Cultura

No Ciberdúvidas "não há uma pergunta que não tenha resposta", mas faltam euros

Em vésperas de completar 20 anos, o Ciberdúvidas, projeto dedicado à língua portuguesa sem paralelo no mundo lusófono, debate-se cada vez com mais dificuldades de sobrevivência.

"Estamos com muitas, muitas dificuldades, a ponto de ter ponderado muito seriamente fechar. E só não fechei o Ciberdúvidas, porque tenho amigos que quiseram ajudar e entraram para a associação", diz José Mário Costa, um dos fundadores do site.

Questionado sobre os custos do Ciberdúvidas, José Mário Costa adiantou que estes não atingem os 4.000 euros por mês, sublinhando que, de momento, o organismo não pode pagar a colaboradores, por falta de verbas.

Com a filosofia de um jornal, nas suas áreas de abordagem delimitadas, o Ciberdúvidas é um espaço que junta, ao mesmo tempo, o esclarecimento, a informação, a reflexão e também a polémica em torno da língua oficial dos Estados-membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Na entrevista à TSF, José Mário Costa diz que no site "não há uma pergunta que não tenha resposta" e assim, a poucos dias de celebrar os 20 anos de existência, o Ciberdúvidas acumulou perto de 40 mil textos, entre respostas e artigos da mais variada natureza, que são de livre acesso ao público.

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