se ganham na última jornada e fico cá à espera, consciente que se por má sorte o campeonato não pender para o vosso lado aqui encontrarei muitas das vossas diatribes, que tanto vos caracterizam quando não conseguem ganhar dentro de campo. E falarão de polvos, árbitros, esquemas, sistemas, máfias, Sicílias e afins e como disse anteriormente essa tal da câmara (olho do árbitro) iria desmascarar e retirar argumentos a adeptos como você.

P. Torres // quarta-feira, 6 de Março de 2013 17:51

Mário, concordo completamente com o que diz, razão pela qual, não acredito que o futebol altere o que quer que seja. Fala da falta de cultura desportiva e ,o exemplo de ontem em Manchester revela bem o quanto estamos distantes de algum dia termos essa cultura. E foi nessa perspectiva que afirmei que dificilmente, em Portugal, teremos uma tecnologia como essa aplicada. Pois o adepto não está preparado para tal e nessa perspectiva é que penso que se justifica que um país da nossa dimensão "aguente" com 3 jornais desportivos, pois enquanto se discutir o sexo dos anjos existirá mercado para tanto jornal diário.

Jose Armando // quarta-feira, 6 de Março de 2013 19:08

OK, caro Mário Fernando, creio que é muito difícil ser pregador numa freguesia onde os crentes não fazem a mínima ideia do que é "religião!", a cultura desportiva. De qualquer forma, a TSF deve marcar a diferença, explicando aos ouvintes porque o faz, por respeito ao futebol e nisso incluo o respeito pela arbitragem e a extrema dificuldade da função, Faço isso em todos os jogos que vejo, decido se o árbitro errou ou não, no momento em que apita ou não o faz. Umas vezes acerto, outras as imagens, as repetições, dizem que errei. Daí que fale muito pouco de erros avulsos, a favor ou contra, diferente é quando existe um padrão, por exemplo, o “padrão Proença”, onde o Porto é beneficiado e o Benfica prejudicado, o que é explicado pela exasperação portista pela não nomeação, para a Luz, de PP, a certeza do dinheiro em caixa. E se é assim com PP, um dos melhores do mundo, o que dizer, por exemplo, do Cosme de Braga? Que outra razão senão a política, o tráfico de influências, explica que o sujeito integre a primeira divisão da arbitragem?

Engraçado é que nenhum dos participantes do blog tenha percebido a importância da experiência referida, que não se trata de uma tecnologia para a “verdade” e sim de um instrumento para uma visão mais integrada e empática do aleatório do movimento e da interpretação do mesmo. Sobre as tecnologias aplicáveis ao futebol, quando alguém fala do “olho de falcão” do ténis como uma possível extensão ao futebol, apetece-me dispor de uma marreta, bem pesada e manobrável. É que no ténis, colocar a bola no limite do “fora”, do indefensável para o adversário, é estratégico, não tem qualquer comparação com o futebol, onde o objetivo é manter o jogo “dentro” e chutar para a bancada, um movimento de desespero, logo destrutivo Daí que só quem não gosta do futebol pode exigir as tecnologias aplicáveis ao futebol, ainda que sinalizar a entrada ou não da bola na baliza seja um problema a resolver..

david almeida // quarta-feira, 6 de Março de 2013 19:15

Creio que estao aqui a confundir "cultura desportiva" com "comer e calar"! Gostaria que me explicassem como e' que uma camara de video pode justificar o seguinte:

O Sporting na epoca passada, a' quinta jornada, ja lhe tinham sido tirados 7 (sete!) pontos por erros grosseiros de arbitragem. Nao foram uns quaisquer errositos, foram por exemplo golos anulados, penaltis por marcar entre outros. Pergunto se a tal camera nos pode explicar porque e' que isso nunca aconteceu com o FCP? Porque sera que esse clube nunca viu em trez ou quatro jornadas seguidas logo a abirir o campeonato, serem cometidos os memos erros? O que e' que a camera nos podera dizer sobre Paulo Batista que se recusou arbitrar um jogo do Sporting a epoca passada, episodio unico no nosso futebol, sem ter tido qualquer punicao grave? O que tera essa camara a dizer sobre o facto de ter sido esse mesmo arbitro a ir a Alvalade no ultimo fim de semana para fazer a arbitragem que fez?

Isto nao tem nada a ver com cultura desportiva. Isto sao facto mais do que evidentes de que os arbitros agem premeditadamente. Falta de cultura desportiva mesmo e' nao admitir isto .

mario.fernando // quarta-feira, 6 de Março de 2013 19:39

Caro David Almeida, com ou sem câmara a cultura desportiva não faz parte dos princípios portugueses, nem fará. Por mim, limitei-me a esclarecer uma questão que foi levantada.

Já as nomeações pertencem a outro departamento, infelizmente um dos mais incompreensíveis do futebol português.

Agora, deixe-me dizer-lhe : é absolutamente verdade que o Sporting tem muita razão de queixa das arbitragens da época passada, como eu próprio já aqui o disse. Já quanto a esta, a pior de sempre dos leões, a história é bastante diferente. Cultura desportiva é perceber as duas coisas.  

david almeida // quarta-feira, 6 de Março de 2013 19:50

Caro Mario Fernando, eu entendo que esta epoca e' diferente da anterior (para o Sporting).

O que me tem dizer sobre o facto de que esses tais pontos "perdidos" a epoca passada teem uma relacao directa com os reultados desta epoca? Nao acha que se o Sporting tem conseguido esses tais pontos jsutamente como merecia, provavelmente Domingos nunca teria sido despedido, provavelmente o Sporting estaria na Champions League esta epoca, provavelmete por essa razao os problemas financeiros nao eram tao graves e, para terminar, provavelmente esta epoca estaria agora a ser tambem diferente. Aceitar isto e' tamebm ter cultura desportiva. Accoes cometidas numa certa data, como erros de arbitragem, nao so' afetcam o presente mas tamebm o futuro.

Koniglowe // quarta-feira, 6 de Março de 2013 20:03

Sobre os árbitros é verdade que existem padrões, quer padrões na forma de apitar, quer padrões na forma de errar e isso é que cria suspeita, porque quando se erra de boa fé erra-se aleatoriamente.

Ainda aqui há umas jornadas o Mário referia, creio que após o jogo da Madeira que os jogadores do Benfica já deveriam saber que o árbitro X se comporta de determinada maneira na situação Y. E é isso que não considero aceitável apesar de se saber que os clubes ao que parece até recrutam ex árbitros para aconselharem os jogadores.

Mas se eu sou jogador de futebol e conheço as regras, devo ou deveria ser sancionado da mesma forma quer seja arbitrado pelo Soares Dias que tudo que mexe é falta, por um árbitro inglês que deixa jogar à vontade, ou por um chinês. As regras são as mesmas, as diretrizes deveriam ser no sentido de existir uma uniformização e todos os árbitros dentro dos possíveis deveriam apitar da mesma forma. Não se compreende como é possível que determinado árbitro apite por tudo e por nada e enquanto outro dê sempre que possível a lei da vantagem. Da mesma forma não se pode compreender que Portugal seja dos países da europa onde se mostram mais cartões amarelos, e ainda assim uns mostram muitos mais que outros.

O futebol é um só, a forma de arbitrar deveria ser como disse uniforme.

Depois clarificar ao máximo as regras. Estou farto de falar nisso e pergunto mais uma vez - alguém entende a regra da mão na bola? Eu juro que ainda não percebi. Uns especialistas falam em "intencionalidade", outros falam em "aumentar a volumetria", outros ainda em "posição natural do braço" e a verdade é que é tudo muito ambíguo e dar sempre azo a grandes discussões inúteis. O mesmo se passa por exemplo com os ressaltos/atrasos ao guarda redes - não era mais simples, se sempre que a bola vem do pé de um jogador da sua equipa o guarda redes não poder defender com as mãos?

Outro assunto. Ontem apanhei uma entrevista de um diretor do Benfica no programa "Tribuna de Honra" (uma espécie de trio de ataque mas sem peixeiradas) e foi interessante ouvir o senhor explicar algumas coisas, nomeadamente afirmar que "todas as semanas fala com diretores do Porto e Sporting" referindo que a questão do policiamento é uma situação que preocupa os "três grandes" de Portugal. Quando por vezes pensamos que os clubes vivem virados de costas uns para os outros, afinal às vezes é só mesmo aparente.

mario.fernando // quarta-feira, 6 de Março de 2013 20:04

Com todo o respeito e consideração, caro David Almeida, a catástrofe em que o Sporting mergulhou não é explicável com as asneiras arbitrais da época passada. E vou dizer-lhe só mais isto : era bom que os sportinguistas se centrassem unicamente em salvar o clube, a verdadeira prioridade das prioridades.

Eu sei que o caro David Almeida tem uma certa relutância em admitir que Godinho Lopes cometeu erros muito graves, um dos quais - o despedimento de Domingos - constituiu o início da derrocada. E se um presidente despede um treinador por causa dos "roubos" das arbitragens tem, no mínimo, uma razoável falta de visão estratégica.

Pedro_Barreto // quarta-feira, 6 de Março de 2013 20:25

Caro P.Torres, tamanho exagero apenas revela o seu nervosismo. No meu comentário, não há ponta de soberba, apesar de achar que o Benfica é favorito e demonstro-lhe facilmente: melhor equipa, mais banco, melhor treinador. O seu trunfo é outro e tem valido muitos títulos, veremos se este ano é suficientemente tentacular.

E lamento um pequeno reparo: para vós, quase nunca se ganham campeonatos na última jornada, basta ver as estatísticas. Compram-se muito antes. E não, não é semântica.

Está a ver, caro José Armando, as pedradas sempre atingem o alvo.

david almeida // quarta-feira, 6 de Março de 2013 21:05

Caro Mario Fernado, nao gosto do termo asneiras, soa, no que refere a' arbitragem, a acidentes naturais.

Quanto a salvar o clube, ha muitos factores que poderao determinar esse caminho; um deles e', como todos sabemos e ate' admitido por dirigentes de outros grandes,  ter alguem influente nas secretarias que gerem o futebol em particular a arbitragem portuguesa. Nao e' tudo, mas ajuda e de que maneira.

P. Torres // quarta-feira, 6 de Março de 2013 21:13

Pedro Barreto, primeira coisa: arranje outra, já chega de tanto nervosismo! Ninguém para estas bandas está nervoso!

Segunda: Pelo seu comentário dá logo para sacar o tipo de argumentação que vocês usam há 30 anos: jamais admitem que os outros clubes ganhem por mérito. Veja lá que vocês ainda estão em primeiro e já está a falar que se perderem o campeonato é por causa do polvo! Esta é a máxima das máximas.

Terceira: Jamais admitem que a vossa equipa seja beneficiada ou que perca pontos por falta de competência, que veja bem, foi o que fez o Porto perder pontos em Alvalade (isto jamais você conseguiria admitir, quanto ao seu clube)..

Quarta: Já todos nós sabemos que o SLB é o maior, o melhor, com mais adeptos, com o melhor treinador, mas digo-lhe que isso só não garante vitórias, pois se não existir competência, chapéu!

Quinta: E quem está nervoso sou eu?

Jose Armando // quinta-feira, 7 de Março de 2013 19:47

É evidente que são tudo coincidências. Umas semanas atrás referi um estudo estatístico do “CM” no que vai do século. Falta, penalties, cartões amarelos e expulsões, onde a equipa menos faltosa, o Benfica, era a mais penalizada na contabilidade. Hoje, o “Record” publica uma estatística sobre as 21 jornadas já decorridas e verifica-se o mesmo padrão: o Porto ganha ao Benfica em todos os quadros, à exceção dos penalties a favor (8-4, salvo erro, nenhum contra, os contra o Benfica custaram dois pontos). Querem ver? Uma expulsão (quatro do Benfica); 34/35 amarelos (mais 10 para o Benfica). Contudo os dados mais interessantes são: o V. Guimarães é a equipa que mais expulsões provoca (nove); que a equipa que mais amarelos consegue é o Sporting (69) e adivinhem qual a equipas que menos amarelos provoca? Claro, o Benfica com 45. Tudo coincidências…Ou será que se pode falar de “padrões”?

PS 1. Ao caro Pedro Barreto, com toda a consideração: está a ver a diferença entre o lançamento do peso ou do martelo e a esgrima? Francamente! Acha que a sua pergunta tem qualquer razoabilidade? Uma de duas coisas lhe prometo: o treinador não perde a Liga e calo-me ou se o fizer, prometo-lhe a demolição do mesmo e fazer-lhe a vida negra na eventualidade de renovar porque é politicamente correto, sendo que o “politicamente correto” não o é para o Benfica e sim para outras paragens, daí que tentem forçar a renovação com o treinador e o passado recente dá-lhes razão. É que para mim as questões são simples, em Portugal, sair do Benfica e assinar por qualquer outro clube nacional, é mudar de cavalo para burro, é escolher fazer parte da estatística e não da história. Se este treinador for inteligente perceberá a diferença de dimensões e daria um passo de gigante se afirmasse, ele próprio, que só renovará se conquistar a Liga.

PS 2: Há dias escrevi que Benfica e Porto estavam sob pressão, os dois. Estar ou não nervoso, a demonstração é o que se faz e diz. Diga-me, caro P. Torres, como entender as declarações, o tom, quase ameaçador, de Vítor Pereira para comentar o óbvio? Lembro-lhe uma declaração do Helton, dias depois do Benfica-Porto, da inevitabilidade de o Porto se isolar na classificação, através de um “não tardará”. O facto é que o Porto teve essa oportunidade e falhou, o Benfica teve a mesma oportunidade e não falhou, com maior ou menor dificuldade. Com dois pontos de atraso, a pressão – ou nervosismo – está agora (mais) do lado do Porto, basta ler a última crónica do vosso caro e muito venerado pistoleiro MST.

apml // sexta-feira, 8 de Março de 2013 11:24

'Aliás, o próprio Real Madrid já o sentiu na pele e Mourinho não o deixou passar em claro, ao lembrar o jogo com o Barcelona em que Pepe foi expulso'

não tenho por habito comentar as seus posts , mas esta frase que imensa gente tem repetido ate ao infinito nestes 2 dias tem mexido comigo porque parece que as pessoas têm problemas de ver os lances em que as equipas do Mourinho são favorecidas , ele mais uma vez fez um discurso completamente faccioso e manipulador , porque é que ele não falou dos quartos-de-final naquele mesmo estádio onde arrumou o man utd e estes tiveram um golo mal anulado ( golo da paul scholes ) , porque não fala da expulsão do Jorge andrade , porque não fala da 1º mão em Milão onde o benquerença fez uma arbitragem completamente vergonhosa , porque não fala da 1º mão contra o barça onde o real madrid podia ter visto 3 cartões vermelhos , gostava de saber porque ninguem fala destes lances , apenas falam do lance do pepe , que na minha opinião é bastante discutivel , onde o vermelho não é descabido de todo .

Não percebo tambem comom ninguem fala da miséria do futebol por eles praticado , estao a 13 pontos do barça no campeonato , apenas porque venceram duas vezes o barça numa semana ja estão a fazer uma época incrivel ? O barça esta a jogar o pior futebol dos ultimos anos , qualquer equipa actualmente arrisca.se a sair gigante de camp nou , mas isso não salva epocas , e esta euforia é apenas uma ilusão porque este real se não fosse a expulsão do nani eles já so voltavam a ter um jogo importante em maio , acho que se tem de deixar de ser superficial quando se analisa o real de mourinho , porque ninguem parece ter a coragem de dizer que este real não consegue desequilibrar uma equipa com uma defesa minimamente sólida , prova disso foi esta quarta feira que em 55 min criou 0 oportunidades no jogo mais importante da época .

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