Cultura

Era uma vez Mário Castrim entre a fé e o comunismo

"A Caminho de Fátima" foi escrito em 1992, dez anos antes da morte de Mário Castrim. O livro é reeditado pela Editora Âncora. A TSF conversou com Alice Vieira sobre a obra e a vida de Mário Castrim.

"O capitão Florêncio esteve doente e a D. Ester apegou-se com a Senhora de Fátima e com os médicos de Santa Maria. O cumprimento da promessa foi pretexto para um passeio a Fátima. Eram oito no bojo do Trolaró, o dois-cavalos mais típico do mundo. E lá vão para um dia cheio de aventuras inesperadas em que assume principal influência o Mãozinhas, carteirista de profissão às vossas ordens. Só mesmo lido. Contado não se acredita. Este livro não quer brincar com coisas sérias, quer dizer coisas sérias a brincar. Com a ajuda do Trolaró, da Maria João, do José Carlos, da Fani que é uma jóia de cabelos brancos, do Mãozinhas, do grande capitão Florêncio cognominado "O Esticadinho", etc.".

O resumo da obra assinada por Mário Castrim, em 1992 revela um pouco do livro que é agora reeditado pela Editora Âncora para abastecer stocks quase esgotados nas livrarias, onde rareiam exemplares seus.

Alice Vieira, a viúva de Mário Castrim, explica, em conversa com a TSF que o título pode remeter para a fé, mas o livro "A Caminho de Fátima" é, sobretudo, uma lição de vida, sendo que na de Mário Castrim, a religião, a fé, o comunismo, nunca entraram em conflito.

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