sobre o autor
Jornalista desde 1986. Na TSF desde 1991. No Mais Cedo ou Mais Tarde desde 2006. Nasci em Lisboa mas vivo e sou de Vila do Conde. Dou aulas de jornalismo e crio bonsais.

Última emissão:
30 de Junho de 2011

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Quinta temporada no ar desde 20 de Setembro de 2010. Porque continua a haver outras pessoas e outras ideias que podem ser notícia. E são, de segunda a sexta na TSF, entre as 15h e as 16h

29 de Abril de 2011: falar de stress pós-tráumatico

15h-16h: Carlos Anunciação, psicólogo clinico, editou em Outubro de 2010 um livro sobre Coping e Stress Traumático em Combatentes, baseado, por um lado, na experiencia do autor enquanto psicólogo num hospital militar durante cerca de dez anos, e, por outro, numa investigação durante o seu mestrado na Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa [coping designa os mecanismos que auxiliam o indivíduo a superar uma situação estressante].

Carlos Anunciação, que desde 2008 colabora com a Liga dos Combatentes num projecto de Saúde para os Combatentes Portugueses, estará hoje na TSF para, recuando ao tempo dos Combatentes da Guerra Colonial Portuguesa (1961-74), nos ajudar a perrceber a origem do stress traumático, passando pela sua classificação internacional enquanto doença, assim como as diversas estratégias utilizadas nomeadamente na comparação com outros combatentes (guerra do Vietname, guerra Israelo-árabe ou da guerra do Golfo).

 

Publicado por jpmeneses em 28.04.2011

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2 comentário(s)
Carlos Sebastiao // sexta-feira, 29 de Abril de 2011 11:21

Qual o papel ou a importância para os doentes que sofrem de stresse de guerra deslocarem-se à zona e locais onde estiveram a combater?

Será que os combatentes mais novos (na época) e por isso mais inocentes e com menor formação sofreram mais com o stresse? Será que os soldados com patentes superiores sofreram menos com o stresse de guerra?

canunciacao // segunda-feira, 2 de Maio de 2011 23:56

Depende de cada um. Para alguns, por exemplo, é o verificarem que aquela zona, outrora violenta e perigosa, deixou de o ser, e com isso podem ficar mais tranquilos e sntirem-se menos ameaçados por essas recordações. Torna-se uma espécie de catarse, de fechar um ciclo já longo.

Sabe-se que existe uma associação entre o nivel de escolaridade e a PTSD. Quanto mais elevado os estudo mais parecem oferecer protecção quanto ao agravamento dos sintomas

e  gravidade da doença. Desse modo, proporcionalmente, os oficiais e sargentos, sofreriam menos de PTSD ou em menor gravidade e com menor sintomas. No entanto outras variáveis também acabam por influenciar como os factores de vulnerabilidade pré-existentes como maus tratos na infancia, historia de doença psiquiatrica familiar e do próprio etc.

Leia o livro, que falo nisto. O livro está a venda na Feira do Livro pavilhao pequenos editores e também pode ser pedido a Liga dos Combatentes 213468245.

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