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<?xml-stylesheet type="text/xsl" href="http://www.tsf.pt/utility/FeedStylesheets/atom.xsl" media="screen"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xml:lang=""><title type="html">Jogo Jogado</title><subtitle type="html" /><id>http://www.tsf.pt/blogs/jogojogado/atom.aspx</id><link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.tsf.pt/blogs/jogojogado/default.aspx" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.tsf.pt/blogs/jogojogado/atom.aspx" /><generator uri="http://communityserver.org" version="3.1.20917.1142">Community Server</generator><updated>2012-02-13T17:22:00Z</updated><entry><title>Imperfeições</title><link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.tsf.pt/blogs/jogojogado/archive/2012/02/21/imperfei-231-245-es.aspx" /><id>http://www.tsf.pt/blogs/jogojogado/archive/2012/02/21/imperfei-231-245-es.aspx</id><published>2012-02-21T00:35:00Z</published><updated>2012-02-21T00:35:00Z</updated><content type="html">&lt;p&gt;A perfeição não existe, mas nada nos impede de tentarmos chegar o mais perto possível dela. Jorge Jesus tinha dito que o Benfica precisava de ser &amp;quot;perfeito&amp;quot; em Guimarães para vencer a partida, porventura a mais crucial na contagem acelerada para o clássico da Luz. Não era preciso pedir tanto , apenas que a equipa encarnada se apresentasse como&amp;nbsp;tem sido habitual e que tivesse a capacidade de responder, em todos os planos, como mandam as regras de um candidato ao título. Afinal , nem uma coisa nem outra. O&amp;nbsp;Benfica perdeu pela primeira vez no campeonato e o Vitória ganhou bem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Num jogo sem Javi Garcia, o técnico benfiquista optou por deixar Witsel de fora. Foi o primeiro risco e um convite a que perfeição não chegasse. Pondo as coisas de outra forma: o Benfica apresentou-se com Matic à frente do quarteto defensivo e, depois, uma espécie de &amp;quot;cavalaria total&amp;quot;, com uma amplitude atacante que incluía Nolito&amp;nbsp;e Gaitan, nas alas, e&amp;nbsp;Aimar ao meio &amp;quot;colado&amp;quot; a Cardozo e Rodrigo. Se a ideia era&amp;nbsp;encostar o Vitória às cordas (e parece que era),&amp;nbsp;falhou um &amp;quot;pormaior&amp;quot;. É que com dois blocos praticamente &amp;quot;partidos&amp;quot; a equipa de Jesus não conseguia desbatar o 4x2x3x1 do adversário, nem evitar a criação de espaços atrás da sua própria barreira ofensiva. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É verdade que o Benfica teve oportunidades para concretizar (Nolito, Gaitán e Cardozo), mas num quadro destes não se pode errar. E se, do ponto de vista da eficácia a equipa esteve completamente abaixo do rendimento usual (marcava ininterruptamente há 37 jogos), do ponto de vista defensivo não esteve melhor. Os três golos em S.Petersburgo, como aqui referi na altura, foram um aviso que, pelos vistos, o Benfica não entendeu muito bem. Só isto pode explicar o falhanço coletivo no lance do golo vimaranense, com Leonel Olímpio a desviar para Toscano e este a rodar para o pontapé fatal. Tudo na pequena área e com uma defesa inteira a ver jogar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mais complicada foi a vida na segunda parte. Quando era imperioso inventar uma solução para virar o resultado, os jogadores encarnados começaram&amp;nbsp;a pagar o desgaste da partida com o Zenit e as forças (e a lucidez) foram-se desvanecendo. Muita luta, pouco tacto. Enquanto isto , Barrientos dava cartas e&amp;nbsp;João Paulo era absolutamente imperial. Jesus trocou Matic por Witsel - para o treinador ou era um ou era outro , nunca os dois - e à beira dos últimos cinco minutos &amp;quot;saca&amp;quot; de Bruno César e Nelson Oliveira, muda para três defesas e...nada. O problema não estava no fim , mas sim no início.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O facto é que o FC Porto está agora a apenas dois pontos do líder. Aliás, o técnico fez questão de sublinhar várias vezes, após o desafio, que o líder continua a ser o mesmo. O que, embora seja verdade, não esconde que as condições já não são as&amp;nbsp;iguais. Se o clássico da Luz&amp;nbsp;era, obviamente, um jogo-chave para o campeonato, passou a ser&amp;nbsp;agora&amp;nbsp;a chave-mestra na discussão do título. E ainda há uma jornada antes dele.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;PS : Por razões profissionais vou ausentar-me do país até ao final da semana. Infelizmente, não vou poder acompanhar as partidas da Liga Europa. Falamos depois.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://www.tsf.pt/aggbug.aspx?PostID=3795426" width="1" height="1"&gt;</content><author><name>mario.fernando</name><uri>http://www.tsf.pt/members/mario.fernando.aspx</uri></author></entry><entry><title>Os pontos e o resto</title><link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.tsf.pt/blogs/jogojogado/archive/2012/02/20/os-pontos-e-o-resto.aspx" /><id>http://www.tsf.pt/blogs/jogojogado/archive/2012/02/20/os-pontos-e-o-resto.aspx</id><published>2012-02-20T01:40:00Z</published><updated>2012-02-20T01:40:00Z</updated><content type="html">&lt;p&gt;1 - Já se calculava que a missão de Ricardo Sá Pinto não fosse fácil. Pegar na equipa do Sporting da forma como aconteceu e, sobretudo , no momento em que sucedeu, colocava-lhe nos ombros um trabalho espinhoso.&amp;nbsp;E, por aquilo que se viu frente ao P.Ferreira, a conclusão é que ainda poderá ser mais complexo do que se supunha. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nesta fase a&amp;nbsp;única coisa que realmente importa é ir somando os três pontos da ordem, mesmo que tudo o resto esteja muito longe dos chamados mínimos olímpicos. O Sporting ganhou com um autogolo, o que nem seria especialmente relevante, caso tivesse feito&amp;nbsp;mais e melhor. O facto é que os leões, tirando o penálti desperdiçado, não conseguiram construir uma oportunidade de golo digna desse nome, por contraponto a uma equipa pacense que teve nos pés de Michel as&amp;nbsp;três&amp;nbsp;maiores hipóteses do desafio , terminando uma&amp;nbsp;a centímetros&amp;nbsp;do poste e as outras duas em intervenções de grande nível por parte de Rui Patrício. Acresce que, na segunda parte , os únicos dois remates à baliza de Cássio surgiram já nos derradeiros cinco minutos da partida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O caminho é necessariamente longo, por estarmos perante um (quase) regresso ao ponto de partida, algo que, a meio da época, pode não ser bem entendido por vários setores. Não tenho memória de ver o Sporting assobiado na estreia de um novo treinador. Só que isso aconteceu, o que denota que o consenso que eventualmente se pretendia com a entrada de Sá Pinto não corresponde à realidade. Pelo menos, para já. Resta saber se haverá tempo e paciência, como apelava o próprio técnico, para que ele ponha em prática os seus conceitos. Por exemplo, verificar até que ponto funciona colocar Schaars numa posição mais adiantada no terreno ou esperar por uma subida de rendimento de Izmailov que é, claramente, uma aposta de Sá Pinto. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A&amp;nbsp;garra está lá, a tal que, efetivamente, se tinha esfumado nos últimos tempos. Mas se o Sporting mostrou&amp;nbsp;essa vontade&amp;nbsp;continua também a evidenciar falta de confiança nele próprio. Muita ansiedade e pouca lucidez, como se pôde contabilizar pelo número de passes precipitados que os jogadores realizaram. Recuperar psicologicamente uma equipa nunca é fácil, ainda por cima com assobios como pano de fundo. É aguardar pelos próximos capítulos, mas já se percebeu que no universo leonino nem todos estão dispostos a esperar muito.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;2 - Um golo praticamente a&amp;nbsp;abrir o jogo foi mais de meio passo para o FC Porto cumprir o calendário. O V.Setúbal é uma das equipas mais frágeis do campeonato e uma entrada daquelas retira as ilusões a qualquer um. Com andamento q.b. , os dragões dominaram como lhes apeteceu a primeira metade,&amp;nbsp;marcando novamente (excelente lance&amp;nbsp;de Hulk a assistir&amp;nbsp;um oportuníssimo Fernando) e indo para o intervalo com a sensação de missão cumprida. Depois do que sucedeu frente ao Manchester City, e em vésperas de voltar a apanhar os ingleses pela frente, o desafio do Bonfim não&amp;nbsp;obrigaria a muito mais história.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Será isto , provavelmente, o que explicará o decréscimo da segunda parte do encontro, com um Vitória bastante mais subido no terreno, e com Vitor Pereira mais preocupado com a poupança (Lucho, Moutinho, Hulk) do que com o resto. Claro que estas coisas têm sempre um reverso da medalha, daí o susto provocado pelo livre brilhantemente marcado por Meyong, que os dragões tiveram de &amp;quot;colmatar&amp;quot; acelerando o suficiente para reporem a vantagem e, aí sim , colocarem ponto final na partida. Não é que o triunfo alguma vez tivesse sido verdadeiramente ameaçado, porque os sadinos não dão mais do que aquilo, mas também se vê que este FC Porto pouco tem&amp;nbsp;a ver com o de outros tempos em que a afirmação categórica era uma imagem de marca.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sapunaru e Alex Sandro foram os laterais de serviço, o que voltará a acontecer, calcula-se, no jogo da&amp;nbsp;Champions em Inglaterra. Na rodagem do Bonfim estiveram em bom plano, mas a &amp;quot;rotação&amp;quot; em Manchester será outra com toda a certeza. A seguir com atenção.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;3 - Posto isto , o Benfica não tem campo de manobra. Todos os seus perseguidores ganharam, principalmente aquele que conta na corrida pelo título, o FC Porto. Jesus diz que esta é a &amp;quot;pressão positiva&amp;quot; de que os líderes gostam, um discurso igual&amp;nbsp;ao que Villas-Boas utilizava na época passada. Deve ser uma filosofia de quem&amp;nbsp;segue na&amp;nbsp;frente, compreensível, até por ser motivadora. Mas o técnico do Benfica sabe igualmente que, na contagem decrescente para o clássico da Luz, quanto mais perto estiver desse jogo, mais problemático é um deslize.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://www.tsf.pt/aggbug.aspx?PostID=3789436" width="1" height="1"&gt;</content><author><name>mario.fernando</name><uri>http://www.tsf.pt/members/mario.fernando.aspx</uri></author></entry><entry><title>Passo atrás, passo à frente</title><link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.tsf.pt/blogs/jogojogado/archive/2012/02/17/passo-atr-225-s-passo-224-frente.aspx" /><id>http://www.tsf.pt/blogs/jogojogado/archive/2012/02/17/passo-atr-225-s-passo-224-frente.aspx</id><published>2012-02-17T00:51:00Z</published><updated>2012-02-17T00:51:00Z</updated><content type="html">&lt;p&gt;1 - Quase sempre (o &amp;quot;quase&amp;quot; explica-se porque as excepções existem para confirmar a regra) os mais bem apetrechados vencem. Todos temos consciência da diferença do peso financeiro entre FC Porto e Manchester City, mas também não ignoramos que, do ponto de vista qualitativo, estamos a falar de mundos diferentes. Os dragões tentaram a sua sorte, até fizeram por isso,&amp;nbsp;só que o destino estava traçado. O City, do futebol meio-cínico de Mancini, foi melhor e ganhou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É verdade que os portistas se portaram à altura durante os primeiros 45 minutos. Até mesmo depois da lesão de Danilo que obrigou a uma recomposição da defesa e retirou profundidade a um dos corredores.&amp;nbsp;Os dragões lidaram com&amp;nbsp;o calculismo possível com uma equipa inglesa (?) que nem sequer parecia muito interessada em grandes feitos. O City só pretendia deixar correr a primeira mão, para tratar do assunto na próxima semana. Uns contra-ataques, supostamente, seriam suficientes para controlar a situação e, vendo bem , quase que resultavam não estivesse Helton em plano elevadíssimo para destruir as oportunidades de ouro de Nasri e Balotelli. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi o período durante o qual o FC Porto&amp;nbsp;ensaiou alguns lances&amp;nbsp;preciosos, até&amp;nbsp;o eixo Lucho-Hulk culminar no desvio fatal de Varela.&amp;nbsp;Com realismo , a vantagem dos dragões nem podia surpreender, se olharmos a forma como Fernando dominava o seu raio de ação e Moutinho, às vezes, arriscava. Interessante, sem dúvida, mas acabou ao intervalo. O City&amp;nbsp;deslocou-se&amp;nbsp;ao Dragão para gerir a eliminatória, não para perder o jogo. Condescendência, mas não cedência. Touré emergiu e tornou-se numa figura central na partida. Micah Richards subia até onde podia e, entre outras coisas,&amp;nbsp;até se permitiu atirar uma bola ao poste. Nasri e David Silva abriram&amp;nbsp;o livro e De Jong exemplificava como a simplicidade pode ser eficaz. Lá atrás, Lescott pôs a casa em ordem. Dito assim , parece fácil. E é.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Depois, para cúmulo, Álvaro Pereira vê um amarelo que o tira da partida de Manchester e, logo&amp;nbsp;a seguir, mete a bola na própria baliza. Ponto final. Tirando Fernando, que resistiu sozinho até ao fim , o resto eclipsou-se. Além do mais, quando foi preciso mexer, Vitor Pereira tinha Kléber e Mancini tinha Aguero.&amp;nbsp;Sejamos práticos: a eliminatória só&amp;nbsp;não estará decidida para quem acredita em milagres. Que são coisa rara neste mundo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;2 - Sá Pinto estreou-se no comando técnico dos leões e já tem três créditos a seu favor. O Sporting foi a única equipa portuguesa que não perdeu nesta semana europeia, conseguiu um ótimo resultado que lhe dá todas as hipóteses de qualificação e deitou mão de dois &amp;quot;secundarizados&amp;quot; de Domingos para resolver o jogo de Varsóvia. Para quem acaba de chegar não é nada de desprezar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É verdade que o Légia é uma equipa banal no contexto europeu, mas não podemos esquecer que o Sporting era (ou ainda é) uma equipa à procura da sua recomposição anímica. Com uma&amp;nbsp;mudança de treinador três dias antes, não se podia exigir muito, nem a Sá Pinto nem aos jogadores. Daí que aquela primeira parte, fraquinha, não possa espantar, devendo - novamente - tirar-se o chapéu a Rui Patrício que evitou males maiores. Agora é de frisar a radical mudança de atitude registada na segunda metade, em que se percebeu que a equipa não aceitaria passivamente ser suplantada por um adversário que não tem o mesmo nível.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O dedo de Sá Pinto foi fundamental. Pode argumentar-se que também é preciso uma ponta de sorte quando se operam substituições que resultam. Embora não deixe de ser verdade, o mérito tem de começar na coragem&amp;nbsp;de quem arrisca. O técnico lançou Carriço ( e inverteu o triângulo do meio-campo) sendo premiado com um golo. Depois retirou um desinspirado Carrillo para colocar André Santos e foi brindado com um golo magistral. Tudo deu certo e, convenhamos, seria uma bizarria se as coisas terminassem de outra maneira.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Sporting tem o apuramento na mão e só uma noite absurda o impedirá de seguir em frente. Mas o trabalho de Sá Pinto precisa de se consolidar e isto passa por somar triunfos ao mesmo tempo que ajusta a equipa às suas ideias. O treinador é um homem da casa e sabe, melhor que muitos, que há certos&amp;nbsp;setores no clube que se empolgam com demasiada facilidade, reagindo de forma igualmente irracional se algo não corre bem. Ele&amp;nbsp;conhece muito bem o que significa &amp;quot;crescimento sustentado&amp;quot;, mas também sabe que, no exterior, há quem não faça a menor ideia do que isso implica.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://www.tsf.pt/aggbug.aspx?PostID=3774115" width="1" height="1"&gt;</content><author><name>mario.fernando</name><uri>http://www.tsf.pt/members/mario.fernando.aspx</uri></author></entry><entry><title>Quebrar o gelo</title><link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.tsf.pt/blogs/jogojogado/archive/2012/02/15/quebrar-o-gelo.aspx" /><id>http://www.tsf.pt/blogs/jogojogado/archive/2012/02/15/quebrar-o-gelo.aspx</id><published>2012-02-15T22:16:00Z</published><updated>2012-02-15T22:16:00Z</updated><content type="html">&lt;p&gt;Antes de qualquer outra consideração, é preciso sublinhar que o resultado do Benfica em S.Petersburgo serve os interesses da equipa portuguesa. Uma derrota não é motivo para celebrações, obviamente, mas, como aqui referi anteriormente, esta é uma das tais eliminatórias em que o todo é particularmente determinante. Acontece que o Benfica passou pela geleira russa atingindo uma parte importante do objetivo, ou seja, adiar a decisão para a Luz.&amp;nbsp;Mesmo que&amp;nbsp;o processo defensivo tivesse falhado, porque sofrer três golos não é normal na equipa de Jesus, marcar dois compensou os danos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O jogo não se previa grande coisa. O estado do terreno era lamentável e a temperatura um disparate. Estar num estádio com 15 graus negativos, ou coisa parecida, é uma experiência que eu já vivi e que não recomendo a ninguém. Ainda assim, o Benfica entrou bem e o facto de nada de relevante ter acontecido até perto dos 20 minutos é, paradoxalmente, o melhor elogio que se pode fazer aos encarnados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Há&amp;nbsp;três pontos que ficam a&amp;nbsp;marcar&amp;nbsp;a partida. Em primeiro lugar, a alteração do plano inicial a que Jesus foi obrigado face à saída prematura de Rodrigo. Não era suposto Aimar entrar neste jogo, mas a &amp;quot;varridela&amp;quot; de Bruno Alves (uma &amp;quot;entrada&amp;quot; inaceitável, seja sob que perspetiva for) obrigou a uma troca, que retirou&amp;nbsp;uma das armas mais importantes do Benfica, num jogo em que a velocidade&amp;nbsp;e improvisação seriam sempre determinantes. Rodrigo tem ambas. Além de que o Benfica, por causa de um cartão amarelo,&amp;nbsp;perdeu Aimar para o desafio da Luz onde, aí sim, o seu papel seria muito mais importante. Conclusão, não adiantou muito no batatal russo e fica fora do tapete de Lisboa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em segundo lugar, o Benfica soube aproveitar muito bem as&amp;nbsp;ausências&amp;nbsp;no Zenit. Não tanto Danny ou Criscito, mas&amp;nbsp;principalmente Malafeev. O guarda-redes suplente cometeu duas gaffes que Maxi e Cardozo transformaram&amp;nbsp;em golos, revelando um enorme sentido de oportunidade. Este é um aspecto mais relevante do que parece, pois em alta competição, muitas vezes, é&amp;nbsp;no pleno aproveitamento do erro alheio que as eliminatórias se decidem. E veremos, na segunda mão , até que ponto aqueles dois golos não&amp;nbsp;podem ter&amp;nbsp;sido vitais para o apuramento.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em terceiro lugar, aquele que constitui o maior aviso de S.Petersburgo: o&amp;nbsp;Benfica sofreu três golos. Pondo de lado o lance antológico do golo de Semak, os outros dois não são compreensíveis, mesmo num terreno com aquelas condições absurdas.&amp;nbsp;Num, Shirokov&amp;nbsp; está sozinho na zona frontal; no outro, Maxi Pereira (lamentavelmente para ele) já não consegue &amp;quot;ir lá&amp;quot; e o mesmo Shirokov sentenciou o desafio, quando o empate parecia ser o desfecho. No fundo , quero chegar aqui: acreditando, como acredito, que o Benfica vai marcar na Luz, torna-se absolutamente determinante que não haja qualquer erro defensivo.&amp;nbsp;O zero na baliza de Artur terá mais peso na qualificação do que possa parecer.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Zenit está em&amp;nbsp;vantagem, convém nunca esquecer isto, mas o Benfica dispõe de boas razões para pensar em seguir em frente. Meio trabalho está concretizado, é só fazer com que a segunda metade não estrague a primeira.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://www.tsf.pt/aggbug.aspx?PostID=3766148" width="1" height="1"&gt;</content><author><name>mario.fernando</name><uri>http://www.tsf.pt/members/mario.fernando.aspx</uri></author></entry><entry><title>(In)certezas</title><link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.tsf.pt/blogs/jogojogado/archive/2012/02/14/xx.aspx" /><id>http://www.tsf.pt/blogs/jogojogado/archive/2012/02/14/xx.aspx</id><published>2012-02-14T23:32:00Z</published><updated>2012-02-14T23:32:00Z</updated><content type="html">&lt;p&gt;1 - A história dos supostos encontros de Domingos com responsáveis do FC Porto. Godinho Lopes diz que não faz sentido , Luis Duque que não acredita em semelhante ideia, Domingos que é uma total falsidade. Mas como alguém &amp;quot;plantou&amp;quot; a dita, espera-se que o presidente leonino tire a limpo quem foi o autor da proeza. Porque se é mesmo uma invençao - como todos os protagonistas consideram&amp;nbsp;- é grave. E uma liderança forte não perdoa&amp;nbsp;um filme destes, pois não pode ser ultrapassada desta forma.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;2 - A menos que faça uma exibição magistral em Istambul, o Braga está mais fora do que dentro da Liga Europa. A expulsão forçadíssima de Helder Barbosa, com apenas meia-hora de jogo,&amp;nbsp;foi um factor muito importante. Como o facto de Toraman ter ficado até ao fim, quando houve três ou quatro boas razões para ver o segundo amarelo. Mas é preciso não ignorar que Carvalhal estudou muito bem o adversário, &amp;quot;controlou&amp;quot; completamente Hugo Viana, e teve em Manuel Fernandes um motor a carburar em pleno.&amp;nbsp;Certo que&amp;nbsp;2-0 para o Besiktas é um exagero,&amp;nbsp;mas aquele segundo golo só é possível por uma distração incompreensível para este nível de competição.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;3 -&amp;nbsp;Sempre me fez uma enorme confusão permitir a realização de jogos de futebol com dez ou 15 graus negativos, tal como com 42 positivos como sucedeu no mais xaroposo Mundial de que há memória, o dos Estados Unidos. No entanto , tanto a UEFA como a FIFA&amp;nbsp;acham que não vem mal ao mundo.&amp;nbsp;O Benfica vai jogar na arca frigorífica de S.Petersburgo e logo se vê no que vai dar. Suponho que Jorge Jesus irá&amp;nbsp;gerir esta primeira mão com o único objetivo de tentar um resultado aceitável, de forma a transferir para a Luz a decisão com o Zenit. Nas eliminatórias&amp;nbsp;contam os 180 minutos, já se sabe, mas há algumas em que o todo é mais determinante que as partes.&amp;nbsp;Este é um desses casos.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://www.tsf.pt/aggbug.aspx?PostID=3759346" width="1" height="1"&gt;</content><author><name>mario.fernando</name><uri>http://www.tsf.pt/members/mario.fernando.aspx</uri></author></entry><entry><title>Jogo de mudanças</title><link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.tsf.pt/blogs/jogojogado/archive/2012/02/13/jogo-de-mudan-231-as.aspx" /><id>http://www.tsf.pt/blogs/jogojogado/archive/2012/02/13/jogo-de-mudan-231-as.aspx</id><published>2012-02-13T17:22:00Z</published><updated>2012-02-13T17:22:00Z</updated><content type="html">&lt;p&gt;O Sporting despediu Domingos Paciência e chamou Ricardo Sá Pinto para assumir o comando técnico da equipa. Surpresa ou inevitabilidade? E o momento para esta mudança justifica-se, apenas 24 horas depois de Godinho Lopes afirmar que a saída de Domingos não faria sentido? Este vai ser o tema central do Jogo Jogado desta semana, na TSF. &lt;/p&gt;&lt;img src="http://www.tsf.pt/aggbug.aspx?PostID=3750046" width="1" height="1"&gt;</content><author><name>mario.fernando</name><uri>http://www.tsf.pt/members/mario.fernando.aspx</uri></author></entry></feed>
